{"id":537,"date":"2016-07-06T16:19:22","date_gmt":"2016-07-06T18:19:22","guid":{"rendered":"http:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/?p=537"},"modified":"2018-03-21T13:03:26","modified_gmt":"2018-03-21T15:03:26","slug":"tratamento-assistido","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/tratamento-assistido\/","title":{"rendered":"Tratamento assistido"},"content":{"rendered":"<p><strong><em>Segundo pesquisadora, diagn\u00f3stico do c\u00e2ncer de mama e seus\u00a0desdobramentos exigem aux\u00edlio psicol\u00f3gico imediato<\/em><\/strong><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2017\/12\/pink-1821381_1920.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-540\" src=\"http:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2017\/12\/pink-1821381_1920-200x300.jpg\" alt=\"\" width=\"324\" height=\"487\" srcset=\"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2017\/12\/pink-1821381_1920-200x300.jpg 200w, https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2017\/12\/pink-1821381_1920-768x1152.jpg 768w, https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2017\/12\/pink-1821381_1920-683x1024.jpg 683w, https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2017\/12\/pink-1821381_1920-400x600.jpg 400w, https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2017\/12\/pink-1821381_1920.jpg 1280w\" sizes=\"(max-width: 324px) 100vw, 324px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Receber o diagn\u00f3stico de c\u00e2ncer de mama n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil. Este tipo de c\u00e2ncer atinge homens e mulheres, embora seja muito mais frequente nas mulheres, devido a um maior desenvolvimento do tecido mam\u00e1rio. O c\u00e2ncer de mama \u00e9 o segundo tipo de c\u00e2ncer mais comum entre elas no mundo e \u00e9 o respons\u00e1vel pelo maior n\u00famero de mortes femininas. Os procedimentos m\u00e9dicos s\u00e3o invasivos e, em est\u00e1gios avan\u00e7ados, \u00e9 comum a manifesta\u00e7\u00e3o de dores intensas na v\u00edtima.<\/p>\n<p>Ainda que a medicina tenha evolu\u00eddo em tratamentos para remiss\u00e3o e sobrevida dos pacientes acometidos, o diagn\u00f3stico de c\u00e2ncer \u00e9 sempre recebido como um choque e acompanhado pelo estigma da morte. Nas mais de 100 formas de acometimento da doen\u00e7a, o tratamento oncol\u00f3gico costuma ser doloroso e os efeitos colaterais da quimioterapia eradioterapia s\u00e3o conhecidos. A ocorr\u00eancia de deteriora\u00e7\u00e3o f\u00edsica e cognitiva s\u00e3o algumas das sequelas provocados pelo tratamento que interferem na aceita\u00e7\u00e3o do adoecimento. Portanto, al\u00e9m da sa\u00fade, outras perdas s\u00e3o incitadas. Nas pacientes com c\u00e2ncer de mama em especial, essas perdas tamb\u00e9m est\u00e3o relacionadas aos aspectos da\u00a0feminilidade, condi\u00e7\u00e3o que intensifica o sofrimento ps\u00edquico.<\/p>\n<p>Diante de tal conjectura, as pacientes acometidas pela doen\u00e7a necessitam de ajuda psicol\u00f3gica urgente, \u00e9 o que diz Nir\u00e3 dos Santos Valentim em sua tese de doutorado. Em sua pesquisa, Valentim se prop\u00f5e a investigar os efeitos terap\u00eauticos e a efici\u00eancia da Psicoterapia Breve Operacionalizada (PBO) no atendimento de mulheres diagnosticadas com c\u00e2ncer de mama e em tratamento oncol\u00f3gico. A PBO \u00e9 um m\u00e9todo de interven\u00e7\u00e3o psicodin\u00e2mico de curta dura\u00e7\u00e3o que busca propiciar adapta\u00e7\u00e3o e diminui\u00e7\u00e3o do sofrimento ps\u00edquico de mulheres que precisam conviver com a doen\u00e7a. Com a ades\u00e3o a um tratamento desgastante, tanto do ponto de vista f\u00edsico quanto psicol\u00f3gico, \u201ca perda da sa\u00fade, o estigma da morte, as sequelas da linfadenectomia (extra\u00e7\u00e3o cir\u00fargica de parte do sistema linf\u00e1tico) e a perda da mama \u2013 s\u00edmbolo de feminilidade e sensualidade para a mulher \u2013 geram sentimentos de ansiedade, desesperan\u00e7a e depress\u00e3o que precisam de pronto aux\u00edlio psicol\u00f3gico devido \u00e0 gravidade deste quadro\u201d, relata Valentim.<\/p>\n<p>Estudos sobre mulheres com c\u00e2ncer de mama que se utilizaram de interven\u00e7\u00f5es terap\u00eauticas, como a PBO, demonstram que essa interven\u00e7\u00e3o \u00e9 satisfatoriamente eficaz se comparada ao tratamento apenas medicamentoso da depress\u00e3o. Al\u00e9m disso, compreendeu-se que, com a psicoterapia, as mulheres alcan\u00e7am uma melhor aceita\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a e dos efeitos do tratamento.<\/p>\n<p>A pesquisa contou com 17 mulheres, com idades entre 30 e 65 anos, que estavam em tratamento da doen\u00e7a. Os resultados finais demonstram que mais de 80% das participantes obtiveram evolu\u00e7\u00f5es positivas atrav\u00e9s da PBO. A efici\u00eancia do tratamento dentre as participantes atingiu todas as idades, estados civis, escolaridades, tempos de diagn\u00f3stico, fases de tratamento oncol\u00f3gico e tipos de cirurgia. Al\u00e9m do trabalho de Valentim, o uso de interven\u00e7\u00f5es terap\u00eauticas como a PBO tem se mostrado efetivo em outros estudos, o que demonstra a import\u00e2ncia da atua\u00e7\u00e3o de psic\u00f3logos em todas as fases da doen\u00e7a. \u201cFaz-se urgente, ent\u00e3o, o atendimento psicol\u00f3gico da mulher com c\u00e2ncer, tanto na ocasi\u00e3o do diagn\u00f3stico, como antes e depois da mastectomia e no p\u00f3s-operat\u00f3rio, para que os efeitos do tratamento na sua qualidade de vida sejam acompanhados\u201d, conclui a pesquisadora.<\/p>\n<p>Por Vit\u00f3ria Batistoti<br \/>\nEdi\u00e7\u00e3o e revis\u00e3o por Islaine Maciel e Maria Isabel da Silva Leme<\/p>\n<p>Clique nas imagens para folhear as revistas\u00a0<strong>psico.<\/strong>usp<\/p>\n<div id=\"attachment_935\" class=\"wp-caption alignleft\" style=\"width: 152px\">\n<p class=\"wp-caption-text\"><a href=\"https:\/\/issuu.com\/psicologia_usp\/docs\/revista_psico.usp_n1_2015\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-935 \" src=\"http:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2017\/11\/revista-2.png\" alt=\"\" width=\"142\" height=\"188\" srcset=\"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2017\/11\/revista-2.png 307w, https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2017\/11\/revista-2-226x300.png 226w\" sizes=\"(max-width: 142px) 100vw, 142px\" \/><\/a>Alfabetiza\u00e7\u00e3o \u2013 2015, n. 1<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"attachment_933\" class=\"wp-caption alignleft\" style=\"width: 150px\">\n<p class=\"wp-caption-text\"><a href=\"https:\/\/issuu.com\/psicologia_usp\/docs\/revista_psico.usp_n._2-3_2016\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-933 \" src=\"http:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2017\/11\/revista-1.png\" alt=\"\" width=\"140\" height=\"188\" srcset=\"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2017\/11\/revista-1.png 305w, https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2017\/11\/revista-1-224x300.png 224w\" sizes=\"(max-width: 140px) 100vw, 140px\" \/><\/a>\u00c9 hora de falar sobre G\u00eanero \u2013 2016, n.2\/3<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Segundo pesquisadora, diagn\u00f3stico do c\u00e2ncer de mama e seus\u00a0desdobramentos exigem aux\u00edlio psicol\u00f3gico imediato Receber o diagn\u00f3stico de c\u00e2ncer de mama&#46;&#46;&#46;<\/p>\n","protected":false},"author":610,"featured_media":545,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[9],"tags":[140,141,95,51],"class_list":["post-537","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-saude","tag-cancer","tag-depressao","tag-psicoterapia","tag-terapia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/537","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/users\/610"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=537"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/537\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1672,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/537\/revisions\/1672"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/media\/545"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=537"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=537"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=537"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}