{"id":6749,"date":"2025-06-18T18:57:02","date_gmt":"2025-06-18T20:57:02","guid":{"rendered":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/?p=6749"},"modified":"2025-07-04T19:26:55","modified_gmt":"2025-07-04T21:26:55","slug":"bebe-reborn-entre-o-consolo-psicologico-e-a-mercantilizacao-do-afeto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/bebe-reborn-entre-o-consolo-psicologico-e-a-mercantilizacao-do-afeto\/","title":{"rendered":"Beb\u00ea reborn: entre o consolo psicol\u00f3gico e a mercantiliza\u00e7\u00e3o do afeto"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"color: #3366ff;\">Especialista analisa as fun\u00e7\u00f5es emocionais por tr\u00e1s da \u201cado\u00e7\u00e3o\u201d de beb\u00ea reborn, revelando desde necessidades afetivas at\u00e9 mecanismos de nega\u00e7\u00e3o da realidade<\/span><\/p>\n<div id=\"attachment_6753\" style=\"width: 1034px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2025\/07\/20250528_boneca_bebe-reborn-1024x538-1.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-6753\" class=\"wp-image-6753 size-full\" src=\"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2025\/07\/20250528_boneca_bebe-reborn-1024x538-1.jpg\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"538\" srcset=\"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2025\/07\/20250528_boneca_bebe-reborn-1024x538-1.jpg 1024w, https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2025\/07\/20250528_boneca_bebe-reborn-1024x538-1-300x158.jpg 300w, https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2025\/07\/20250528_boneca_bebe-reborn-1024x538-1-768x404.jpg 768w, https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2025\/07\/20250528_boneca_bebe-reborn-1024x538-1-400x210.jpg 400w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-6753\" class=\"wp-caption-text\">A mercantiliza\u00e7\u00e3o desses bonecos revela uma sociedade que busca satisfa\u00e7\u00e3o imediata sem os sacrif\u00edcios inerentes \u00e0s rela\u00e7\u00f5es reais \u2013 Foto: Freepik\/Pikaso<\/p><\/div>\n<div class=\"wp-playlist wp-audio-playlist wp-playlist-light\">\n\t\t\t<div class=\"wp-playlist-current-item\"><\/div>\n\t\t<audio controls=\"controls\" preload=\"none\" width=\"698\"\n\t\t\t><\/audio>\n\t<div class=\"wp-playlist-next\"><\/div>\n\t<div class=\"wp-playlist-prev\"><\/div>\n\t<noscript>\n\t<ol>\n\t\t<li><a href='https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2025\/07\/BEBE-REBORN_BERNARDO-CARABOLANTE.mp3'>BEBE-REBORN_BERNARDO-CARABOLANTE<\/a><\/li>\t<\/ol>\n\t<\/noscript>\n\t<script type=\"application\/json\" class=\"wp-playlist-script\">{\"type\":\"audio\",\"tracklist\":true,\"tracknumbers\":true,\"images\":true,\"artists\":true,\"tracks\":[{\"src\":\"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2025\/07\/BEBE-REBORN_BERNARDO-CARABOLANTE.mp3\",\"type\":\"audio\/mpeg\",\"title\":\"BEBE-REBORN_BERNARDO-CARABOLANTE\",\"caption\":\"\",\"description\":\"\\\"BEBE-REBORN_BERNARDO-CARABOLANTE\\\". G\\u00eanero: Blues.\",\"meta\":{\"genre\":\"Blues\",\"length_formatted\":\"4:54\"},\"image\":{\"src\":\"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-includes\/images\/media\/audio.svg\",\"width\":48,\"height\":64},\"thumb\":{\"src\":\"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-includes\/images\/media\/audio.svg\",\"width\":48,\"height\":64}}]}<\/script>\n<\/div>\n\t\n<p>O mercado de beb\u00eas reborn, bonecos hiper-realistas que simulam rec\u00e9m-nascidos, cresce globalmente, gerando empregos e at\u00e9 disputas judiciais. Por tr\u00e1s da apar\u00eancia perturbadora para alguns, escondem-se quest\u00f5es profundas sobre car\u00eancia, luto e a busca por preencher vazios emocionais. Christian Dunker, professor do Instituto de Psicologia (IP) da USP, analisa as ra\u00edzes psicol\u00f3gicas desse fen\u00f4meno e seus desdobramentos numa sociedade cada vez mais individualista.<\/p>\n<p><span style=\"color: #3366ff;\">O que \u00e9 um beb\u00ea reborn?<\/span><\/p>\n<p>Beb\u00eas reborn s\u00e3o bonecos fabricados com detalhes minuciosos para imitar rec\u00e9m-nascidos reais. Artistas especializados aplicam m\u00faltiplas camadas de tinta para criar tons de pele realistas, adicionam veias vis\u00edveis, c\u00edlios implantados um a um e at\u00e9 mesmo cabelos inseridos fio por fio.<\/p>\n<p>Os materiais utilizados variam entre vinil e silicone, mas o que realmente os diferencia \u00e9 o trabalho manual minucioso. O resultado final \u00e9 t\u00e3o detalhado que, \u00e0 primeira vista, pode ser confundido com um beb\u00ea de verdade. Inicialmente criados como pe\u00e7as de colecionador, ganharam novo significado ao serem \u201cadotados\u201d como substitutos de crian\u00e7as por adultos, especialmente mulheres.<\/p>\n<p>O nome reborn, portanto, n\u00e3o \u00e9 aleat\u00f3rio: simboliza a transforma\u00e7\u00e3o de um objeto inanimado em algo que parece ter vida, despertando rea\u00e7\u00f5es intensas \u2013 seja fasc\u00ednio, desconforto ou uma mistura de ambos.<\/p>\n<p><span style=\"color: #3366ff;\">Motiva\u00e7\u00f5es psicol\u00f3gicas por tr\u00e1s da \u201cado\u00e7\u00e3o\u201d<\/span><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2023\/05\/o-cara.png\"><img decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-5253 alignright\" src=\"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2023\/05\/o-cara-265x300.png\" alt=\"\" width=\"265\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2023\/05\/o-cara-265x300.png 265w, https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2023\/05\/o-cara.png 326w\" sizes=\"(max-width: 265px) 100vw, 265px\" \/><\/a>Dunker comenta: \u201cTodo desejo humano est\u00e1 referido a uma falta. Quando essa falta adquire a fei\u00e7\u00e3o de um objeto em particular, um objeto com sensibilidade, dotado de presen\u00e7a, dizemos que o desejo entrou num modo de funcionamento, chamado demanda. No caso dos beb\u00eas reborn, a gente pode ent\u00e3o detalhar diferentes fun\u00e7\u00f5es ocupadas por esse objeto\u201d. Segundo a psican\u00e1lise, o desejo humano est\u00e1 ligado a uma falta. No caso dos reborn, esse objeto pode assumir tr\u00eas fun\u00e7\u00f5es distintas: substitui\u00e7\u00e3o l\u00fadica; fetiche; nega\u00e7\u00e3o do luto.<\/p>\n<p>Segundo Dunker, a substitui\u00e7\u00e3o l\u00fadica \u00e9 a fun\u00e7\u00e3o mais pr\u00f3xima de uma brincadeira simb\u00f3lica, em que o boneco permite vivenciar aspectos do cuidado materno sem os desafios reais. Mulheres (e eventualmente homens) usam o reborn para experimentar afetos ligados \u00e0 maternidade, como embalar ou vestir um \u201cbeb\u00ea\u201d, em um processo semelhante ao das crian\u00e7as que brincam de casinha. O psicanalista ressalta que, quando saud\u00e1vel, essa pr\u00e1tica funciona como um ritual de transi\u00e7\u00e3o, mas pode se tornar problem\u00e1tica se substituir completamente as rela\u00e7\u00f5es humanas.<\/p>\n<p>No caso do fetiche, o reborn deixa de ser um s\u00edmbolo e vira uma pe\u00e7a central para a estabilidade emocional. Dunker explica que, nesses casos, o boneco opera como um fetiche \u2013 algo sem o qual a pessoa sente que n\u00e3o pode viver. Diferentemente da fun\u00e7\u00e3o l\u00fadica, o reborn n\u00e3o representa um beb\u00ea, mas sim a ideia de completude. \u00c9 uma rela\u00e7\u00e3o meton\u00edmica: o objeto n\u00e3o substitui a crian\u00e7a, mas sim a aus\u00eancia de algo que a pessoa acredita precisar para ser feliz. O perigo, alerta o psicanalista, \u00e9 a depend\u00eancia de um v\u00ednculo que nunca se realiza plenamente, j\u00e1 que o boneco, por mais realista, permanece um objeto inanimado.<\/p>\n<p>A nega\u00e7\u00e3o do luto, a fun\u00e7\u00e3o mais complexa, segundo Dunker, surge quando o reborn vira um mecanismo para evitar a dor de uma perda irrepar\u00e1vel \u2013 seja a morte de um filho, um aborto espont\u00e2neo ou a impossibilidade de engravidar. Ao \u201cadotar\u201d o boneco, a pessoa nega a necessidade de elaborar o luto, congelando a falta em um objeto tang\u00edvel. O psicanalista destaca que, embora possa trazer al\u00edvio tempor\u00e1rio, essa din\u00e2mica impede o trabalho ps\u00edquico necess\u00e1rio para superar traumas. Em casos extremos, o reborn se torna uma \u201cinfiltra\u00e7\u00e3o no real\u201d, como definiu Dunker: uma tentativa de materializar o imposs\u00edvel.<\/p>\n<p>Em casos terap\u00eauticos, os reborn ajudam idosos com Alzheimer ou pessoas em luto a reestabelecerem v\u00ednculos afetivos. No entanto, quando a pr\u00e1tica vira substituto permanente, pode indicar dificuldade em lidar com frustra\u00e7\u00f5es e perdas.<\/p>\n<p><span style=\"color: #3366ff;\">Sociedade doente ou reflexo das demandas modernas?<\/span><\/p>\n<p>O fen\u00f4meno n\u00e3o se limita a contextos terap\u00eauticos. A mercantiliza\u00e7\u00e3o desses bonecos revela uma sociedade que busca satisfa\u00e7\u00e3o imediata sem os sacrif\u00edcios inerentes \u00e0s rela\u00e7\u00f5es reais. Dunker explica: \u201cTer um filho envolve in\u00fameros sacrif\u00edcios, e sacrif\u00edcios ainda maiores para as mulheres. Voc\u00ea acorda \u00e0 noite, seu sono \u00e9 perturbado, seu corpo se transforma, sua rela\u00e7\u00e3o conjugal pode ser abalada, voc\u00ea pode ter preju\u00edzos na sua rela\u00e7\u00e3o laboral, voc\u00ea pode ter atrasos na sua carreira acad\u00eamica. Infelizmente, a gente ainda n\u00e3o disp\u00f5e de perfeitos mecanismos para proteger a maternidade das intemp\u00e9ries que v\u00eam junto com ela. O reborn \u00e9 um beb\u00ea que n\u00e3o chora \u00e0 noite, um beb\u00ea que n\u00e3o atrapalha a sua vida conjugal, um beb\u00ea que vem com esse bot\u00e3o que muitos pais e adolescentes procuram, mas n\u00e3o acham, que \u00e9 o bot\u00e3o da gaveta. \u2018Eu quero desligar, agora eu n\u00e3o quero mais brincar de ser m\u00e3e\u2019, que \u00e9 uma op\u00e7\u00e3o que a gente n\u00e3o tem quando tem um beb\u00ea real\u201d.<\/p>\n<p>Essa din\u00e2mica provoca estranhamento, especialmente porque confronta a sacraliza\u00e7\u00e3o da maternidade. Enquanto bonecas sexuais s\u00e3o toleradas, a simula\u00e7\u00e3o da maternidade gera repulsa, pois desafia a no\u00e7\u00e3o de que filhos s\u00e3o insubstitu\u00edveis. A populariza\u00e7\u00e3o do reborn reflete uma crise de conex\u00f5es aut\u00eanticas. Em tempos de rela\u00e7\u00f5es virtuais e intelig\u00eancia artificial, a fronteira entre humano e objeto se dissolve. O \u201cVale da Estranheza\u201d (Uncanny Valley) explica o desconforto causado por bonecos quase humanos.<\/p>\n<p>Para Dunker, a estranheza surge quando se trata pessoas como coisas substitu\u00edveis. Seja com rob\u00f4s afetivos ou avatares digitais, a sociedade caminha para normalizar substitutos que negam a complexidade do luto e do desejo. \u201cEssa ideia se torna estranha quando voc\u00ea atravessa a barreira entre vivo e morto. Tem um epis\u00f3dio de\u00a0<em>Black Mirror<\/em>\u00a0em que o marido morre e ela contrata um rob\u00f4 que adquire todas as mem\u00f3rias e todos os trejeitos do marido que se foi. Ent\u00e3o, no fundo, o que est\u00e1 ali acontecendo que a gente acha estranho? A pessoa est\u00e1 negando a perda. Ela est\u00e1 tratando algu\u00e9m que \u00e9 insubstitu\u00edvel como uma coisa substitu\u00edvel\u201d, explica ele.<\/p>\n<p><span style=\"color: #3366ff;\">Casos incomuns<\/span><\/p>\n<p>Algumas das bizarrices que envolvem o fen\u00f4meno s\u00e3o: apari\u00e7\u00e3o em novela da Rede Globo, na qual os personagens fazem um parto; mulher que acionou a Justi\u00e7a ap\u00f3s virar alvo de piada no trabalho por pedir licen\u00e7a-maternidade para cuidar de beb\u00ea reborn; m\u00e3e que leva beb\u00ea reborn da filha de 4 anos para tomar vacina em posto de sa\u00fade de Santa Catarina; bab\u00e1s de beb\u00ea reborn; Igreja tradicional de Salvador emitindo comunicado contra batismo de beb\u00ea reborn; at\u00e9 homem que agrediu uma beb\u00ea real achando que era um reborn. Esse fen\u00f4meno \u00e9 s\u00f3 mais um cap\u00edtulo na saga da humaniza\u00e7\u00e3o de objetos. De bonecas sexuais a parceiros virtuais, a tecnologia avan\u00e7a para preencher car\u00eancias, mas esbarra em dilemas \u00e9ticos.<\/p>\n<p>*<em>Sob supervis\u00e3o de Paulo Capuzzo<\/em><\/p>\n<p><em><br \/>\nPor\u00a0<a title=\"Posts de Bernardo Carabolante*\" href=\"https:\/\/jornal.usp.br\/author\/bernardo-carabolante\/\" rel=\"author\">Bernardo Carabolante<\/a>, sob supervis\u00e3o de Paulo Capuzzopara <a href=\"https:\/\/jornal.usp.br\/editorias\/radio-usp\/jornal-da-usp-no-ar-2\/\" rel=\"category tag\">Jornal da USP no Ar<\/a>, 18\/6\/2025.<br \/>\n<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Docente do IPUSP analisa as fun\u00e7\u00f5es emocionais por tr\u00e1s da \u201cado\u00e7\u00e3o\u201d de beb\u00ea reborn, revelando desde necessidades afetivas at\u00e9 mecanismos de nega\u00e7\u00e3o da realidade<\/p>\n","protected":false},"author":610,"featured_media":6753,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[640,1],"tags":[749,750,748],"class_list":["post-6749","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-podcast","category-sociedade","tag-baby","tag-bebe","tag-reborn"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6749","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/users\/610"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6749"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6749\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":6756,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6749\/revisions\/6756"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/media\/6753"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6749"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6749"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6749"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}