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RastreIA avança na identificação de origem; assista ao vídeo

Pesquisadores do RastreIA avançam no desenvolvendo de técnicas para rastrear a origem da carne bovina a partir da composição de seus elementos químicos, com o objetivo de garantir a procedência de produtos bovinos e oferecer mais segurança ao consumidor. A proposta é identificar de que região veio o animal, analisando elementos químicos presentes na carne que refletem características do ambiente em que ele foi criado, como solo, água e alimentação. “A constituição química da carne, assim como nós, vem do alimento. Se a gente analisar a nossa própria constituição química, vamos encontrar elementos que estavam presentes no alimento”, explica o pesquisador Dr. Paulo Sérgio Cardoso da Silva, do Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen).

A partir dos resultados da pesquisa, será possível verificar se a carne corresponde à origem informada pelo produtor, além de contribuir para o combate a fraudes comerciais e para o controle de práticas associadas ao desmatamento ilegal. “É necessário a gente ter uma forma de identificar de onde essa carne veio. Existem situações, por exemplo, de pessoas que vendem carne como sendo de uma determinada área de produção, mas na verdade é de uma outra área que teria um valor comercial mais baixo. Então, a gente precisaria certificar que a carne está vindo exatamente daquela região que o vendedor está afirmando que vem”, afirma o pesquisador.

Amostras de picanha de diferentes regiões do país são submetidas a um processo de calcinação, que concentra os elementos químicos presentes no material por meio da decomposição térmica, em temperaturas que ultrapassam a 500 ºC. São avaliadas correlações entre os elementos químicos, formando o que os pesquisadores chamam de “assinatura química” de cada região.

Essa assinatura permitirá comparar amostras de origem desconhecida com perfis químicos já mapeados, diferenciando, por exemplo, carnes produzidas no Cerrado, na Amazônia ou no Sul do país. A metodologia pode se tornar uma importante ferramenta para fortalecer a rastreabilidade da cadeia produtiva da carne bovina e de outras commodities estudadas por pesquisadores do RastreIA, como a soja e a madeira, além de promover transparência tanto no mercado interno quanto no de exportação.

Assista ao vídeo completo do Dr. Paulo Sérgio Cardoso da Silva (Ipen), pesquisador do RastreIA. A pesquisa é financiada pela FAPESP por meio do Projeto Temático “Transparência nas cadeias produtivas brasileiras de commodities agrícolas de exportação: Estudo holístico de marcadores elementares e isotópicos” (Processo: 22/12732-5, 2024/16513-1, 2025/11340-4).

 

 

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