{"id":5850,"date":"2024-03-18T16:33:23","date_gmt":"2024-03-18T18:33:23","guid":{"rendered":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/?p=5850"},"modified":"2024-03-18T16:46:15","modified_gmt":"2024-03-18T18:46:15","slug":"sentimento-de-perda-e-um-dos-principais-motivos-para-o-desenvolvimento-da-depressao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/sentimento-de-perda-e-um-dos-principais-motivos-para-o-desenvolvimento-da-depressao\/","title":{"rendered":"Sentimento de perda \u00e9 um dos principais motivos para o desenvolvimento da depress\u00e3o"},"content":{"rendered":"<header class=\"entry-header clr\">\n<p class=\"single-post-title entry-title\" style=\"text-align: justify;\"><strong style=\"font-size: 16px;\"><em>Com um aumento de casos depressivos mundiais na \u00faltima d\u00e9cada, a professora do IPUSP Belinda Mandelbaum e <\/em><\/strong><strong><em>Ricardo Moreno, do IPq, <\/em><\/strong><strong><em>apontam que o fen\u00f4meno possa ter liga\u00e7\u00e3o com a pandemia e o modo de vida da sociedade contempor\u00e2nea<\/em><\/strong><\/p>\n<div id=\"attachment_5853\" style=\"width: 901px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2024\/03\/Captura-de-tela-2024-03-18-152934.png\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-5853\" class=\"size-full wp-image-5853\" src=\"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2024\/03\/Captura-de-tela-2024-03-18-152934.png\" alt=\"\" width=\"891\" height=\"469\" srcset=\"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2024\/03\/Captura-de-tela-2024-03-18-152934.png 891w, https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2024\/03\/Captura-de-tela-2024-03-18-152934-300x158.png 300w, https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2024\/03\/Captura-de-tela-2024-03-18-152934-768x404.png 768w, https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2024\/03\/Captura-de-tela-2024-03-18-152934-400x211.png 400w\" sizes=\"(max-width: 891px) 100vw, 891px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-5853\" class=\"wp-caption-text\">Para ser caracterizado o transtorno, os sintomas devem durar pelo menos 15 dias e estar presentes a maior parte do tempo \u2013 Cr\u00e9dito: redgreystock\/Freepik<\/p><\/div>\n<\/header>\n<p style=\"text-align: justify;\">No Brasil, dados da \u00faltima Pesquisa Nacional de Sa\u00fade (PNS) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE) afirmam que houve um aumento de 34,2% de pessoas que sofrem com depress\u00e3o num per\u00edodo de seis anos, ou seja, de 2013 para 2019. Mundialmente, a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS) afirma que o transtorno aumentou seu n\u00famero de casos em mais de 25% apenas no primeiro ano de pandemia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Al\u00e9m disso, dados do \u00faltimo mapeamento sobre a doen\u00e7a, realizado pela OMS, apontam que 5,8% da popula\u00e7\u00e3o brasileira sofre de depress\u00e3o, o equivalente a 11,7 milh\u00f5es de brasileiros, e situa-se como a quarta maior causa de \u00f4nus em todo o mundo e primeira quando se considera o tempo vivido com incapacita\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h4 style=\"text-align: justify;\">Como a depress\u00e3o funciona<\/h4>\n<p style=\"text-align: justify;\">O transtorno atinge cerca de 300 milh\u00f5es de pessoas mundialmente, segundo a Organiza\u00e7\u00e3o Pan-Americana da Sa\u00fade (Opas). De acordo com Ricardo Alberto Moreno, professor no Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o do Instituto de Psiquiatria (IPq) da Faculdade de Medicina da Universidade de S\u00e3o Paulo (FMUSP), a depress\u00e3o pode ser descrita, do ponto de vista m\u00e9dico, como uma s\u00edndrome \u2014 estado patol\u00f3gico do humor caracterizado por v\u00e1rios sintomas e sinais cl\u00ednicos.<\/p>\n<figure id=\"attachment_733352\" class=\"wp-caption alignright\" style=\"text-align: justify;\" aria-describedby=\"caption-attachment-733352\"><figcaption id=\"caption-attachment-733352\" class=\"wp-caption-text\"><\/figcaption><\/figure>\n<div id=\"attachment_5857\" style=\"width: 160px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2024\/03\/Captura-de-tela-2024-03-18-145101.png\"><img decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-5857\" class=\"wp-image-5857 size-thumbnail\" src=\"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2024\/03\/Captura-de-tela-2024-03-18-145101-150x150.png\" alt=\"\" width=\"150\" height=\"150\" srcset=\"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2024\/03\/Captura-de-tela-2024-03-18-145101-150x150.png 150w, https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2024\/03\/Captura-de-tela-2024-03-18-145101-160x160.png 160w, https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2024\/03\/Captura-de-tela-2024-03-18-145101-320x320.png 320w, https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2024\/03\/Captura-de-tela-2024-03-18-145101-45x45.png 45w, https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2024\/03\/Captura-de-tela-2024-03-18-145101-200x200.png 200w\" sizes=\"(max-width: 150px) 100vw, 150px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-5857\" class=\"wp-caption-text\">Ricardo Alberto Moreno \u2013 Foto: LinkedIn<\/p><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para ser caracterizado o transtorno, os sintomas devem durar pelo menos 15 dias e estar presentes a maior parte do tempo. Sobre os poss\u00edveis sintomas, Moreno comenta: \u201cHumor depressivo, triste ou melanc\u00f3lico, incapacidade de sentir prazer em atividades usualmente prazerosas, altera\u00e7\u00e3o de sono, apetite, pensamentos ruins, pessimismo, falta de sentido na vida, \u00e0s vezes pensamentos de morte ou suicidas, lentid\u00e3o psicol\u00f3gica e motora para pensar ou agir, e pode ter complica\u00e7\u00f5es como morte, por problemas cardiovasculares, suic\u00eddio, ou piora de algum problema de base\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cA depress\u00e3o \u00e9 uma doen\u00e7a do c\u00e9rebro, ocorrem altera\u00e7\u00f5es na qu\u00edmica do c\u00e9rebro que s\u00e3o expressadas pelos sintomas que a pessoa com depress\u00e3o sente e manifesta. H\u00e1 v\u00e1rios tipos de depress\u00e3o, n\u00e3o \u00e9 uma coisa \u00fanica\u201d, complementa o especialista, que cita a depress\u00e3o melanc\u00f3lica, at\u00edpica, psic\u00f3tica, ansiosa, mista, entre outros subtipos depressivos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Moreno ainda afirma que nem todas as pessoas ter\u00e3o depress\u00e3o na vida, apenas aquelas com predisposi\u00e7\u00e3o geneticamente determinada ou aquelas que foram expostas a situa\u00e7\u00f5es estressantes intensas e prolongadas. \u201cSe fosse o contr\u00e1rio, a humanidade j\u00e1 teria sucumbido aos problemas que enfrentou ao longo de sua hist\u00f3ria\u201d, conclui.<\/p>\n<div id=\"attachment_5856\" style=\"width: 160px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2024\/03\/Captura-de-tela-2024-03-18-095046.png\"><img decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-5856\" class=\"wp-image-5856 size-thumbnail\" src=\"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2024\/03\/Captura-de-tela-2024-03-18-095046-150x150.png\" alt=\"\" width=\"150\" height=\"150\" srcset=\"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2024\/03\/Captura-de-tela-2024-03-18-095046-150x150.png 150w, https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2024\/03\/Captura-de-tela-2024-03-18-095046-160x160.png 160w, https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2024\/03\/Captura-de-tela-2024-03-18-095046-320x320.png 320w, https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2024\/03\/Captura-de-tela-2024-03-18-095046-45x45.png 45w, https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2024\/03\/Captura-de-tela-2024-03-18-095046-200x200.png 200w\" sizes=\"(max-width: 150px) 100vw, 150px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-5856\" class=\"wp-caption-text\">Belinda Piltcher Haber Mandelbaum \u2013 Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o\/IEA USP<\/p><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para Belinda Piltcher Haber Mandelbaum, professora no Instituto de Psicologia (IP) da USP, a depress\u00e3o n\u00e3o \u00e9 necessariamente uma doen\u00e7a, e sim uma rea\u00e7\u00e3o que pode ser mais ou menos intensa e incapacitante e est\u00e1 relacionada a situa\u00e7\u00f5es de perdas de maneira geral.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo a docente, a intensidade dessa depress\u00e3o vai depender de qual \u00e9 essa perda, em que circunst\u00e2ncia da vida ela se d\u00e1 e como cada pessoa lida com perdas ao longo da sua vida. \u201cA psican\u00e1lise mostrou que n\u00f3s temos que lidar com a perda desde que n\u00f3s nascemos, o parto j\u00e1 \u00e9 uma separa\u00e7\u00e3o, e essas situa\u00e7\u00f5es v\u00e3o estruturar os modos pelos quais, ao longo do desenvolvimento, a crian\u00e7a e depois o adulto v\u00e3o lidar com outras perdas que v\u00e3o ter pela frente\u201d, comenta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dessa forma, Belinda acredita que o potencial de desenvolver a depress\u00e3o est\u00e1 relacionado \u00e0 situa\u00e7\u00e3o em que a pessoa foi exposta, que pode variar desde eventos mais banais, com perdas do cotidiano, at\u00e9 din\u00e2micas sociais mais complexas, que afetam todo o conjunto social. Em qualquer caso, a professora afirma que deve haver um reconhecimento da perda para a recupera\u00e7\u00e3o do indiv\u00edduo depressivo.<\/p>\n<h4 style=\"text-align: justify;\">Incapacita\u00e7\u00e3o causada pelo transtorno<\/h4>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo Moreno, a depress\u00e3o causa \u00f4nus maior por absente\u00edsmo \u2014 faltas ao trabalho ou nas atividades do cotidiano \u2014 ou ao menos uma maior dificuldade e menor produtividade nessas atividades. Ele ainda explica que isso \u00e9 um ponto importante para distinguir a doen\u00e7a da tristeza: \u201cO indiv\u00edduo com tristeza pode modular seu afeto e sentir alegria, de acordo com os acontecimentos do seu cotidiano. Isto \u00e9 mais dif\u00edcil ou n\u00e3o acontece na pessoa depressiva\u201d.<\/p>\n<figure id=\"attachment_382007\" class=\"wp-caption alignleft\" style=\"text-align: justify;\" aria-describedby=\"caption-attachment-382007\"><figcaption id=\"caption-attachment-382007\" class=\"wp-caption-text\"><\/figcaption>Isso ocorre pois, diferentemente da depress\u00e3o, o professor explica que a tristeza pode ser motivada por eventos do cotidiano, n\u00e3o dura a maior parte do dia e tende a desaparecer logo. \u201c\u00c9 um estado psicol\u00f3gico normal que faz parte da vida psicol\u00f3gica de todos n\u00f3s. N\u00e3o incapacita ou traz preju\u00edzos funcionais como acontece na depress\u00e3o\u201d, complementa.<\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">Belinda explica que, nessas situa\u00e7\u00f5es, \u00e9 como se a pessoa perdesse, junto com aquilo que foi perdido, um certo interesse no mundo, uma motiva\u00e7\u00e3o para investir em outras coisas, e alerta: \u201cSitua\u00e7\u00f5es em que a rela\u00e7\u00e3o com a perda foi mais dif\u00edcil, carregada de \u00f3dio ou ressentimento, mobilizam um sentimento de culpa e responsabilidade, e isso pode ganhar uma intensidade realmente muito grande\u201d.<\/p>\n<h4 style=\"text-align: justify;\">O que levou ao seu aumento<\/h4>\n<p style=\"text-align: justify;\">A pandemia, de acordo com Moreno, foi um dos pontos principais para o aumento dos n\u00fameros do transtorno: \u201cNo per\u00edodo, muitas pessoas predispostas geneticamente para ter depress\u00e3o passaram a t\u00ea-la e os que j\u00e1 a manifestaram ao longo da vida reca\u00edram\u201d. Ele ainda afirma que outros tiveram rea\u00e7\u00f5es de tipo depressivo ou ansioso, ou seja, durante o per\u00edodo de estresse se sentiram tristes ou deprimidos, estado que n\u00e3o durou muito tempo e n\u00e3o precisou de atendimento especializado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo Belinda, a pandemia causou um distanciamento diante das telas, que continuou mesmo ap\u00f3s o seu auge. Al\u00e9m dela e das rela\u00e7\u00f5es individuais, que sempre existiram na hist\u00f3ria dos seres humanos, ela afirma que alguns fen\u00f4menos sociais mais amplos da contemporaneidade podem ter ajudado a aumentar os casos depressivos no mundo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cGrande parte da sociedade ocidental funciona, hoje, a partir de certos mecanismos em que muitos v\u00ednculos entre as pessoas se romperam, com uma exalta\u00e7\u00e3o do indiv\u00edduo e da competi\u00e7\u00e3o. Ent\u00e3o eu acho que todos esses processos v\u00e3o ampliando a solid\u00e3o, v\u00e3o potencializando a ruptura de v\u00ednculos\u201d, alerta a professora. Ela ainda afirma que tudo isso gera impactos ps\u00edquicos que causam um sentimento de solid\u00e3o e que a retra\u00e7\u00e3o do Estado e do bem-estar social amplia essa desestabiliza\u00e7\u00e3o ps\u00edquica.<\/p>\n<h4 style=\"text-align: justify;\">Tratamento<\/h4>\n<p style=\"text-align: justify;\">Belinda explica que, com o sofrimento ps\u00edquico causado pela depress\u00e3o, a pessoa afetada pode precisar de ajuda. \u201cEssa ajuda pode vir de diversas formas, incluindo c\u00edrculo de rela\u00e7\u00f5es, amigos e fam\u00edlia, religi\u00e3o, uma ajuda para lidar com as suas dores\u201d, comenta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A professora afirma que, em muitos casos, nem a pr\u00f3pria pessoa com depress\u00e3o entende a sua situa\u00e7\u00e3o e o que est\u00e1 sentindo exatamente, j\u00e1 que pode estar no inconsciente, e conclui: \u201cNesses contextos, talvez seja necess\u00e1rio pensar em mecanismos sociais que, de alguma maneira, possam ajudar as pessoas\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em alguns casos, a especialista fala que \u00e9 necess\u00e1ria uma ajuda profissional: \u201cUma psicoterapia, em que a pessoa vai entender esses processos com clareza, o porqu\u00ea dela estar sentindo o que est\u00e1 sentindo. No caso de depress\u00f5es mais severas, uma ajuda psiqui\u00e1trica, algum tipo de medica\u00e7\u00e3o pode ajudar\u201d. Ela ainda alerta que a sociedade atual n\u00e3o permite espa\u00e7o para tristezas e, por isso, algumas pessoas podem recorrer a medica\u00e7\u00f5es de maneira inadequada e abusiva.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Sob supervis\u00e3o de Paulo Capuzzo e Cinderela Caldeira<br \/>\n<\/em><a href=\"https:\/\/jornal.usp.br\/radio-usp\/sentimento-de-perda-e-um-dos-principais-motivos-para-o-desenvolvimento-da-depressao\/\">\u00a0Jornal da USP<\/a>, 14\/6\/2024.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com um aumento de casos depressivos mundiais na \u00faltima d\u00e9cada, a professora do IPUSP Belinda Mandelbaum e Ricardo Moreno, do&#46;&#46;&#46;<\/p>\n","protected":false},"author":610,"featured_media":5853,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[9],"tags":[141,95,605,639],"class_list":["post-5850","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-saude","tag-depressao","tag-psicoterapia","tag-transtorno","tag-tratamentocontradepressao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5850","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/users\/610"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5850"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5850\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5860,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5850\/revisions\/5860"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/media\/5853"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5850"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5850"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5850"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}