{"id":5352,"date":"2023-08-09T14:39:33","date_gmt":"2023-08-09T16:39:33","guid":{"rendered":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/?p=5352"},"modified":"2023-08-09T14:39:33","modified_gmt":"2023-08-09T16:39:33","slug":"como-superar-arrependimentos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/como-superar-arrependimentos\/","title":{"rendered":"Como superar arrependimentos?"},"content":{"rendered":"<div id=\"v-fatosdesconhecidos-br-1\">\n<div id=\"_vdo_ads_player_ai_7493\" class=\"vdo_video_unit vdo_content\">\n<div id=\"vdo_logo_parent\">\n<div id=\"div-gpt-ad-adConteudo8\" class=\"adConteudo\" data-google-query-id=\"CLrWrf_8z4ADFXg6uQYdMxAG_Q\">\n<p>Em 2019, S\u00f4nia Nobre, 54, de S\u00e3o Paulo (SP), precisava se mudar e vender o apartamento em que morava com o marido. &#8220;Havia um poss\u00edvel comprador, que era nosso amigo, mas ele queria um desconto de 10% e n\u00f3s ach\u00e1vamos muito. Resumindo, ele comprou outro im\u00f3vel, veio a pandemia e vendemos o nosso apartamento bem abaixo do pre\u00e7o que valia&#8221;, diz S\u00f4nia. Outro que diz ter perdido uma oportunidade \u00fanica envolvendo dinheiro foi Frederico Toledo, 41, de S\u00e3o Caetano (SP). Em 2016, ele, que tem o h\u00e1bito de fazer apostas em loteria, esqueceu de validar um jogo desses de virada de ano. &#8220;Quando saiu o pr\u00eamio e fui conferir os n\u00fameros, achei que tinha pagado o bilhete, s\u00f3 que n\u00e3o. Acertei todos e perdi R$ 31 milh\u00f5es&#8221;, conta.<\/p>\n<p>Apesar de causarem frustra\u00e7\u00e3o, raiva e preju\u00edzos, arrependimentos que n\u00e3o se pode reverter, como esses, n\u00e3o s\u00e3o dos piores. &#8220;H\u00e1 quem n\u00e3o consiga aceitar a realidade, se perdoar e seguir adiante por ter causado um acidente fatal, ou n\u00e3o ter realizado v\u00e1rios desejos, como o de fazer as pazes com um pai que morreu, ou ter curtido a vida enquanto se tinha boa sa\u00fade&#8221;, diz Cl\u00e1udia Messias, psic\u00f3loga que trabalha com<br \/>\npacientes terminais no Hospital Geral de Palmas.<\/p>\n<p>O passado n\u00e3o volta, mas \u00e9 poss\u00edvel mudar a maneira de agir no presente em prol de um futuro mais assertivo e melhor, afirma Liliana Seger, doutora em psicologia pelo IPUSP (Instituto de Psicologia da Universidade de S\u00e3o Paulo). &#8220;O primeiro passo \u00e9 reconhecer que n\u00e3o se pode mudar o erro, mas, a partir dele, refletir sobre as pr\u00f3prias a\u00e7\u00f5es, impulsos, para lidar com consequ\u00eancias ou situa\u00e7\u00f5es parecidas que possam se repetir&#8221;.<\/p>\n<p>A partir desse processo, que costuma ser longo e pode envolver o suporte de profissionais de sa\u00fade mental, o sujeito passa a treinar mais a escuta, o di\u00e1logo e o cuidado em tomar atitudes, explica Luiz Scocca, psiquiatra pelo HC-FMUSP(Hospital das Cl\u00ednicas da Faculdade de Medicina da Universidade de S\u00e3o Paulo). &#8220;Al\u00e9m denmaneiras de solucionar problemas com autocontrole, responsabilidades, criatividade e maturidade&#8221;, acrescenta.<\/p>\n<p>S\u00f4nia comenta que saiu de sua zona de conforto ap\u00f3s ter sentido no bolso com o marido os efeitos de n\u00e3o terem negociado melhor a venda do apartamento que tinham. &#8220;Fizemos at\u00e9 um curso sobre estrat\u00e9gias para aumentar vendas e fechar neg\u00f3cios&#8221;, diz. J\u00e1 Frederico diz que passou a se organizar mais para n\u00e3o se esquecer de prazos e tarefas di\u00e1rias, pend\u00eancias e prioridades.<\/p>\n<h3>Culpa tem lado positivo?<\/h3>\n<p>Voltar a aten\u00e7\u00e3o para si \u00e9 fundamental para mudan\u00e7as, mas \u00e9 preciso n\u00e3o se esquecer das demais pessoas que eventualmente podem ter se prejudicado com nossas atitudes, mesmo sem inten\u00e7\u00e3o. &#8220;Pedir perd\u00e3o para o outro \u00e9 mais uma etapa para progredir e n\u00e3o carregar culpa limitante&#8221;, aponta Yuri Busin, psic\u00f3logo pela Universidade Presbiteriana Mackenzie.<\/p>\n<p>&#8220;A culpa precisa ser um sentimento de a\u00e7\u00e3o, n\u00e3o de ina\u00e7\u00e3o ou vergonha, que n\u00e3o se pode p\u00f4r para fora&#8221;, explica Priscilla Montes, educadora parental e p\u00f3s-graduanda em neuroci\u00eancia e desenvolvimento infantil pela PUC-RS. Falar com o outro sobre erros pessoais abre espa\u00e7o para ser compreendido e at\u00e9 perdoado.<\/p>\n<p>Mas, segundo Busin, quem se desculpa de forma genu\u00edna n\u00e3o obrigatoriamente tem que se sentir bem porque o outro perdoou, ou o contr\u00e1rio, sentir-se no fundo do po\u00e7o por n\u00e3o ter sido ouvido e desculpado. O que vale \u00e9 o esfor\u00e7o de assumir que falhou e se redimir, pois serve como treino para se chegar ao pr\u00f3prio perd\u00e3o e \u00e9 libertador, pois alivia ansiedade, medo, tens\u00e3o.<\/p>\n<h3>E se levar anos para se superar?<\/h3>\n<p>Frederico revela que at\u00e9 hoje, vez ou outra, se martiriza pelo que cometeu, ao passo que S\u00f4nia diz ter superado seu arrependimento completamente, embora sinta receio de repetir novos erros em negocia\u00e7\u00f5es. Circunst\u00e2ncias completamente normais, tranquilizam os especialistas, acrescentando que algumas pessoas t\u00eam reca\u00eddas e ficam mal e apreensivas por um tempo.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2023\/08\/iii.png\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-5353\" src=\"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2023\/08\/iii.png\" alt=\"\" width=\"1390\" height=\"758\" srcset=\"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2023\/08\/iii.png 1390w, https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2023\/08\/iii-300x164.png 300w, https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2023\/08\/iii-1024x558.png 1024w, https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2023\/08\/iii-768x419.png 768w, https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2023\/08\/iii-400x218.png 400w\" sizes=\"(max-width: 1390px) 100vw, 1390px\" \/><\/a>&#8220;H\u00e1 quem, em vez de encarar o problema para solucionar o que sente de conflitante, tenha at\u00e9 que se distanciar dele. Fazer outra coisa e deixar o que ocorreu para tr\u00e1s, esquecer, n\u00e3o pensar muito a respeito, para mais a frente retom\u00e1-lo&#8221;, esclarece Luiz Scocca, emendando que s\u00e3o situa\u00e7\u00f5es muito particulares, \u00e0s vezes que demandam uma vida inteira de psicoterapia e com diferentes terapeutas e linhas de tratamento.<\/p>\n<p>Mas, quando isso ocorre, em geral s\u00e3o contextos de casos muito mais graves, em que o sofrimento psicoemocional \u00e9 lacerante, envolvendo geralmente trag\u00e9dias, culpas de diferentes lados e momentos da vida que acabam somatizadas e precisam ser separadas e trabalhadas uma a uma, al\u00e9m de m\u00e1goas e autoflagelos. &#8220;Por isso, para que n\u00e3o se arrastem e virem uma bola de neve, \u00e9 importante buscar ajuda o quanto antes&#8221;, recomenda a psic\u00f3loga Liliana Seger.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>Por: Marcelo Testoni, <a href=\"https:\/\/www.uol.com.br\/vivabem\/noticias\/redacao\/2023\/08\/04\/perdi-a-chance-de-ficar-milionario-como-superar-arrependimentos.htm\">Viva Bem<\/a>,\u00a04\/8\/2023<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Voc\u00ea sabe como superar arrependimentos? Cometer um erro pode ser um fardo, mas existem algumas formas de se perdoar e seguir em frente.<\/p>\n","protected":false},"author":610,"featured_media":5353,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[1],"tags":[571,570,488],"class_list":["post-5352","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-sociedade","tag-arrependimento","tag-culpa","tag-sentimento"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5352","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/users\/610"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5352"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5352\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5354,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5352\/revisions\/5354"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/media\/5353"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5352"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5352"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5352"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}