{"id":790,"date":"2016-07-06T16:48:13","date_gmt":"2016-07-06T18:48:13","guid":{"rendered":"http:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/?p=790"},"modified":"2018-03-21T13:01:12","modified_gmt":"2018-03-21T15:01:12","slug":"sem-fazer-genero","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/sem-fazer-genero\/","title":{"rendered":"Sem fazer  g\u00eanero!"},"content":{"rendered":"<p><em><strong>O pensamento gender-neutral toma for\u00e7a no mundo da moda<\/strong><\/em><\/p>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignright\" src=\"http:\/\/www.ip.usp.br\/revistapsico.usp\/images\/genderneutral.png\" alt=\"genderneutral\" width=\"180\" height=\"375\" \/>Desde que Arist\u00f3fanes nos contou em \u201cO Banquete\u201d, de Plat\u00e3o, a hist\u00f3ria dos seres completos, autossuficientes, que foram divididos ao meio pelos deuses devido a sua presun\u00e7\u00e3o e condenados a passar a exist\u00eancia em busca da sua outra metade, conhecemos o conceito do andr\u00f3gino. No mito, a humanidade se dividia em tr\u00eas g\u00eaneros: o masculino, o feminino e o andr\u00f3gino, que continha os dois anteriores. Estes seres foram divididos em pares compostos por homem-mulher, mulher-mulher e homem-homem.<\/p>\n<p>O conceito do andr\u00f3gino, retomado nos dias atuais, relaciona-se com a quest\u00e3o do g\u00eanero e tem um papel de questionamento dos limites identit\u00e1rios propostos por nossa cultura\u00a0ocidental. A moda n\u00e3o se manteve \u00e0 parte dessa discuss\u00e3o e, como ferramenta de<br \/>\nconstru\u00e7\u00e3o das identidades e recurso expressivo, incorporou a androginia \u00e0s tend\u00eancias da passarela.<\/p>\n<p>H\u00e1 muitos anos existem marcas que encaram o corte e costura como algo sem distin\u00e7\u00e3o de g\u00eanero, como \u00e9 o caso das grifes Jonathan Sanders e Marimacho, entre outras. No entando, nas \u00faltimas temporadas de moda, essa ideia apareceu tamb\u00e9m em desfiles de marcas que n\u00e3o tinham essa tradi\u00e7\u00e3o de androginia. \u00c9 o que mostra o desfile da grife Gucci, que, na semana de moda masculina do ver\u00e3o 2016, incluiu mulheres na passarela e trouxe os modelos do sexo masculino em trajes considerados femininos. Essa ideia j\u00e1 havia aparecido na temporada inverno 2015 \u2013 em que Miuccia Prada, estilista da grife que leva seu sobrenome, declarou em entrevista: \u201ceu penso para as pessoas, n\u00e3o para g\u00eaneros\u201d.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"alignleft\" src=\"http:\/\/www.ip.usp.br\/revistapsico.usp\/images\/09-ned-full.jpg\" alt=\"09 ned full\" width=\"200\" height=\"302\" \/>O pensamento gender-neutral parece estar tomando for\u00e7a no mundo da moda, mas, definitivamente, n\u00e3o surgiu agora. Desde a d\u00e9cada de 20, quando Coco\u00a0Chanel libertou as mulheres de seus espartilhos e incorporou pe\u00e7as masculinas ao guarda-roupa feminino, passando pela d\u00e9cada de 70, em que cole\u00e7\u00f5es com silhuetas mais simples, que podem ser usadas por ambos os sexos e com tecidos sem rela\u00e7\u00f5es hist\u00f3ricas com essa classifica\u00e7\u00e3o, vemos essa tend\u00eancia de converg\u00eancia dos elementos da vestimenta. A maior diferen\u00e7a \u00e9 que as cole\u00e7\u00f5es ditas \u201cneutras\u201d de hoje d\u00e3o um passo al\u00e9m e colocam na\u00a0passarela modelos que n\u00e3o marcam em sua apar\u00eancia um sexo definido \u2013 sendo eles homens, mulheres ou transexuais.<\/p>\n<p>Na moda mais acess\u00edvel ao p\u00fablico, o conceito de g\u00eanero tamb\u00e9m mostra sinais de fadiga. Recentemente, a famosa loja de departamentos inglesa Selfridges montou em sua matriz londrina um departamento pop-up (provis\u00f3rio), sem distin\u00e7\u00e3o de \u201cmasculino\u201d e \u201cfeminino\u201d. A se\u00e7\u00e3o, batizada Agender (\u201cag\u00eanero\u201d), trazia uma sele\u00e7\u00e3o de marcas com um estilo mais neutro que, na teoria, contempla todos os g\u00eaneros.<\/p>\n<p>O conceito de g\u00eanero e sua manuten\u00e7\u00e3o e desconstru\u00e7\u00e3o est\u00e1 em discuss\u00e3o e ainda encontra muitas contradi\u00e7\u00f5es. Contudo,\u00a0independentemente de continuar existindo a distin\u00e7\u00e3o entre \u201cmasculino\u201d e \u201cfeminino\u201d, e do modo como se d\u00e1, uma coisa \u00e9 certa: a tend\u00eancia \u00e9 ter moda para todos.<\/p>\n<p>Por Sofia Mendes e Carolina Sasse<br \/>\nEdi\u00e7\u00e3o e revis\u00e3o por Islaine Maciel e Maria Isabel da Silva Leme<br \/>\nFotos: Reprodu\u00e7\u00e3o Gucci<\/p>\n<p>Clique nas imagens para folhear as revistas\u00a0<strong>psico.<\/strong>usp<\/p>\n<div id=\"attachment_935\" class=\"wp-caption alignleft\" style=\"width: 152px\">\n<p class=\"wp-caption-text\"><a href=\"https:\/\/issuu.com\/psicologia_usp\/docs\/revista_psico.usp_n1_2015\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-935 \" src=\"http:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2017\/11\/revista-2.png\" alt=\"\" width=\"142\" height=\"188\" srcset=\"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2017\/11\/revista-2.png 307w, https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2017\/11\/revista-2-226x300.png 226w\" sizes=\"(max-width: 142px) 100vw, 142px\" \/><\/a>Alfabetiza\u00e7\u00e3o \u2013 2015, n. 1<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"attachment_933\" class=\"wp-caption alignleft\" style=\"width: 150px\">\n<p class=\"wp-caption-text\"><a href=\"https:\/\/issuu.com\/psicologia_usp\/docs\/revista_psico.usp_n._2-3_2016\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-933 \" src=\"http:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2017\/11\/revista-1.png\" alt=\"\" width=\"140\" height=\"188\" srcset=\"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2017\/11\/revista-1.png 305w, https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2017\/11\/revista-1-224x300.png 224w\" sizes=\"(max-width: 140px) 100vw, 140px\" \/><\/a>\u00c9 hora de falar sobre G\u00eanero \u2013 2016, n.2\/3<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O pensamento gender-neutral toma for\u00e7a no mundo da moda Desde que Arist\u00f3fanes nos contou em \u201cO Banquete\u201d, de Plat\u00e3o, a&#46;&#46;&#46;<\/p>\n","protected":false},"author":610,"featured_media":793,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[1],"tags":[37,168,185,17,22],"class_list":["post-790","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-sociedade","tag-genero","tag-instituto","tag-moda","tag-psicologia","tag-usp"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/790","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/users\/610"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=790"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/790\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1669,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/790\/revisions\/1669"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/media\/793"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=790"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=790"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=790"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}