{"id":5581,"date":"2023-10-04T12:04:02","date_gmt":"2023-10-04T14:04:02","guid":{"rendered":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/?p=5581"},"modified":"2023-10-04T12:08:33","modified_gmt":"2023-10-04T14:08:33","slug":"falta-de-educacao-ou-personalidade-da-crianca-saiba-quando-interferir-no-comportamento-do-seu-filho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/falta-de-educacao-ou-personalidade-da-crianca-saiba-quando-interferir-no-comportamento-do-seu-filho\/","title":{"rendered":"Falta de educa\u00e7\u00e3o ou personalidade da crian\u00e7a? Saiba quando interferir no comportamento do seu filho"},"content":{"rendered":"<p>&#8220;Os pais s\u00e3o o caminho\u201d, diz Silvia Lobo, psicanalista, psic\u00f3loga, soci\u00f3loga e m\u00e3e de Adriana, Suzana e Maur\u00edcio. Antes de falar qualquer coisa sobre a educa\u00e7\u00e3o das crian\u00e7as, \u00e9 necess\u00e1rio lembrar que elas s\u00e3o um espelho do que presenciam no dia a dia, ainda mais das maiores refer\u00eancias que elas t\u00eam: a fam\u00edlia. Proponho um desafio logo de in\u00edcio para voc\u00ea: olhando para tr\u00e1s, quais manias e trejeitos voc\u00ea herdou dos seus pais? O seu filho tamb\u00e9m est\u00e1 te espelhando.<br \/>\nEu mesma consigo dizer alguns tra\u00e7os que \u201cpuxei\u201d dos meus pais. O \u201cs\u00f3 um minuto\u201d no telefone herdado desde crian\u00e7a da m\u00e3e secret\u00e1ria, e o costume de sempre deixar os animais cheirarem a m\u00e3o antes de fazer carinho, aprendido pelo pai amante dos bichos (dessa forma,<br \/>\neles n\u00e3o ficam com medo e aceitam a a\u00e7\u00e3o). Al\u00e9m dessa reflex\u00e3o, ao falar da educa\u00e7\u00e3o das crian\u00e7as, algo mito importante vem \u00e1 tona: voc\u00ea esperaria essa a\u00e7\u00e3o de um adulto?<br \/>\nNo processo de criar bons h\u00e1bitos para o seu filho, \u00e9 sempre importante separar quais s\u00e3o as atitudes resultantes da personalidade da crian\u00e7a e quais s\u00e3o mau comportamento de fato. Revisitaremos alguns comportamentos listados na mat\u00e9ria \u201c\u00c9 falta de educa\u00e7\u00e3o, sim!\u201d, publicada na edi\u00e7\u00e3o 435, em junho de 2006. Ser\u00e1 que 17 anos depois, eles ainda s\u00e3o considerados falta de educa\u00e7\u00e3o?<\/p>\n<h2>N\u00e3o dar beijo<\/h2>\n<p>\u201cD\u00e1 um beijo na sua tia!\u201d ou \u201cd\u00e1 um beijo no vov\u00f4!\u201d \u00e9 algo que sempre escutamos na inf\u00e2ncia. \u00c9 carinhoso? Sim, sem d\u00favidas. Mas voc\u00ea d\u00e1 um beijo em todas as pessoas que pede para o seu filho? Beijar n\u00e3o \u00e9 necessariamente uma norma social, como dar bom dia, boa tarde, pedir desculpas ou por favor, ent\u00e3o por que seria um sinal de m\u00e1 educa\u00e7\u00e3o? Christian Dunker, psicanalista, Professor Titular do Instituto de Psicologia da USP, coordenador do Laborat\u00f3rio de Teoria Social, Filosofia a e Psican\u00e1lise e pai de Nathalia e Mathias explica: \u201c\u00c9 importante que a crian\u00e7a tenha em mente que existem coisas que fazemos porque todos fazem. Mas nesse caso n\u00e3o se incluem as demonstra\u00e7\u00f5es de afeto. Cumprimentar \u00e9 uma coisa, beijar, abra\u00e7ar e mostrar uma emotividade maior do que seria a vontade de crian\u00e7a \u00e9 outra coisa. Isso n\u00e3o d\u00e1 certo, porque n\u00e3o se aplica ao adulto&#8221;.<br \/>\n\u00c9 normal &#8220;culpar&#8221; a timidez em casos de resist\u00eancia, mas o especialista explica que n\u00e3o h\u00e1 motivo: \u201cA timidez n\u00e3o \u00e9 uma patologia, ela \u00e9 um tra\u00e7o de car\u00e1ter. O que pode acontecer, muitas vezes, \u00e9 ser confundida com um transtorno de personalidade ou uma fobia social [\u2026] Se a fam\u00edlia \u00e9 muito fechada, \u00e9 poss\u00edvel que se produza uma timidez. Voc\u00ea vai encontrar uma<br \/>\ntimidez que \u00e9, no fundo, o reflexo de um choque de civiliza\u00e7\u00f5es\u201d. Ent\u00e3o, n\u00e3o, o seu filho n\u00e3o precisa dar um beijo em algu\u00e9m para ser educado. \u00c9 importante ouvir e respeitar as vontades da crian\u00e7a, e deixar que essa demonstra\u00e7\u00e3o de afeto seja sempre algo natural.<\/p>\n<h2>N\u00e3o dividir brinquedo ou doce<\/h2>\n<p>Aprender a dividir \u00e9 algo essencial para conviver com outras pessoas, e deve ser algo enraizado desde o inicio. Tenha em mente, contudo, que \u00e9 algo natural da crian\u00e7a, ent\u00e3o n\u00e3o precisa se preocupar achando que seu filho ser\u00e1 um ego\u00edsta quando crescer! Junior Cadima, Psicopedagogo Mestre em Educa\u00e7\u00e3o, especializado em Neuropsicologia aplicada \u00e0 Neurologia Infantil, e filho de Paulo Cesar e Silvia Antonia, conta que isso \u00e9 algo comum durante essa fase: &#8220;N\u00e3o querer dividir pode ser uma fase natural do desenvolvimento, especialmente em crian\u00e7as pequenas que est\u00e3o come\u00e7ando a entender o conceito de posse. No entanto, se persistir, pode ser um sinal de inseguran\u00e7a ou de n\u00e3o ter tido oportunidade suficientes para praticar partilha&#8221;.<br \/>\nMas como inverter essa situa\u00e7\u00e3o? Dunker relembra a afirma\u00e7\u00e3o de Silvia no come\u00e7o do texto, e explica que para as crian\u00e7as serem mais generosas, os pais devem se mostrar mais generosos tamb\u00e9m. J\u00e1 Cadima afirma que diversas negocia\u00e7\u00f5es podem ser feitas: \u201cDividir \u00e9<br \/>\numa habilidade que se aprende com o tempo e com as experi\u00eancias. Os pais podem come\u00e7ar praticando jogos em que cada crian\u00e7a espera a sua vez. Elogie a crian\u00e7a quando ela compartilhar. Outra t\u00e9cnica \u00e9 o uso de um \u2018timer\u2019 \u2013 por exemplo: uma crian\u00e7a fica com o<br \/>\nbrinquedo por 5 minutos, depois \u00e9 a vez da outra\u201d. Christian Dunker ressalta que essa t\u00e9cnica deve ser feita com aten\u00e7\u00e3o: \u201cNegociar \u00e9 muito<br \/>\nimportante, mas exercer autoridade com prud\u00eancia e com justeza \u00e9 tanto quanto\u201d. Ou seja, n\u00e3o \u00e9 porque \u00e9 algo natural que os pais n\u00e3o devam \u201centrar em a\u00e7\u00e3o\u201d para que o filho divida!<\/p>\n<h2>Falar alto, &#8220;dar show&#8221;<\/h2>\n<p>O seu filho at\u00e9 pode ser extrovertido, mas esse \u00e9 um costume que n\u00e3o pode ser encorajado. Christian Dunker ressalta que esse tipo de comportamento \u00e9 reprovado tanto entre crian\u00e7as quanto entre adultos: \u201cOs adultos n\u00e3o s\u00e3o respons\u00e1veis pela felicidade e ocupa\u00e7\u00e3o das<br \/>\ncrian\u00e7as. Muitas vezes \u00e9 hora deles lerem um livro, assistirem a um filme\u201d.<br \/>\nFora isso, ele conta que n\u00e3o se deve criar um \u201cpalanque\u201d para as crian\u00e7as, como se todos devessem sempre prestar aten\u00e7\u00e3o ao que est\u00e1 sendo feito naquele exato momento: \u201cEssa ideia de que a crian\u00e7a tem um lugar especial por ser crian\u00e7a, ent\u00e3o a gente tem que acolher o que ela fala, quando ela diz, \u00e9 profundamente equivocada. H\u00e1 crian\u00e7as que acham que s\u00f3 porque elas est\u00e3o falando, exista uma prerrogativa atencional de que todo mundo devia dar aten\u00e7\u00e3o a elas simplesmente porque s\u00e3o elas&#8221;.<\/p>\n<h2>Jogar lixo no ch\u00e3o<\/h2>\n<p>\u00c9 um papel de bala aqui, um outro ali\u2026 Nicole Berndt, embaixadora do Instituto Lixo Zero Brasil, fundadora da Casa Sem Lixo, colunista da Pais&amp;Filhos e m\u00e3e de Theo e Nina, comenta que (mais uma vez), o exemplo deve ser voc\u00ea: \u201cGosto da frase \u2018o exemplo arrasta\u2019. Ele realmente tem esse poder [&#8230;] Acredito muito na import\u00e2ncia da informa\u00e7\u00e3o. Ela precisa chegar a todos quando o tema \u00e9 &#8216;lixo&#8217;. Entender o que \u00e9, para onde ele vai, como ele vai, e que no final das contas, tudo o que geramos continua de certa forma por aqui&#8221;.<br \/>\nPara fazer com que a mudan\u00e7a saia do papel e se torne realidade na sua casa, Nicole se aprofunda no fato de que a informa\u00e7\u00e3o seja respectiva com a idade da crian\u00e7a, e que os pais se mostrem mais engajados com o assunto: \u201cAs crian\u00e7as precisam ver os pais recusando, repensando, separando, higienizando e envolvendo os filhos neste processo\u201d.<\/p>\n<h2><strong>N\u00e3o ter hora para dormir<\/strong><\/h2>\n<p>As crian\u00e7as t\u00eam uma energia de dar inveja, n\u00e3o \u00e9? Mas isso logo passa quando s\u00e3o 3h da manh\u00e3 de uma quarta-feira e o seu filho ainda n\u00e3o pregou o olho. Deborah Moss, neuropsic\u00f3loga especialista em comportamento e desenvolvimento infantil e m\u00e3e de Ariel e Alicia, conta que diversos fatores podem contribuir para essa falta de sono, como um dia muito corrido e sonecas que n\u00e3o foram bem feitas. A especialista tamb\u00e9m conta que \u00e9 fundamental que exista uma rotina antes de dormir, para que ela consiga perceber uma previsibilidade do que vai acontecer e que possa coincidir com a sua necessidade: \u201cA medida que ela vai ficando com sono, vai tendo uma sequ\u00eancia de atividades, sempre repetitivas, de forma que ela mesma comece a se preparar para relaxar e acalmar&#8221;.<\/p>\n<h2><strong>Dizer tudo o que pensa<\/strong><\/h2>\n<p>Honestidade \u00e9 bom, mas \u00e9 muito importante ter um filtro! Nem sempre as crian\u00e7as v\u00e3o falar algo por maldade, por\u00e9m, ensinar a censura \u00e9 essencial para evitar conflitos. Junior Cadima explica essas situa\u00e7\u00f5es indesejadas: \u201cAs crian\u00e7as s\u00e3o naturalmente egoc\u00eantricas em seus<br \/>\nprimeiros anos de vida e ainda n\u00e3o desenvolveram completamente a teoria da mente, que \u00e9 a capacidade de entender que outras pessoas podem ter perspectivas ou sentimentos diferentes dos seus\u201d.<\/p>\n<p>Silvia Lobo completamente que d\u00e1 para estimular a sinceridade das crian\u00e7as de forma educada mas sem encorajar a desonestidade: &#8220;H\u00e1 uma diferen\u00e7a entre mentira e omiss\u00e3o. N\u00e3o dizer tudo tem a ver com intimidade, privacidade, respeito. Distinguir o que, onde e com quem falar. Podemos silenciar em certas ocasi\u00f5es sem mentir. Faz parte do jogo da conviv\u00eancia humana saud\u00e1vel&#8221;.<\/p>\n<h2>Comer pouco, n\u00e3o comer, comer s\u00f3 o que quer<\/h2>\n<p>O paladar da crian\u00e7a est\u00e1 sempre em desenvolvimento, e o que ela gosta um dia, no dia seguinte pode ser que j\u00e1 n\u00e3o agrade mais. Al\u00e9m disso, \u00e9 comum que os pais preparem o prato dos filhos com a mesma quantidade de um adulto! Dra. Renata Buzzini, nutricionista e m\u00e3e de Carlos Alberto e Maria Luiza, conta que \u00e9 poss\u00edvel colocar o suficiente para os seu filho no prato: &#8220;As refer\u00eancias das m\u00e3os podem ajudar muito, procurando colocar no prato 1 palma de m\u00e3o de cada item, incluindo prote\u00ednas, carboidratos, vegetais, legumes e leguminosas. Cada tamanho de m\u00e3o corresponde a um tamanho de corpo, idade e caria mais simples entender esse processo de forma pr\u00e1tica&#8221;.<br \/>\nAl\u00e9m disso, ela ressalta a import\u00e2ncia de respeitar a saciedade da crian\u00e7a: \u201cN\u00e3o for\u00e7ar a crian\u00e7a a comer mais do que ela aceita naquela refei\u00e7\u00e3o \u00e9 fundamental para todo esse processo, respeitar os limites individuais \u00e9 o que realmente vale a pena no sentido de ensinar e criar um bom relacionamento com o alimento. O apetite da crian\u00e7a ser\u00e1 autorregulado com a\u00a0 introdu\u00e7\u00e3o adequada dos alimentos, sendo, sim, importante evitar intervalos maiores que 3 horas sem fazer a ingest\u00e3o de algum alimento\u201d.<\/p>\n<p>Corrigir seu filho e se atentar ao comportamento dele \u00e9 essencial, e lembre-se que o exemplo deve sempre vir de casa: \u201cO aprendizado da conviv\u00eancia \u00e9 educa\u00e7\u00e3o, da partilha espont\u00e2nea, do reconhecimento do que se recebe n\u00e3o \u00e9 autom\u00e1tico, \u2018natural\u2019. Mas fruto dos exemplos que<br \/>\nse recebe de pessoas que s\u00e3o significativas. Os pais mostram no cotidiano, ensinam para serem seguidos e exigem, no que for importante\u201d, relembra Silvia Lobo. Isso n\u00e3o quer dizer que todo comportamento \u201cruim\u201d da crian\u00e7a necessariamente vem de casa, mas, sim, que, antes de cobrar o seu filho de algo, pense se ele tem no que se espelhar!<\/p>\n<h2>5 est\u00e1gios da briga<\/h2>\n<p>1- Raiva: Comportamentos como gritar e jogar objetos geralmente;<\/p>\n<p>2- Tristeza: Normalmente manifestada por choramingos e choros;<\/p>\n<p>3- Precisando de carinho: ofere\u00e7a abra\u00e7os e beijos. A sua presen\u00e7a importa muito mais do que as suas palavras<\/p>\n<p>4- Precisando de carinho: ofere\u00e7a abra\u00e7os e beijos. A sua presen\u00e7a importa muito mais do<br \/>\nque as suas palavras<\/p>\n<p>5- Seguindo em frente: crian\u00e7as mudam de sentimentos e situa\u00e7\u00f5es mais r\u00e1pido do que os<br \/>\nadultos. Rapidamente, ele deve partir para outra.<\/p>\n<p>Por: Fernanda de Andrade, para <a href=\"https:\/\/paisefilhos.uol.com.br\/crianca\/falta-de-educacao-ou-personalidade-da-crianca-saiba-quando-interferir-no-comportamento-do-seu-filho\/\">Pais&amp;Filhos UOL<\/a>, 3\/10\/2023<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c9 hora de revisitar alguns comportamentos que eram tidos como ruins, e refletir: hoje em dia, eles ainda<br \/>\ns\u00e3o m\u00e1 educa\u00e7\u00e3o mesmo?<\/p>\n","protected":false},"author":610,"featured_media":5583,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[4],"tags":[598,490,108,599],"class_list":["post-5581","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-educacao","tag-comportamentoinfantil","tag-crianca","tag-educacao","tag-filhos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5581","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/users\/610"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5581"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5581\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5584,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5581\/revisions\/5584"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/media\/5583"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5581"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5581"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5581"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}