{"id":5540,"date":"2023-09-06T09:38:51","date_gmt":"2023-09-06T11:38:51","guid":{"rendered":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/?p=5540"},"modified":"2023-09-06T09:43:16","modified_gmt":"2023-09-06T11:43:16","slug":"encontro-interetnico-entre-criancas-e-foco-de-pesquisa-de-mestrado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/encontro-interetnico-entre-criancas-e-foco-de-pesquisa-de-mestrado\/","title":{"rendered":"Encontro inter\u00e9tnico entre crian\u00e7as \u00e9 foco de pesquisa de mestrado"},"content":{"rendered":"<p><div style=\"width: 688px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" title=\"Opam do Instituto de Psicologia\" src=\"https:\/\/aun.webhostusp.sti.usp.br\/wp-content\/uploads\/Opam-do-Instituto-de-Psicologia-678x381.jpeg\" alt=\"\" width=\"678\" height=\"381\" \/><p class=\"wp-caption-text\">Opam do Instituto de Psicologia da Universidade de S\u00e3o Paulo [Imagem: Arquivo Pessoal\/Christina Moretti]<\/p><\/div>Os ind\u00edgenas brasileiros possuem uma hist\u00f3ria, cultura e tradi\u00e7\u00e3o ricas e que contribu\u00edram muito para a forma\u00e7\u00e3o do Brasil. Toda essa vastid\u00e3o acaba por se tornar objeto de estudo valioso para diferentes \u00e1reas do conhecimento.<\/p>\n<p>Nesse sentido, o Instituto de Psicologia (IP) da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP) busca desenvolver estudos sobre a popula\u00e7\u00e3o nativa do Brasil. Para tanto, foi criada a\u00a0<a href=\"https:\/\/redeindigena.ip.usp.br\/\">Rede<\/a>\u00a0<a href=\"https:\/\/redeindigena.ip.usp.br\/\">de<\/a>\u00a0<a href=\"https:\/\/redeindigena.ip.usp.br\/\">Aten\u00e7\u00e3o<\/a>\u00a0<a href=\"https:\/\/redeindigena.ip.usp.br\/\">\u00e0<\/a>\u00a0<a href=\"https:\/\/redeindigena.ip.usp.br\/\">Pessoa<\/a>\u00a0<a href=\"https:\/\/redeindigena.ip.usp.br\/\">Ind\u00edgena,<\/a>\u00a0cuja fun\u00e7\u00e3o \u00e9 articular o di\u00e1logo, atrav\u00e9s de atividades pr\u00e1ticas e reflexivas, entre as comunidades ind\u00edgena e acad\u00eamica .<\/p>\n<p>Christina Moretti analisou, em sua disserta\u00e7\u00e3o de mestrado, defendida no Instituto, o encontro promovido pela Rede entre crian\u00e7as guarani e n\u00e3o ind\u00edgenas.<\/p>\n<p>\u201cO contato foi feito na USP, por ser um territ\u00f3rio neutro onde h\u00e1 uma opam, casa de reza guarani. Ent\u00e3o, as crian\u00e7as guarani sentiram que havia uma representa\u00e7\u00e3o\u201d, conta Christina. \u201cAs crian\u00e7as trocavam v\u00eddeos, que mostravam as escolas e a aldeia, e cartas perguntando sobre o que faziam ou hobbies\u201d.<\/p>\n<p>Ao descrever o encontro, a pesquisadora conta que, \u201cem um primeiro momento, as crian\u00e7as chegavam, apresentavam-se e havia um educador ind\u00edgena. Em seguida, falaram um pouco sobre a cultura, tocaram algumas m\u00fasicas e depois abriram para perguntas. Ap\u00f3s isso, as crian\u00e7as apresentavam brincadeiras umas com as outras e houve o momento do lanche. Por fim, deixamos um momento livre para eles interagirem da forma que quisessem para que fosse algo espont\u00e2neo.\u201d<\/p>\n<p>Christina criou um question\u00e1rio, cujas perguntas contemplavam quest\u00f5es sobre preconceito e estere\u00f3tipos, para ser aplicado antes e depois do encontro e tra\u00e7ar um comparativo, visando analisar se as crian\u00e7as entenderam e absorveram os conte\u00fados do encontro, j\u00e1 que o foco tamb\u00e9m era trazer a visibilidade e a realidade de hoje, e n\u00e3o aquela que est\u00e1 nos livros.<\/p>\n<p>Assim, o entendimento sobre a perspectiva dos ind\u00edgenas \u00e9 fundamental para que os estudos e os materiais did\u00e1ticos deixem de lado todo o eurocentrismo \u2014 vi\u00e9s que coloca a Europa como protagonista do mundo e ignora os outros pontos de vista na historiografia \u2014 empregado na hist\u00f3ria. Para superar esse cen\u00e1rio, o di\u00e1logo entre os pesquisadores e os ind\u00edgenas \u00e9 instrumento essencial na constru\u00e7\u00e3o de uma narrativa diversificada.<\/p>\n<p>Maicon Tchaka, \u00edndigena guarani que colabora com a rede, conta um pouco sobre o cen\u00e1rio da educa\u00e7\u00e3o dos jovens nas aldeias: \u201cAs crian\u00e7as frequentaram a escola formal por alguns anos, mas pararam de ir por sofrerem preconceito e pela dificuldade de acesso, j\u00e1 que a van n\u00e3o chega onde moramos. As crian\u00e7as tinham que ir e voltar a p\u00e9, \u00e0 noite, o que era perigoso. Por isso, as crian\u00e7as pararam de frequentar\u201d.<\/p>\n<p>Tchaka explica que, diante deste cen\u00e1rio, eles mesmos tiveram a ideia de dar aula dentro da aldeia, para as crian\u00e7as esquecerem essa situa\u00e7\u00e3o dif\u00edcil. Foi nesse momento que os ind\u00edgenas tiveram contato com profissionais da USP, que os ajudaram a criar um projeto para a Diretoria de Ensino da Regi\u00e3o Sul 3 da Secretaria da Educa\u00e7\u00e3o do Estado de S\u00e3o Paulo construir uma escola na aldeia, que at\u00e9 hoje n\u00e3o foi constru\u00edda.<\/p>\n<p>\u201cOs ind\u00edgenas sempre v\u00e3o lutar por seus direitos\u201d, afirma Tchaka. \u201cEstamos de portas abertas para as pessoas conhecerem a aldeia, nossa cultura, o nosso dia a dia e as dificuldades sobre a demarca\u00e7\u00e3o de terras e as lutas com o pessoal da secretaria\u201d.<\/p>\n<p>Por Leonardo Vieira, para <a href=\"https:\/\/aun.webhostusp.sti.usp.br\/index.php\/2023\/02\/28\/encontro-interetnico-entre-criancas-e-foco-de-pesquisa-de-mestrado\/\">AUN USP<\/a>, 28\/2\/2023<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Rede de apoio funciona como ponte para contato entre acad\u00eamicos e comunidade ind\u00edgenas <\/p>\n","protected":false},"author":610,"featured_media":5541,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[3],"tags":[],"class_list":["post-5540","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-arte-e-cultura"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5540","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/users\/610"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5540"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5540\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5543,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5540\/revisions\/5543"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/media\/5541"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5540"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5540"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5540"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}