{"id":5180,"date":"2023-04-18T15:21:13","date_gmt":"2023-04-18T17:21:13","guid":{"rendered":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/?p=5180"},"modified":"2023-04-18T16:22:04","modified_gmt":"2023-04-18T18:22:04","slug":"ensina-me-a-odiar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/ensina-me-a-odiar\/","title":{"rendered":"Ensina-me a odiar"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2023\/04\/dunker.png\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-5181 aligncenter\" src=\"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2023\/04\/dunker.png\" alt=\"\" width=\"982\" height=\"652\" srcset=\"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2023\/04\/dunker.png 982w, https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2023\/04\/dunker-300x199.png 300w, https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2023\/04\/dunker-768x510.png 768w, https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2023\/04\/dunker-272x182.png 272w, https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2023\/04\/dunker-400x266.png 400w\" sizes=\"(max-width: 982px) 100vw, 982px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Na ter\u00e7a-feira 11, um aluno de uma escola em Santa Tereza de Goi\u00e1s, norte do estado, esfaqueou tr\u00eas colegas. Foi o terceiro ataque em duas semanas, inclu\u00eddo o cruel assassinato a machadadas de crian\u00e7as de uma creche na catarinense Blumenau. O p\u00e2nico toma conta de pais e alunos e as autoridades encontram dificuldades para lidar com um fen\u00f4meno que\u00a0 come\u00e7a a se tornar corriqueiro. O governo federal anunciou 150 milh\u00f5es de reais em um plano de preven\u00e7\u00e3o e o in\u00edcio da Opera\u00e7\u00e3o Escola Segura, concentrada na investiga\u00e7\u00e3o e repress\u00e3o de poss\u00edveis atentados. Entre 27 e 31 de<br \/>\nmar\u00e7o, a Pol\u00edcia Civil de S\u00e3o Paulo registrou 279 amea\u00e7as. N\u00e3o \u00e9 preciso ir muito fundo na internet e nas redes sociais. Em pouco dias, a Escola Segura pediu a remo\u00e7\u00e3o de 430 contas no Twitter<br \/>\nsuspeitas de estimular ataques a escolas. Por que o Brasil se tornou um polo desse tipo de crime, comum em outros pa\u00edses, especialmente nos Estados Unidos? Para <strong>Christian Dunker<\/strong>, professor do<strong> Institutode Psicologia da USP<\/strong> e p\u00f3s doutor em Psicologia Cl\u00ednica pela Manchester Metropolitan University, as causas de entrela\u00e7am.<\/p>\n<p>Na entrevista a seguir, Dunker alerta para o fato de os grupos neonazistas, mais ativos no Pa\u00eds, promoverem uma \u201cinterseccionalidade dos \u00f3dios\u201d, e para os efeitos da persegui\u00e7\u00e3o ideol\u00f3gica \u00e0s escolas promovida durante o governo Bolsonaro.<\/p>\n<h4>CC: O que significam esses epis\u00f3dios de viol\u00eancia em escolas? Importamos uma forma de viol\u00eancia?<\/h4>\n<p><strong>CD:<\/strong> S\u00e3o v\u00e1rios fatores que acabaram convergindo para isso. Existe um processo que eventualmente chega de fora, pela globaliza\u00e7\u00e3o da cultura, e agora se instala no Brasil. Devemos, no entanto, associar o fen\u00f4meno a um discurso que passa pelas armas, pelo tratamento da viol\u00eancia pela viol\u00eancia, e pela cria\u00e7\u00e3o de inimigos. Acredito que o per\u00edodo bolsonarista conseguiu colocar a escola como um lugar socialmente problem\u00e1tico, um ambiente de converg\u00eancia de conflitos. Houve persegui\u00e7\u00e3o contra professores, e essa figura do inimigo foi bastante concentrada na escola, ora era o professor de Hist\u00f3ria, ora o que d\u00e1 aula de Educa\u00e7\u00e3o Sexual, ou o professor de Biologia. Se fosse uma esp\u00e9cie de \u00f3dio difuso indeterminado, h\u00e1 muitos outros lugares onde a concentra\u00e7\u00e3o de indiv\u00edduos \u00e9 maior. Mas h\u00e1 algo de simb\u00f3lico em um ataque \u00e0 escola no momento em que a gente tem esse refluxo do que eu chamaria de teoria social brasileira sobre a transforma\u00e7\u00e3o. Nos anos bolsonaristas, os professores personificaram a \u2018figura do inimigo\u2019<\/p>\n<h4>CC: O que significa essa teoria?<\/h4>\n<p><strong>CD:<\/strong> Durante anos, o principal argumento da ascens\u00e3o social esteve ligado \u00e0 educa\u00e7\u00e3o. Eram momentos em que o Brasil tinha altos \u00edndices de analfabetismo e pouca distribui\u00e7\u00e3o de alunos nas universidades. O Pa\u00eds atravessou um processo que come\u00e7ou a transformar isso. Hoje temos a maior parte das crian\u00e7as na escola e muitas vezes n\u00e3o nos atentamos para o fato de isso ser muito recente, inclusive se compararmos com outros pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina. Foi preciso melhorar muito para chegar nesse ponto. E chegamos a esse ponto juntamente com outro processo de que se fala pouco, que \u00e9 a inclus\u00e3o. A inclus\u00e3o produziu o aumento da diversidade subjetiva e cognitiva na escola.<\/p>\n<h4>CC: E a sociedade n\u00e3o sabe, ou n\u00e3o consegue lidar com essa diversidade?<\/h4>\n<p><strong>CD:<\/strong> A partir desse processo de\u00a0inclus\u00e3o, aumentou o n\u00edvel de conflitos e, paralelamente, diminuiu o suporte para tratar os conflitos. Nesse caldo, podemos incluir ainda a linguagem digital, o aumento do consumo das redes sociais e a eleva\u00e7\u00e3o do sofrimento dos professores. S\u00e3o alarmantes os dados sobre o n\u00edvel de tens\u00e3o e de conflitos que os professores precisam viver e administrar.<br \/>\nEssa teoria de que o que h\u00e1 para transformar no Brasil passa por gente engajada num incremento de educa\u00e7\u00e3o refluiu. Hoje n\u00f3s temos outra teoria dominante, ou v\u00e1rias teorias, que passam pela<br \/>\nelimina\u00e7\u00e3o dos improdutivos, dos corruptos, daqueles que s\u00e3o diferentes. \u00c9 outra maneira de olhar para o conflito, e a escola ficou no meio desse tiroteio.<\/p>\n<div id=\"attachment_5182\" style=\"width: 636px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2023\/04\/bozo.png\"><img decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-5182\" class=\"wp-image-5182 size-full\" src=\"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2023\/04\/bozo.png\" alt=\"\" width=\"626\" height=\"452\" srcset=\"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2023\/04\/bozo.png 626w, https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2023\/04\/bozo-300x217.png 300w, https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2023\/04\/bozo-400x289.png 400w\" sizes=\"(max-width: 626px) 100vw, 626px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-5182\" class=\"wp-caption-text\">Discurso e pr\u00e1tica. Ofensas e amea\u00e7as foram normalizadas sob Bolsonaro. E deram vaz\u00e3o \u00e0 viol\u00eancia f\u00edsica que vitima estudantes e professores \u2013 Imagem: Carolina Antunes\/PR<\/p><\/div>\n<h4>CC: \u00c9 o colapso de uma sociedade frustrada?<\/h4>\n<p><strong>CD:<\/strong> Sim, uma sociedade frustrada. Mas, se compararmos o momento atual com outros Brasis, ou seja, outros momentos do Brasil, j\u00e1 passamos por per\u00edodos de mais alta frustra\u00e7\u00e3o, de empobrecimento mais dram\u00e1tico, de desarmonia social. Vivemos o per\u00edodo hiperinflacion\u00e1rio. Olhamos para tr\u00e1s e n\u00e3o sabemos dizer como sobrevivemos \u00e0quilo. Eu penso que temos agora um momento de profunda insatisfa\u00e7\u00e3o, tamb\u00e9m derivado do incremento das nossas expectativas. A frustra\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 pelo que voc\u00ea n\u00e3o tem, mas \u00e9 relativa ao que voc\u00ea apostou que teria. Existia um horizonte de expectativas de felicidade, podemos dizer, e isso foi seriamente abalado com esse per\u00edodo de convuls\u00e3o social e pol\u00edtica, o per\u00edodo do lulopetismo e o per\u00edodo Temer-Bolsonaro.<\/p>\n<h4>CC: Durante o per\u00edodo Bolsonaro, houve um discurso muito pautado na viol\u00eancia. N\u00e3o que o Brasil n\u00e3o fosse um pa\u00eds violento antes, mas a viol\u00eancia escalou outro n\u00edvel, n\u00e3o?<\/h4>\n<p><strong>CD:<\/strong> Sim, porque, durante o governo do Bolsonaro, a sociedade se acostumou a conviver sobretudo com uma viol\u00eancia discursiva. Eram amea\u00e7adas, brincadeiras jocosas, e claro sempre existiu uma viol\u00eancia end\u00eamica no Pa\u00eds, uma viol\u00eancia em comunidades mais empobrecidas. Mas o que aconteceu de diferente nessa situa\u00e7\u00e3o toda? Passamos a ter mais um discurso propriamente fascista do que institui\u00e7\u00f5es que de fato perderam sua dimens\u00e3o democr\u00e1tica. Isso tudo foi alterado com o 8 de janeiro. Esse epis\u00f3dio foi surpreendente. Foi uma a\u00e7\u00e3o violenta e generalizada. E isso fica nos indiv\u00edduos. Independentemente do tratamento que se d\u00ea agora, deixa marcas profundas. \u00c9 realmente como se tivesse mudado o patamar da viol\u00eancia. O Brasil \u00e9 um terreno f\u00e9rtil para o radicalismo<\/p>\n<h4>CC: E como o senhor analisa o surgimento de grupos neonazistas no Brasil? Parece que eles t\u00eam ganhado espa\u00e7o.<\/h4>\n<p><strong>CD:<\/strong> Eles est\u00e3o mais organizados e t\u00eam tido mais visibilidade. Muitos autores desses ataques passam a ser idolatrados nos f\u00f3runs de internet, inclusive os que morrem, esses \u201csantos\u201d. Por isso \u00e9 importante ter cuidado ao disseminar esse tipo de not\u00edcia. Estou participando do grupo de trabalho contra o discurso de \u00f3dio no Brasil, tentando avaliar por onde cresce, do que ele \u00e9 composto, e de fato uma das surpresas \u00e9 como h\u00e1 uma esp\u00e9cie de interseccionalidadedos \u00f3dios. O \u00f3dio religioso parece ter dado liga para o \u00f3dio de g\u00eanero, o \u00f3dio de ra\u00e7a, o \u00f3dio de classe, o \u00f3dio contra transexuais, e em comum h\u00e1 uma ideia de que \u2018n\u00f3s estamos numa situa\u00e7\u00e3o de injusti\u00e7a\u2019. Veja que esse era um discurso mais \u00e0 esquerda, lutar por igualdade, pelos direitos humanos, e agora tem essa deriva de que nos atentados \u00e0 escola a gente tem o absoluto predom\u00ednio de homens brancos. Isso tem a ver, em certa medida, com o fato de que aquilo que s\u00f3 acontecia na deep web, agora acontece no Discord, nas redes sociais, nos chats de jogos de videogame. A viol\u00eancia verbal tornou-se um meio tolerado pela sociedade brasileira. O xingamento, a inconsequ\u00eancia com o que \u00e9 dito no anonimato, acusa\u00e7\u00f5es, cancelamentos, tudo ajuda, de uma mesma maneira, a entendermos o quanto podemos ser agressivos com o outro. Esse limiar em que voc\u00ea se autoriza \u00e0 linguagem daagressividade comp\u00f5e zonas de sobreposi\u00e7\u00e3o. O caso dos nazistas \u00e9 um bom exemplo da converg\u00eancia desses \u00f3dios todos. O Brasil, n\u00e3o nos esque\u00e7amos, teve o maior partido fascista do Hemisf\u00e9rio Sul. O integralismo tinha mais de 1 milh\u00e3o de adeptos, isso nos anos 1950, 1960. Essa cultura se reproduz , ela pode n\u00e3o estar vis\u00edvel, mas fica nas entranhas, nas obras de arte,<br \/>\nnos nossos modos de tratamento, nos preconceitos arraigados. E quando a gente d\u00e1 chance, quando algu\u00e9m resolve se valer disso, vai aproveitar um fundo politicamente f\u00e1cil de ser<br \/>\nexplorado, porque o terreno \u00e9 f\u00e9rtil. N\u00e3o estamos acostumados a olhar o Brasil como um terreno f\u00e9rtil para radicalismos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div id=\"attachment_5183\" style=\"width: 635px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2023\/04\/prof.png\"><img decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-5183\" class=\"wp-image-5183 size-full\" src=\"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2023\/04\/prof.png\" alt=\"\" width=\"625\" height=\"418\" srcset=\"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2023\/04\/prof.png 625w, https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2023\/04\/prof-300x201.png 300w, https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2023\/04\/prof-272x182.png 272w, https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2023\/04\/prof-400x268.png 400w\" sizes=\"(max-width: 625px) 100vw, 625px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-5183\" class=\"wp-caption-text\">Inseguran\u00e7a. O ataque \u00e0 escola em S\u00e3o Paulo espalhou o medo. As autoridades ainda aprendem a lidar com o problema &#8211; Imagem: Fernando Fraz\u00e3o\/ABR<\/p><\/div>\n<h4>CC: De que forma o discurso de \u00f3dio de Bolsonaro afetou o imagin\u00e1rio das crian\u00e7as e adolescentes?<\/h4>\n<p><strong>CD:<\/strong> Penso que h\u00e1 um caldo que talvez tenha polarizado as coisas se aproveitando da ideia de seguran\u00e7a. Porque, para enfrentar a Covid-19, a gente precisou mobilizar um imenso discurso em torno de seguran\u00e7a sanit\u00e1ria: &#8220;use m\u00e1scara, use \u00e1lcool, n\u00e3o fa\u00e7a isso, n\u00e3o fa\u00e7a aquilo, mantenha dist\u00e2ncia&#8221;, ou seja, a gente concordou, e foi muito bom que fiz\u00e9ssemos, e foi parte da luta contra a pandemia, mas veio com um brinde, a partir disso, pois tamb\u00e9m come\u00e7amos a olhar para o outro como um poss\u00edvel transmissor de doen\u00e7as, come\u00e7amos a olhar a rua como um lugar perigoso, a tratar aqueles com quem n\u00e3o concordamos como potenciais pessoas letais. Imagine isso na vida de crian\u00e7as e adolescentes? N\u00e3o ir para a escola n\u00e3o significa s\u00f3 deixar de aprender novos conte\u00fados, significa n\u00e3o aprender que, na hora que voc\u00ea \u00e9 contrariado, n\u00e3o deve puxar o martelo e dar na cabe\u00e7a do seu colega. O impacto foi imenso, principalmente para crian\u00e7as pequenas. \u00c9 dif\u00edcil mensurar esse preju\u00edzo, mas claramente est\u00e1 a\u00ed e faz parte da equa\u00e7\u00e3o. Assim como o discurso da seguran\u00e7a sanit\u00e1ria, que vira o discurso do perigo, que desagua no discurso de que algu\u00e9m est\u00e1 atrapalhando e que inspira a ideia de resolver a injusti\u00e7a pelas pr\u00f3prias m\u00e3os.<\/p>\n<h4>CC: Ser\u00e1 poss\u00edvel combater o discurso de \u00f3dio e reverter essa situa\u00e7\u00e3o?<\/h4>\n<p><strong>CD<\/strong>: Hoje, vemos um engajamento reativo contra esse discurso de \u00f3dio, h\u00e1 gente interessada em discutir e investigar os casos de viol\u00eancia. A quest\u00e3o \u00e9 que aumentou o abismo entre aqueles que querem cuidar, enfrentar e transformar a situa\u00e7\u00e3o e aqueles que est\u00e3o interessados em aumentar o \u00f3dio e a viol\u00eancia. Encontrar um caminho para o di\u00e1logo ser\u00e1 o grande desafio, mas a sociedade est\u00e1 tentando. Esta nossa conversa \u00e9 um bom exemplo.<\/p>\n<p>Por: Mariana Serafini, Publicado na edi\u00e7\u00e3o n\u00b0 1255 de <a href=\"https:\/\/www.cartacapital.com.br\/educacao\/ensina-me-a-odiar\/\">CartaCapital<\/a>, em 19 de abril de 2023.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na ter\u00e7a-feira 11, um aluno de uma escola em Santa Tereza de Goi\u00e1s, norte do estado, esfaqueou tr\u00eas colegas. 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