{"id":3870,"date":"2023-10-02T10:00:43","date_gmt":"2023-10-02T12:00:43","guid":{"rendered":"https:\/\/sites.usp.br\/revistabalburdia\/?p=3870"},"modified":"2024-01-12T20:41:26","modified_gmt":"2024-01-12T22:41:26","slug":"ensino-medio-um-campo-em-disputa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.usp.br\/revistabalburdia\/ensino-medio-um-campo-em-disputa\/","title":{"rendered":"Ensino M\u00e9dio: um campo em disputa"},"content":{"rendered":"<div id=\"pl-3870\"  class=\"panel-layout\" ><div id=\"pg-3870-0\"  class=\"panel-grid panel-no-style\" ><div id=\"pgc-3870-0-0\"  class=\"panel-grid-cell\" ><div id=\"panel-3870-0-0-0\" class=\"so-panel widget widget_media_image panel-first-child\" data-index=\"0\" ><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"2000\" height=\"600\" src=\"https:\/\/sites.usp.br\/revistabalburdia\/wp-content\/uploads\/sites\/615\/2024\/01\/Modelo-editorial-BALBURDIA-para-o-site.png\" class=\"image wp-image-4222  attachment-full size-full\" alt=\"\" style=\"max-width: 100%; height: auto;\" srcset=\"https:\/\/sites.usp.br\/revistabalburdia\/wp-content\/uploads\/sites\/615\/2024\/01\/Modelo-editorial-BALBURDIA-para-o-site.png 2000w, https:\/\/sites.usp.br\/revistabalburdia\/wp-content\/uploads\/sites\/615\/2024\/01\/Modelo-editorial-BALBURDIA-para-o-site-300x90.png 300w, https:\/\/sites.usp.br\/revistabalburdia\/wp-content\/uploads\/sites\/615\/2024\/01\/Modelo-editorial-BALBURDIA-para-o-site-1024x307.png 1024w, https:\/\/sites.usp.br\/revistabalburdia\/wp-content\/uploads\/sites\/615\/2024\/01\/Modelo-editorial-BALBURDIA-para-o-site-768x230.png 768w, https:\/\/sites.usp.br\/revistabalburdia\/wp-content\/uploads\/sites\/615\/2024\/01\/Modelo-editorial-BALBURDIA-para-o-site-1536x461.png 1536w, https:\/\/sites.usp.br\/revistabalburdia\/wp-content\/uploads\/sites\/615\/2024\/01\/Modelo-editorial-BALBURDIA-para-o-site-400x120.png 400w\" sizes=\"(max-width: 2000px) 100vw, 2000px\" \/><\/div><div id=\"panel-3870-0-0-1\" class=\"so-panel widget widget_media_audio\" data-index=\"1\" ><audio class=\"wp-audio-shortcode\" id=\"audio-3870-1\" preload=\"none\" style=\"width: 100%;\" controls=\"controls\"><source type=\"audio\/mpeg\" src=\"https:\/\/sites.usp.br\/revistabalburdia\/wp-content\/uploads\/sites\/615\/2024\/01\/n.-6-Editorial.mp3?_=1\" \/><source type=\"audio\/mpeg\" src=\"https:\/\/sites.usp.br\/revistabalburdia\/wp-content\/uploads\/sites\/615\/2024\/01\/n.-6-Editorial.mp3?_=1\" \/><a href=\"https:\/\/sites.usp.br\/revistabalburdia\/wp-content\/uploads\/sites\/615\/2024\/01\/n.-6-Editorial.mp3\">https:\/\/sites.usp.br\/revistabalburdia\/wp-content\/uploads\/sites\/615\/2024\/01\/n.-6-Editorial.mp3<\/a><\/audio><\/div><div id=\"panel-3870-0-0-2\" class=\"so-panel widget widget_sow-editor panel-last-child\" data-index=\"2\" ><div\n\t\t\t\n\t\t\tclass=\"so-widget-sow-editor so-widget-sow-editor-base\"\n\t\t\t\n\t\t>\n<div class=\"siteorigin-widget-tinymce textwidget\">\n\t<p style=\"text-align: right;\"><em>Esta \u00e9 a publica\u00e7\u00e3o do editorial do n\u00famero 6 da Revista BALB\u00daRDIA. O n\u00famero 6 completo est\u00e1 dispon\u00edvel para baixar <a href=\"https:\/\/sites.usp.br\/revistabalburdia\/wp-content\/uploads\/sites\/615\/2023\/09\/Revista-BALBURDIA-num-6-set-_2023.pdf\">aqui<\/a>.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">02 de outubro de 2023 | 10:00<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Vivemos em um per\u00edodo marcado pela aus\u00eancia do Estado em rela\u00e7\u00e3o aos servi\u00e7os mais essenciais, e sua consequente mercantiliza\u00e7\u00e3o, o chamado neoliberalismo. Nesse cen\u00e1rio, direitos fundamentais (educa\u00e7\u00e3o, sa\u00fade, trabalho, previd\u00eancia social, lazer, seguran\u00e7a, prote\u00e7\u00e3o \u00e0 maternidade e \u00e0 inf\u00e2ncia e assist\u00eancia aos desamparados) que deveriam ser resguardados pelo Estado, no cumprimento de seus deveres constitucionais, s\u00e3o cooptados por grandes empresas privadas (<\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">holdings<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">).<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Sobretudo no Brasil, a Educa\u00e7\u00e3o se tornou um campo de intensa disputa entre as classes burguesa e trabalhadora. Ao longo de nossa hist\u00f3ria, a burguesia conseguiu impor seu projeto e direcionar os recursos educacionais para atender seus objetivos, formando uma pequena elite intelectual e impedindo o acesso da maior parte da popula\u00e7\u00e3o a este servi\u00e7o. Decorre disto, a dificuldade de universalizar a Educa\u00e7\u00e3o B\u00e1sica e de se erradicar o analfabetismo em nosso pa\u00eds.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">O projeto de universaliza\u00e7\u00e3o da Educa\u00e7\u00e3o B\u00e1sica \u00e9 uma conquista recente, ganhando\u00a0 destaque na agenda pol\u00edtica ap\u00f3s a redemocratiza\u00e7\u00e3o, principalmente com a promulga\u00e7\u00e3o da Constitui\u00e7\u00e3o Federal, de 1988, e a Lei de Diretrizes de Bases, de 1996. Entretanto, \u00e9 somente em 2010 que se estabelece a obrigatoriedade e gratuidade da Educa\u00e7\u00e3o B\u00e1sica para a faixa et\u00e1ria de 4 a 17 anos, por meio da Emenda Constitucional n\u00ba 59\/2009. Esses resultados mostram o esfor\u00e7o da classe trabalhadora de assegurar uma educa\u00e7\u00e3o p\u00fablica e de qualidade, por\u00e9m, desde a gest\u00e3o Temer, h\u00e1 dificuldades no cumprimento dessa meta (conforme apontado nos <\/span><a href=\"https:\/\/media.campanha.org.br\/acervo\/documentos\/Balanco-PNE-2023.pdf\"><span style=\"font-weight: 400;\">indicadores da Meta 3 do Plano Nacional de Educa\u00e7\u00e3o<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">).<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">A disputa pelo Ensino Superior se assemelha a da Educa\u00e7\u00e3o B\u00e1sica. Na maior parte da nossa hist\u00f3ria, h\u00e1 uma aus\u00eancia deste n\u00edvel de ensino, sendo criadas as primeiras escolas superiores ap\u00f3s a vinda da fam\u00edlia real portuguesa para o Brasil. Ao longo dos s\u00e9culos XVIII e XIX, este n\u00edvel de ensino se concentrou em poucas institui\u00e7\u00f5es, tendo uma mudan\u00e7a brusca a partir da d\u00e9cada de 1950. A partir dos anos 1990, entretanto, inicia o processo de privatiza\u00e7\u00e3o do Ensino Superior brasileiro, destacando-se a possibilidade da cria\u00e7\u00e3o de institui\u00e7\u00f5es em diferentes formatos (Universidades, Centros Universit\u00e1rios e Faculdades) no Governo de Fernando Henrique Cardoso (de 1995 a 2002), <\/span><a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=7fUXtlzbTi8&amp;t=74s\"><span style=\"font-weight: 400;\">o que ocasionou um aumento expressivo de Institui\u00e7\u00f5es de Ensino Superior privadas<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Nos Governos de Luiz In\u00e1cio Lula da Silva (de 2003 a 2011), houve um avan\u00e7o na financeiriza\u00e7\u00e3o do Ensino Superior brasileiro, com a abertura do capital, em 2007, de grupos educacionais na Bolsa de Valores. Esta a\u00e7\u00e3o possibilitou a cria\u00e7\u00e3o de grandes conglomerados educacionais fomentados por diversos programas de financiamento p\u00fablico para o setor privado-mercantil, dos quais os principais foram o ProUni e o Fies.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">O fortalecimento desses conglomerados educacionais possibilitou sua inser\u00e7\u00e3o, cada vez mais acentuada, nos \u00faltimos governos, pressionando legisladores e executivos do governo com poder de decis\u00e3o a proporem e votarem em medidas a seu favor e contra a educa\u00e7\u00e3o p\u00fablica universal e de qualidade. Se inicialmente, essas empresas concentram suas garras para o Ensino Superior, com o seu respectivo fortalecimento, voltam a aten\u00e7\u00e3o para a Educa\u00e7\u00e3o B\u00e1sica, setor com potencial lucrativo muito maior. Um dos desdobramentos deste fen\u00f4meno \u00e9 a institucionaliza\u00e7\u00e3o da reforma do Ensino M\u00e9dio, Lei n\u00ba 13.415\/2017, pelo governo golpista de Michel Temer, e a progressiva implementa\u00e7\u00e3o do Novo Ensino M\u00e9dio (NEM), do qual o estado de S\u00e3o Paulo \u00e9 pioneiro.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Tal reforma concentra os esfor\u00e7os de mudan\u00e7a no curr\u00edculo, alegando que a sua rigidez nas disciplinas tradicionais \u00e9 o motivo do desinteresse e do fracasso da juventude na escola. Assim, o curr\u00edculo deveria ser reformulado, de forma a incluir tamb\u00e9m a possibilidade de escolha dos jovens de estudarem o que quisessem nos chamados Itiner\u00e1rios Formativos. Essas mudan\u00e7as criam a ilus\u00e3o de melhoria, pois, de fato, precarizam ainda mais a educa\u00e7\u00e3o, principalmente das escolas p\u00fablicas, e ampliam as desigualdades educacionais do pa\u00eds. Ainda, abrem margem para a cria\u00e7\u00e3o de materiais e cursos espec\u00edficos para capacita\u00e7\u00e3o de professores por parte dessas empresas educacionais.\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Enquanto setores privados da Educa\u00e7\u00e3o orientam pol\u00edticas p\u00fablicas para o Ensino M\u00e9dio, reivindica\u00e7\u00f5es hist\u00f3ricas das(os) profissionais da Educa\u00e7\u00e3o e de pesquisadoras(es) da \u00e1rea s\u00e3o ignoradas, entre elas: a melhoria na infraestrutura das escolas de todo o pa\u00eds; a amplia\u00e7\u00e3o das oportunidades de forma\u00e7\u00e3o inicial e continuada docente e a valoriza\u00e7\u00e3o salarial e de condi\u00e7\u00f5es de trabalho dos profissionais da educa\u00e7\u00e3o.\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Essas constata\u00e7\u00f5es, os estudos e as viv\u00eancias em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 Educa\u00e7\u00e3o B\u00e1sica fomentaram a delimita\u00e7\u00e3o do nosso novo n\u00famero da Revista BALB\u00daRDIA, que abordar\u00e1 o tema <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Ensino M\u00e9dio: um campo em disputa<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">. Al\u00e9m dos textos tem\u00e1ticos, esse n\u00famero conta com diversos outros textos organizados ao longo das se\u00e7\u00f5es da Revista: Texto de Divulga\u00e7\u00e3o Cient\u00edfica, Espa\u00e7o Aberto, Espa\u00e7o do Egresso, Espa\u00e7o do Docente, Divulga\u00e7\u00e3o de Grupos de Pesquisa, BALB\u00daRDIA Indica e BALB\u00daRDIA Informa.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Na se\u00e7\u00e3o Homenagem, recolhemos e apresentamos relatos dos professores de Ci\u00eancias (Qu\u00edmica, F\u00edsica e Biologia) acerca dos impactos da Implementa\u00e7\u00e3o do Novo Ensino M\u00e9dio e da onda de viol\u00eancia da escola que vem se tornando mais comum na realidade brasileira. <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">In memorian<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> a Elisabeth Tenreiro, professora de Ci\u00eancias da Zona Oeste de S\u00e3o Paulo, v\u00edtima da coopta\u00e7\u00e3o de jovens pelas ideologias da extrema-direita que promove o terror nas escolas brasileiras.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Para enriquecer o debate, nas pr\u00f3ximas p\u00e1ginas s\u00e3o apresentadas duas entrevistas. Na primeira entrevista, o professor e pesquisador Fernando C\u00e1ssio (UFABC) destaca a naturaliza\u00e7\u00e3o da desigualdade e o cerceamento do direito \u00e0 educa\u00e7\u00e3o gratuita ocasionados pelo NEM. J\u00e1 na segunda entrevista, o professor, militante da Educa\u00e7\u00e3o e Deputado Federal Tarc\u00edsio Motta menciona os desafios e as limita\u00e7\u00f5es do NEM, al\u00e9m de desvelar sobre o que \u00e9 preciso para realizar uma verdadeira reforma na Educa\u00e7\u00e3o B\u00e1sica brasileira. Ambos os docentes se colocam contra a Reforma e destacam a necessidade de sua revoga\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">No Espa\u00e7o do Docente somos contemplados com a contribui\u00e7\u00e3o da Prof.\u00aa Dra. Maria Regina Dubeux Kawamura, a qual desenvolve um texto reflexivo sobre a rela\u00e7\u00e3o com o Novo Ensino M\u00e9dio, a import\u00e2ncia do curr\u00edculo e seus impactos na forma\u00e7\u00e3o das novas gera\u00e7\u00f5es. A partir de perguntas norteadoras, Kawamura tece questionamentos e elabora\u00e7\u00f5es te\u00f3ricas, fruto de d\u00e9cadas de estudo, pesquisa e reflex\u00e3o sobre a Educa\u00e7\u00e3o em nosso pa\u00eds. Ao final do texto, ela tamb\u00e9m recomenda diversas obras para quem quiser se aprofundar no tema.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">A se\u00e7\u00e3o Espa\u00e7o Aberto conta com dois textos que contemplam a tem\u00e1tica deste n\u00famero. Preocupados com as consequ\u00eancias do NEM na educa\u00e7\u00e3o paulista, um grupo de estudantes, professores e pesquisadores fundaram o Observat\u00f3rio Paulista de Ensino de Ci\u00eancias (OPEC), um coletivo que se destina a estudar e monitorar a Educa\u00e7\u00e3o B\u00e1sica, principalmente na rede estadual e municipal de ensino. Nesta edi\u00e7\u00e3o, h\u00e1 uma carta de funda\u00e7\u00e3o do grupo, seus objetivos, alguns dos resultados obtidos e um convite, para o p\u00fablico interessado, para integrar esta comunidade. A intensifica\u00e7\u00e3o da desigualdade como resultado do NEM tamb\u00e9m foi identificado pela professora e p\u00f3s-graduanda Anike Arnaud, que se dedicou, nos \u00faltimos quatro anos, de 2019 at\u00e9 2023, a compreender como as pol\u00edticas curriculares do NEM se materializam na pr\u00e1tica e no cotidiano escolar paulista. O texto sintetiza seu estudo, suas viv\u00eancias e reflex\u00f5es sobre o NEM.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">A Educa\u00e7\u00e3o sempre foi e sempre ser\u00e1 um campo em disputa. Para conseguirmos arrancar conquistas do Estado \u00e9 necess\u00e1rio que estudantes, professores, educadores, ativistas e simpatizantes se organizem em coletivos em prol de uma educa\u00e7\u00e3o escolar p\u00fablica, gratuita, laica, de qualidade e socialmente referenciada. N\u00e3o podemos esmaecer, ainda \u00e9 poss\u00edvel revogar o NEM, a t\u00edtulo de exemplo mencionamos o <\/span><a href=\"https:\/\/campanha.org.br\/noticias\/2023\/05\/17\/projeto-de-lei-substitui-novo-ensino-medio-por-modelo-do-direito-a-educacao\/\"><span style=\"font-weight: 400;\">Projeto de Lei 2601\/2023<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> que visa alterar a Lei de Diretrizes e Bases da Educa\u00e7\u00e3o Nacional, revogando a Reforma do Ensino M\u00e9dio e apresentando um modelo considerado coerente com o direito \u00e0 educa\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Boa leitura!<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Balbudie-se!<\/span><\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Refer\u00eancia:<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">C\u00c1SSIO, Fernando (Org.). <\/span><b>Educa\u00e7\u00e3o contra a barb\u00e1rie<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">: por escolas democr\u00e1ticas e pela liberdade de ensinar. S\u00e3o Paulo: Boitempo, 2019.<\/span><\/p>\n<\/div>\n<\/div><\/div><\/div><\/div><\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Esta \u00e9 a publica\u00e7\u00e3o do editorial do n\u00famero 6 da Revista BALB\u00daRDIA. O n\u00famero 6 completo est\u00e1 dispon\u00edvel para baixar aqui. 02 de outubro de 2023 | 10:00 Vivemos em um per\u00edodo marcado pela aus\u00eancia do Estado em rela\u00e7\u00e3o aos servi\u00e7os mais essenciais, e sua consequente mercantiliza\u00e7\u00e3o, o chamado neoliberalismo. Nesse cen\u00e1rio, direitos fundamentais (educa\u00e7\u00e3o,<a href=\"https:\/\/sites.usp.br\/revistabalburdia\/ensino-medio-um-campo-em-disputa\/\">[&#8230;]<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1179,"featured_media":3902,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":"","_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[78,82],"tags":[],"class_list":["post-3870","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-editorial","category-numero-6"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.usp.br\/revistabalburdia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3870","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.usp.br\/revistabalburdia\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.usp.br\/revistabalburdia\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/revistabalburdia\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1179"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/revistabalburdia\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3870"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/revistabalburdia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3870\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4223,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/revistabalburdia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3870\/revisions\/4223"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/revistabalburdia\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3902"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.usp.br\/revistabalburdia\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3870"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/revistabalburdia\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3870"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/revistabalburdia\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3870"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}