{"id":55827,"date":"2025-11-12T14:52:27","date_gmt":"2025-11-12T17:52:27","guid":{"rendered":"https:\/\/sites.usp.br\/rcgi\/?p=55827"},"modified":"2025-11-12T16:36:08","modified_gmt":"2025-11-12T19:36:08","slug":"brasil-esta-pronto-para-exportar-hidrogenio-verde-a-partir-de-2030-afirma-fernanda-delgado-da-abihv","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.usp.br\/rcgi\/br\/brasil-esta-pronto-para-exportar-hidrogenio-verde-a-partir-de-2030-afirma-fernanda-delgado-da-abihv\/","title":{"rendered":"Brasil est\u00e1 pronto para exportar hidrog\u00eanio verde a partir de 2030, afirma Fernanda Delgado, da ABIHV"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_55833\" aria-describedby=\"caption-attachment-55833\" style=\"width: 827px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-55833 size-full\" src=\"https:\/\/sites.usp.br\/rcgi\/wp-content\/uploads\/sites\/1196\/2025\/11\/ETRI2025-Painel1.png\" alt=\"\" width=\"827\" height=\"512\" data-id=\"55833\" srcset=\"https:\/\/sites.usp.br\/rcgi\/wp-content\/uploads\/sites\/1196\/2025\/11\/ETRI2025-Painel1.png 827w, https:\/\/sites.usp.br\/rcgi\/wp-content\/uploads\/sites\/1196\/2025\/11\/ETRI2025-Painel1-300x186.png 300w, https:\/\/sites.usp.br\/rcgi\/wp-content\/uploads\/sites\/1196\/2025\/11\/ETRI2025-Painel1-768x475.png 768w\" sizes=\"(max-width: 767px) 89vw, (max-width: 1000px) 54vw, (max-width: 1071px) 543px, 580px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-55833\" class=\"wp-caption-text\">Painel: Descarboniza\u00e7\u00e3o e Combust\u00edveis do Futuro. Da esquerda para a direita: Plinio Nastari (DATAGRO), Ricardo Martins (Hyundai), Suani T. Coelho (RCGI-USP), Flavio Haruo Mathuiy (Marinha), Fernanda Delgado (Presidente da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira da Ind\u00fastria de Hidrog\u00eanio Verde), Andre Faaij (TNO, Holanda) e Karen Mascarenhas (RCGI-USP).<\/figcaption><\/figure>\n<p><i>Com regula\u00e7\u00e3o e incentivos j\u00e1 aprovados, o Brasil avan\u00e7a na cria\u00e7\u00e3o de um mercado competitivo de hidrog\u00eanio verde e derivados. Especialistas reunidos na ETRI 2025 destacaram que o combust\u00edvel integra um portf\u00f3lio mais amplo de tecnologias para a transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica.<\/i><u><\/u><u><\/u><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O setor brasileiro de hidrog\u00eanio verde e derivados, como metanol, am\u00f4nia e fertilizantes, entra em uma nova fase de expans\u00e3o. Segundo\u00a0<span class=\"il\">Fernanda<\/span>\u00a0<span class=\"il\">Delgado<\/span>, diretora executiva da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira da Ind\u00fastria do Hidrog\u00eanio Verde (ABIHV), as empresas est\u00e3o prontas para iniciar a produ\u00e7\u00e3o em 2029 e as exporta\u00e7\u00f5es em 2030, impulsionadas por subs\u00eddios legais de \u20ac 3 bilh\u00f5es previstos entre 2030 e 2034. A declara\u00e7\u00e3o foi feita durante o painel\u00a0<i>Descarboniza\u00e7\u00e3o e Combust\u00edvel do Futuro<\/i>, realizado em 5\/11, na 8\u00aa edi\u00e7\u00e3o da Energy Transition Research &amp; Innovation Conference (ETRI) \u2013 evento do Centro de Pesquisa e Inova\u00e7\u00e3o em Gases de Efeito Estufa da Universidade de S\u00e3o Paulo (RCGI-USP).<u><\/u><u><\/u><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span class=\"il\">Delgado<\/span>\u00a0explicou que o pa\u00eds j\u00e1 possui regula\u00e7\u00e3o e pol\u00edticas de incentivo consolidadas, o que estimula o setor privado. O foco agora, disse ela, \u00e9 conectar compradores internacionais da Europa e da \u00c1sia ao mercado brasileiro. \u201cNossa trajet\u00f3ria mostra que \u00e9 poss\u00edvel unir pol\u00edtica industrial e ambiental \u2014 como fizemos com o etanol, o biodiesel, a energia e\u00f3lica e o g\u00e1s natural liquefeito. No in\u00edcio, tudo parecia caro ou invi\u00e1vel, mas o tempo e o ganho de escala mudaram isso. Agora \u00e9 hora de transformar as promessas em neg\u00f3cios concretos\u201d, afirmou.<u><\/u><u><\/u><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_55834\" aria-describedby=\"caption-attachment-55834\" style=\"width: 198px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-55834 size-full\" src=\"https:\/\/sites.usp.br\/rcgi\/wp-content\/uploads\/sites\/1196\/2025\/11\/ETRI2025-Painel1_2.png\" alt=\"\" width=\"198\" height=\"442\" data-id=\"55834\" srcset=\"https:\/\/sites.usp.br\/rcgi\/wp-content\/uploads\/sites\/1196\/2025\/11\/ETRI2025-Painel1_2.png 198w, https:\/\/sites.usp.br\/rcgi\/wp-content\/uploads\/sites\/1196\/2025\/11\/ETRI2025-Painel1_2-134x300.png 134w\" sizes=\"(max-width: 198px) 100vw, 198px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-55834\" class=\"wp-caption-text\">Fernanda Delgado (Presidente da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira da Ind\u00fastria de Hidrog\u00eanio Verde).<\/figcaption><\/figure>\n<p>Para Ricardo Martins, da Hyundai Motor das Am\u00e9ricas Central e do Sul, o hidrog\u00eanio \u00e9 pe\u00e7a central da mobilidade do futuro. Ele ressaltou o papel do Brasil como refer\u00eancia tecnol\u00f3gica, apoiada por pol\u00edticas p\u00fablicas e centros de pesquisa, mas lembrou que a descarboniza\u00e7\u00e3o depende tamb\u00e9m da viabilidade econ\u00f4mica. \u201c\u00c9 fundamental investir em infraestrutura de produ\u00e7\u00e3o e distribui\u00e7\u00e3o e em m\u00e9tricas confi\u00e1veis para calcular a redu\u00e7\u00e3o real das emiss\u00f5es \u2014 algo essencial para atrair investimentos\u201d, disse.<\/p>\n<p>Segundo ele, h\u00e1 mais de US$ 1 trilh\u00e3o dispon\u00edveis globalmente para projetos de descarboniza\u00e7\u00e3o e, at\u00e9 2025, metade da mobilidade mundial deve ser movida a hidrog\u00eanio. \u201c\u00c9 uma oportunidade econ\u00f4mica e, sobretudo, uma quest\u00e3o de sobreviv\u00eancia da sociedade\u201d, completou.<\/p>\n<p><u><\/u><u><\/u>O cientista-chefe do TNO Energy &amp; Materials Transition, Andr\u00e9 Faaij, afirmou que a transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica exigir\u00e1 uma reconfigura\u00e7\u00e3o industrial profunda, especialmente nos setores de combust\u00edveis e na ind\u00fastria qu\u00edmica. Segundo ele, j\u00e1 existem tecnologias e sistemas economicamente vi\u00e1veis para essa transforma\u00e7\u00e3o nos pr\u00f3ximos 25 anos, mas ser\u00e1 necess\u00e1rio combinar m\u00faltiplas solu\u00e7\u00f5es, com presen\u00e7a de am\u00f4nia, hidrog\u00eanio, biocombust\u00edveis e combust\u00edveis sint\u00e9ticos.\u00a0<u><\/u><u><\/u><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Faaij observou que o novo portf\u00f3lio global de combust\u00edveis ser\u00e1 h\u00edbrido e defendeu o desenvolvimento das \u201crefinarias do futuro\u201d \u2014 plantas industriais flex\u00edveis, capazes de operar com diferentes origens de carbono e variados vetores de energia, produzindo combust\u00edveis e insumos qu\u00edmicos de baixo carbono. \u201cO horizonte de 25 anos \u00e9 curto, e o elemento-chave \u00e9 a inova\u00e7\u00e3o cont\u00ednua\u201d, destacou. \u201cN\u00e3o cumprir a meta de limitar o aquecimento a 1,5 \u00b0C pode custar de 20% a 25% do PIB mundial; em um cen\u00e1rio de 3 \u00b0C, o impacto pode atingir dois ter\u00e7os da economia global\u201d, citou, com base em estudo recente publicado na\u00a0<i>Nature<\/i>.<u><\/u><u><\/u><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Para Plinio Nastari, presidente da Datagro, o etanol \u00e9 o melhor vetor para o hidrog\u00eanio, por permitir gerar o combust\u00edvel no ponto de uso a partir de uma fonte renov\u00e1vel abundante \u2014 abordagem que vem seno pesquisada pelo RCGI-USP. Ele lembrou que o Brasil substituiu mais de 4 bilh\u00f5es de barris de gasolina e evitou 1 bilh\u00e3o de toneladas de CO\u2082\u00a0desde o Pro\u00e1lcool, h\u00e1 50 anos. Hoje, metade da matriz energ\u00e9tica nacional \u00e9 renov\u00e1vel. Nastari destacou ainda o sistema regulat\u00f3rio avan\u00e7ado e as certifica\u00e7\u00f5es de biocombust\u00edveis que permitem medir a intensidade de carbono, al\u00e9m do impacto dos biocombust\u00edveis no desenvolvimento da engenharia automotiva brasileira, que tornou o pa\u00eds um dos seis polos mundiais do setor.<u><\/u><u><\/u><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Mesmo em um setor tradicional como o mar\u00edtimo, a transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica avan\u00e7a. Fl\u00e1vio Haruo Mathuiy, da Marinha do Brasil, lembrou que a Organiza\u00e7\u00e3o Mar\u00edtima Internacional (IMO) estabeleceu metas de descarboniza\u00e7\u00e3o at\u00e9 2050 e que a ind\u00fastria naval j\u00e1 investe em combust\u00edveis menos intensos em carbono, como am\u00f4nia e metanol. Segundo ele, press\u00f5es de pa\u00edses produtores de petr\u00f3leo adiaram parte das decis\u00f5es, mas o movimento segue por iniciativa pr\u00f3pria, impulsionado pela competitividade e pela sobreviv\u00eancia de mercado. A Marinha, acrescentou, participa de f\u00f3runs e coopera\u00e7\u00f5es internacionais voltadas \u00e0 efici\u00eancia energ\u00e9tica e ao desenvolvimento de novos combust\u00edveis mar\u00edtimos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com regula\u00e7\u00e3o e incentivos j\u00e1 aprovados, o Brasil avan\u00e7a na cria\u00e7\u00e3o de um mercado competitivo de hidrog\u00eanio verde e derivados. 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