{"id":1706,"date":"2020-05-15T11:04:52","date_gmt":"2020-05-15T14:04:52","guid":{"rendered":"http:\/\/sites.usp.br\/rema\/?p=1706"},"modified":"2020-07-03T21:24:05","modified_gmt":"2020-07-04T00:24:05","slug":"1706-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.usp.br\/rema\/1706-2\/","title":{"rendered":"Barreiras e facilitadores para a reabilita\u00e7\u00e3o individualizada durante o tratamento de c\u00e2ncer de mama &#8211; um estudo em grupo focal explorando experi\u00eancias de profissionais de sa\u00fade"},"content":{"rendered":"<p><!--more--><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; text-justify: inter-ideograph; margin: 12.0pt 0cm 12.0pt 0cm;\"><strong>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <\/strong>O c\u00e2ncer de mama \u00e9 um dos mais comuns em mulheres. O diagn\u00f3stico e tratamento podem ajudar na diminui\u00e7\u00e3o da mortalidade e no aumento da vida das pacientes. Apesar disso, o tratamento do c\u00e2ncer de mama est\u00e1 relacionado a algumas complica\u00e7\u00f5es, como a ang\u00fastia. Essa tem diferentes causas e pode influenciar no modo de lidar com o c\u00e2ncer, seus sintomas e seu tratamento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; text-justify: inter-ideograph; margin: 12.0pt 0cm 12.0pt 0cm;\"><strong>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <\/strong>Assim, a reabilita\u00e7\u00e3o \u00e9 essencial para pacientes com c\u00e2ncer de mama, pois diminui as chances de problemas f\u00edsicos, psicol\u00f3gicos, sociais e existenciais. A atividade f\u00edsica faz parte da reabilita\u00e7\u00e3o e ajuda, por exemplo, com o linfedema, a ansiedade, a depress\u00e3o, al\u00e9m de diminuir a mortalidade e melhorar a qualidade de vida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; text-justify: inter-ideograph; margin: 12.0pt 0cm 12.0pt 0cm;\"><strong>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <\/strong>Entretanto, existem pacientes com c\u00e2ncer de mama que n\u00e3o tem suas necessidades atendidas na reabilita\u00e7\u00e3o. Isso aumenta o tempo e diminui as chances de recupera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; text-justify: inter-ideograph; margin: 12.0pt 0cm 12.0pt 0cm;\"><strong>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <\/strong>Pacientes que n\u00e3o t\u00eam suas necessidades atendidas na reabilita\u00e7\u00e3o relatam medo de que o c\u00e2ncer volte, preocupa\u00e7\u00f5es pessoais e necessidade de ter algu\u00e9m com quem conversar e de receber aconselhamento educacional, psicol\u00f3gico, financeiro e ocupacional.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; text-justify: inter-ideograph; margin: 12.0pt 0cm 12.0pt 0cm;\"><strong>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <\/strong>Sintomas ou problemas podem ser solucionados com interven\u00e7\u00f5es e podem funcionar ou n\u00e3o, a depender de cada paciente. Assim, a reabilita\u00e7\u00e3o deve ser diferente para cada paciente para que suas necessidades individuais sejam atendidas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; text-justify: inter-ideograph; margin: 12.0pt 0cm 12.0pt 0cm;\"><strong>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <\/strong>O estudo em quest\u00e3o foi realizado com profissionais da sa\u00fade, com o intuito de conhecer suas experi\u00eancias atuais com a reabilita\u00e7\u00e3o e as barreiras e facilitadores para que a reabilita\u00e7\u00e3o seja individualizada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; text-justify: inter-ideograph; margin: 12.0pt 0cm 12.0pt 0cm;\"><strong>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <\/strong>Esse estudo aconteceu no Departamento de Cirurgia Oncol\u00f3gica de um hospital universit\u00e1rio do sul da Su\u00e9cia, onde aproximadamente 670 pacientes s\u00e3o diagnosticados com c\u00e2ncer de mama por ano.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; text-justify: inter-ideograph; margin: 12.0pt 0cm 12.0pt 0cm;\"><strong>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <\/strong>Na Su\u00e9cia, a reabilita\u00e7\u00e3o \u00e9 realizada em diferentes n\u00edveis, dependendo das condi\u00e7\u00f5es dos pacientes. O n\u00edvel b\u00e1sico de reabilita\u00e7\u00e3o conta com o trabalho de enfermeiros e essas unidades possuem tamb\u00e9m fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais e assistentes sociais. Alguns acompanhamentos s\u00e3o diferenciados, por exemplo, pacientes que tiveram seus linfonodos axilares retirados consultam um fisioterapeuta antes e ap\u00f3s a cirurgia, a fim de prevenir o linfedema.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; text-justify: inter-ideograph; margin: 12.0pt 0cm 12.0pt 0cm;\"><strong>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <\/strong>Pacientes que no n\u00edvel b\u00e1sico s\u00e3o identificados como tendo necessidades b\u00e1sicas, s\u00e3o encaminhados para uma unidade de reabilita\u00e7\u00e3o. A unidade de reabilita\u00e7\u00e3o avan\u00e7ada conta com uma equipe multiprofissional, com m\u00e9dicos, psic\u00f3logos, assistentes sociais, fisioterapeutas e terapeutas. Esses profissionais se concentram exclusivamente na reabilita\u00e7\u00e3o de pacientes com c\u00e2ncer.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; text-justify: inter-ideograph; margin: 12.0pt 0cm 12.0pt 0cm;\"><strong>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <\/strong>As experi\u00eancias dos participantes foram divididas em tr\u00eas categorias e oito subcategorias, descrevendo a pr\u00e1tica atual de reabilita\u00e7\u00e3o, bem como barreiras e facilitadores para a reabilita\u00e7\u00e3o individualizada. Extensa compet\u00eancia profissional no trabalho com pacientes com c\u00e2ncer de mama\/reabilita\u00e7\u00e3o foi percebido como facilitador da reabilita\u00e7\u00e3o individualizada, j\u00e1 as barreiras \u00e0 reabilita\u00e7\u00e3o individualizada foram identificadas como falta de estrutura, colabora\u00e7\u00e3o e conhecimento em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 reabilita\u00e7\u00e3o individualizada no sistema de sa\u00fade.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; text-justify: inter-ideograph; margin: 12.0pt 0cm 12.0pt 0cm;\"><strong>Tabela 1: <\/strong>Vis\u00e3o geral esquem\u00e1tica das categorias e subcategorias<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<table width=\"601\">\n<tbody>\n<tr>\n<td width=\"187\"><strong>At<\/strong><\/p>\n<p><strong>itudes variadas em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 reabilita\u00e7\u00e3o<\/strong><\/td>\n<td width=\"223\"><strong>Incongru\u00eancia em como identificar e atender as necessidades de reabilita\u00e7\u00e3o<\/strong><\/td>\n<td width=\"191\"><strong>Colabora\u00e7\u00e3o sub\u00f3tima durante o tratamento do c\u00e2ncer<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"187\">Reabilita\u00e7\u00e3o baseada em indicadores m\u00e9dicos<\/td>\n<td width=\"223\">Identificando sinais de vulnerabilidade<\/td>\n<td width=\"191\">Colabora\u00e7\u00e3o em equipe interprofissional<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"187\">Falta de consenso sobre a abordagem para reabilita\u00e7\u00e3o<\/td>\n<td width=\"223\">Triagem de necessidades de reabilita\u00e7\u00e3o<\/td>\n<td width=\"191\">Colabora\u00e7\u00e3o interdisciplinar<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"187\">Estabelecendo metas para a reabilita\u00e7\u00e3o<\/td>\n<td width=\"223\">A\u00e7\u00f5es desencadeadas por sinais de vulnerabilidade<\/td>\n<td width=\"191\"><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p><!--more--><\/p>\n<p><strong>Atitudes variadas em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 reabilita\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; text-justify: inter-ideograph; margin: 12.0pt 0cm 12.0pt 0cm;\"><strong>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <\/strong>As atitudes dos participantes da pesquisa em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 reabilita\u00e7\u00e3o se tornaram uma barreira ao acesso dos pacientes \u00e0 reabilita\u00e7\u00e3o. Isso ficou claro quando a reabilita\u00e7\u00e3o e o acompanhamento n\u00e3o tiveram foco em atender \u00e0s necessidades individuais dos pacientes.<\/p>\n<p><strong>Reabilita\u00e7\u00e3o baseada em indicadores m\u00e9dicos<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; text-justify: inter-ideograph; margin: 12.0pt 0cm 12.0pt 0cm;\"><strong>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <\/strong>A reabilita\u00e7\u00e3o estava no n\u00edvel b\u00e1sico organizado em indicadores m\u00e9dicos, como risco de desenvolver linfedema ou risco de efeitos colaterais associados a tratamentos. No entanto, os participantes acreditam que as avalia\u00e7\u00f5es das necessidades de reabilita\u00e7\u00e3o dos pacientes devem ser com base em uma combina\u00e7\u00e3o de caracter\u00edsticas pessoais, como rede social do paciente, personalidade e situa\u00e7\u00e3o da vida. No n\u00edvel avan\u00e7ado de reabilita\u00e7\u00e3o do c\u00e2ncer, foi adotada uma triagem de ambas necessidades e recursos como base para um plano de reabilita\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; text-justify: inter-ideograph; margin: 12.0pt 0cm 12.0pt 0cm;\">\u201cEu uso a ferramenta de triagem n\u00e3o apenas para identificar problemas, mas tamb\u00e9m para capturar recursos. Que apoio essa pessoa tem em sua vida para lidar com sua atual situa\u00e7\u00e3o da vida e como podemos contribuir?\u201d (Participante em n\u00edvel avan\u00e7ado de reabilita\u00e7\u00e3o, entrevista 5).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; text-justify: inter-ideograph; margin: 12.0pt 0cm 12.0pt 0cm;\"><strong>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <\/strong> Os participantes enfatizaram a import\u00e2ncia de preparar os pacientes para poss\u00edveis problemas, dando informa\u00e7\u00f5es com anteced\u00eancia, como por exemplo sobre o risco de desenvolver fadiga (sensa\u00e7\u00e3o de cansa\u00e7o).<\/p>\n<p><strong>Falta de consenso sobre a abordagem para reabilita\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; text-justify: inter-ideograph; margin: 12.0pt 0cm 12.0pt 0cm;\"><strong>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <\/strong>A abordagem para a reabilita\u00e7\u00e3o variou dependendo do conhecimento individual dos participantes e interesse na reabilita\u00e7\u00e3o e em que n\u00edvel de reabilita\u00e7\u00e3o os profissionais de sa\u00fade atuaram. Isso indica que a falta de conhecimento e consenso sobre prazos e estrat\u00e9gias de reabilita\u00e7\u00e3o \u00e9 uma barreira. Alguns participantes acharam errado discutir a reabilita\u00e7\u00e3o quando o paciente est\u00e1 enfrentando uma doen\u00e7a com risco de vida. Foi enfatizado que uma abordagem que promove a reabilita\u00e7\u00e3o desde o in\u00edcio do c\u00e2ncer foi fundamental para a recupera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; text-justify: inter-ideograph; margin: 12.0pt 0cm 12.0pt 0cm;\"><strong>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <\/strong>\u201cO importante \u00e9 lev\u00e1-los para entender o diagn\u00f3stico e apoi\u00e1-los durante o tratamento\u201d (Participante do ensino b\u00e1sico n\u00edvel de reabilita\u00e7\u00e3o, entrevista 3).<\/p>\n<p><strong>Estabelecendo metas para a reabilita\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; text-justify: inter-ideograph; margin: 12.0pt 0cm 12.0pt 0cm;\"><strong>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <\/strong>\u00c0s vezes, os participantes descreviam objetivos, tanto para reabilita\u00e7\u00e3o, quanto para estabelecer metas para cada paciente. Entretanto, no n\u00edvel b\u00e1sico da reabilita\u00e7\u00e3o, estabelecer metas n\u00e3o era descrito como parte da rotina e pouco discutido em equipe. Alguns objetivos sobre o paciente foram destacados como importantes, como poder tocar na mama ou voltar ao trabalho, mas quase nunca foram discutidos em conjunto com o paciente. Tamb\u00e9m foi enfatizado que havia a necessidade de um plano de reabilita\u00e7\u00e3o individual.<\/p>\n<p><strong>Incongru\u00eancia em como identificar e atender as necessidades de reabilita\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; text-justify: inter-ideograph; margin: 12.0pt 0cm 12.0pt 0cm;\"><strong>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <\/strong>A import\u00e2ncia de identificar as necessidades dos pacientes ao longo da trajet\u00f3ria do c\u00e2ncer foi estressante. Ainda assim, a falta de estrutura para uma triagem cont\u00ednua das necessidades de reabilita\u00e7\u00e3o foi descrita como uma barreira e faltava consenso sobre a import\u00e2ncia de avaliar as necessidades dos pacientes. Os profissionais de sa\u00fade identificaram sinais de vulnerabilidade como indicadores para necessidades de reabilita\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Identificando sinais de vulnerabilidade<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; text-justify: inter-ideograph; margin: 12.0pt 0cm 12.0pt 0cm;\"><strong>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <\/strong>Baseados em sua experi\u00eancia, os profissionais de sa\u00fade estavam atentos aos sinais de vulnerabilidade. Esses sinais variavam e podiam incluir grupos de pacientes espec\u00edficos, como mulheres mais jovens com filhos, mulheres que estavam sozinhas em sua situa\u00e7\u00e3o ou que pareciam n\u00e3o entender a situa\u00e7\u00e3o. Ao identificar sinais de vulnerabilidade, os participantes ampliaram o entendimento das necessidades dos pacientes. Por exemplo, como uma mulher com crian\u00e7as, informar seus filhos sobre o c\u00e2ncer.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; text-justify: inter-ideograph; margin: 12.0pt 0cm 12.0pt 0cm;\"><strong>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <\/strong>Os participantes descreveram que os enfermeiros nos n\u00edveis b\u00e1sicos estavam melhor posicionados para identificar sinais de vulnerabilidade. Os participantes destacaram que as necessidades dos pacientes variam muito e que os profissionais de sa\u00fade precisam estar atentos e responder \u00e0s necessidades dos pacientes ao longo da trajet\u00f3ria do c\u00e2ncer.<\/p>\n<p><strong>A\u00e7\u00f5es desencadeadas por sinais de vulnerabilidade<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; text-justify: inter-ideograph; margin: 12.0pt 0cm 12.0pt 0cm;\"><strong>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <\/strong>Os participantes descreveram que, quando foram identificados sinais de vulnerabilidade e um paciente foi considerado necessitado de reabilita\u00e7\u00e3o prolongada, isso desencadeou v\u00e1rias a\u00e7\u00f5es. Se as necessidades eram pr\u00e1ticas (por exemplo, quest\u00f5es econ\u00f4micas), psicol\u00f3gicas (por exemplo, ansiedade) ou f\u00edsicas (por exemplo, bra\u00e7o inchado), geralmente havia uma rotina clara de encaminhamento a um assistente social ou fisioterapeuta no n\u00edvel b\u00e1sico de reabilita\u00e7\u00e3o. Por outro lado, se o gatilho se baseava em caracter\u00edsticas pessoais ou comportamentos de sa\u00fade (por exemplo, inatividade, abuso de subst\u00e2ncias), muitas vezes falta uma estrutura para iniciar interven\u00e7\u00f5es de suporte ou encaminhar pacientes para suporte estendido.<\/p>\n<p><strong>Colabora\u00e7\u00e3o abaixo do ideal durante o tratamento do c\u00e2ncer<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; text-justify: inter-ideograph; margin: 12.0pt 0cm 12.0pt 0cm;\"><strong>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <\/strong>Ficou evidente que havia barreiras para a reabilita\u00e7\u00e3o em n\u00edvel organizacional, em termos de falta de colabora\u00e7\u00e3o interprofissional (entre os profissionais de sa\u00fade do mesmo departamento) e interdisciplinar (entre os departamentos).<\/p>\n<p><strong>Colabora\u00e7\u00e3o em equipe interprofissional<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; text-justify: inter-ideograph; margin: 12.0pt 0cm 12.0pt 0cm;\"><strong>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <\/strong> A \u201ccolabora\u00e7\u00e3o interprofissional\u201d era dita como compet\u00eancias profissionais reunidas em uma unidade espec\u00edfica, o que significa que a colabora\u00e7\u00e3o da equipe estava relacionada a uma parte da trajet\u00f3ria do c\u00e2ncer. Foi enfatizado que as discuss\u00f5es interprofissionais sobre casos de pacientes eram importantes para se manter atualizado, aprimorar o conhecimento e garantir que as recomenda\u00e7\u00f5es de reabilita\u00e7\u00e3o fossem v\u00e1lidas e baseadas em evid\u00eancias.<\/p>\n<p><strong>Colabora\u00e7\u00e3o interdisciplinar<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; text-justify: inter-ideograph; margin: 12.0pt 0cm 12.0pt 0cm;\"><strong>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <\/strong>A colabora\u00e7\u00e3o interdisciplinar foi dada como insatisfat\u00f3ria. A colabora\u00e7\u00e3o ineficaz foi descrita como um processo que leva a um risco de tempos de espera prolongados, comunica\u00e7\u00e3o ineficiente e reabilita\u00e7\u00e3o com pouca qualidade. Para possibilitar a reabilita\u00e7\u00e3o ideal, o per\u00edodo de recupera\u00e7\u00e3o deveria ser visto como um processo cont\u00ednuo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; text-justify: inter-ideograph; margin: 12.0pt 0cm 12.0pt 0cm;\"><strong>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <\/strong>Um exemplo da falta de colabora\u00e7\u00e3o entre as disciplinas foi que, apesar da compet\u00eancia no n\u00edvel avan\u00e7ado de reabilita\u00e7\u00e3o, muitos participantes no n\u00edvel b\u00e1sico desconheciam quando encaminhar pacientes. Os participantes disseram que trabalham em um sistema de sa\u00fade em r\u00e1pida mudan\u00e7a em uma \u00e1rea que surgem novas evid\u00eancias, o que dificulta estar atualizado com as evid\u00eancias e os recursos de reabilita\u00e7\u00e3o dispon\u00edveis. Ent\u00e3o, eles expressaram a necessidade de uma ferramenta de apoio que inclu\u00edsse informa\u00e7\u00f5es sobre quais interven\u00e7\u00f5es poderiam ser eficazes para diferentes problemas e informa\u00e7\u00f5es sobre recursos de reabilita\u00e7\u00e3o dispon\u00edveis localmente<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; text-justify: inter-ideograph; margin: 12.0pt 0cm 12.0pt 0cm;\"><strong>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <\/strong>Apesar das iniciativas nacionais para incluir a reabilita\u00e7\u00e3o na trajet\u00f3ria do c\u00e2ncer, o estudo mostra que isso n\u00e3o acontece na Su\u00e9cia. Existem pesquisas sobre o assunto, mas na pr\u00e1tica, a reabilita\u00e7\u00e3o possui suas defici\u00eancias. Al\u00e9m disso, os resultados deste estudo demonstram que os profissionais atuam de forma diferente na reabilita\u00e7\u00e3o, prejudicando sua qualidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; text-justify: inter-ideograph; margin: 12.0pt 0cm 12.0pt 0cm;\"><strong>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <\/strong>O estudo mostra que a reabilita\u00e7\u00e3o \u00e9 organizada com base em indicadores m\u00e9dicos ou relacionados ao tratamento. Necessidades n\u00e3o atendidas e incapacidade foram vistas como fatores importantes para identifica\u00e7\u00e3o da necessidade de reabilita\u00e7\u00e3o prolongada. Profissionais de sa\u00fade enfatizam que prefer\u00eancias individuais, evid\u00eancias e sinais de vulnerabilidade s\u00e3o indicadores importantes para a necessidade de reabilita\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; text-justify: inter-ideograph; margin: 12.0pt 0cm 12.0pt 0cm;\"><strong>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <\/strong>Foi observada no estudo a responsabilidade de identifica\u00e7\u00e3o de mulheres com maiores necessidades pelos profissionais de enfermagem no n\u00edvel b\u00e1sico de reabilita\u00e7\u00e3o. Tamb\u00e9m foi enfatizada a necessidade de uma abordagem multidisciplinar para que seja garantida aten\u00e7\u00e3o \u00e0s diversas necessidades dos pacientes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; text-justify: inter-ideograph; margin: 12.0pt 0cm 12.0pt 0cm;\"><strong>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <\/strong>Portanto, a responsabilidade pela identifica\u00e7\u00e3o de pacientes com necessidades de reabilita\u00e7\u00e3o est\u00e1 no n\u00edvel b\u00e1sico, em que a reabilita\u00e7\u00e3o geralmente n\u00e3o \u00e9 parte integrante. Muitas vezes, faltam estruturas para a triagem e estruturas para encaminhar pacientes para reabilita\u00e7\u00e3o avan\u00e7ada. Para permitir uma recupera\u00e7\u00e3o ideal e individualizada para pacientes com c\u00e2ncer de mama, a reabilita\u00e7\u00e3o precisa ser uma parte integrante da trajet\u00f3ria do c\u00e2ncer e ser executada junto com o diagn\u00f3stico e o tratamento.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>Refer\u00eancia:<\/p>\n<p>M\u00d6LLER, Ulrika Olsson et al. Barriers and facilitators for individualized rehabilitation during breast cancer treatment\u2013a focus group study exploring health care professionals\u2019 experiences. <strong>BMC health services research<\/strong>, v. 20, n. 1, p. 1-9, 2020.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>Trabalho relizado pelas alunas: Karina Sumi Fujito, Let\u00edcia Martins Gaspar e Emily Mills.<\/p>\n<p>Colaboradoras: Sophia Formaggio Sanchez, B\u00e1rbara Motta P.Valente, Patricia Mikawa, Pamela Roder, Mayumi Leticia Hojo e Nathalia Luiza Matias Leite.<\/p>\n<p>Orientadoras:<\/p>\n<p>Enfermeira Maria Antonieta Spinoso Prado<\/p>\n<p>Profa. Dra. Marislei Sanches Panobianco<\/p>\n<p>Profa. Dra. Thais de Oliveira Gozzo<br \/>\n<!--more--><\/p>\n<p>[wpforms id=&#8221;1537&#8243;]<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"","protected":false},"author":779,"featured_media":1713,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":"","_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-1706","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-destaques"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.usp.br\/rema\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1706","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.usp.br\/rema\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.usp.br\/rema\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/rema\/wp-json\/wp\/v2\/users\/779"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/rema\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1706"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/rema\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1706\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1731,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/rema\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1706\/revisions\/1731"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/rema\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1713"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.usp.br\/rema\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1706"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/rema\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1706"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/rema\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1706"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}