{"id":888,"date":"2018-09-17T09:52:31","date_gmt":"2018-09-17T12:52:31","guid":{"rendered":"http:\/\/sites.usp.br\/rpp\/?p=888"},"modified":"2018-10-23T17:07:09","modified_gmt":"2018-10-23T20:07:09","slug":"historico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.usp.br\/rpp\/historico\/","title":{"rendered":"Hist\u00f3rico"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Hist\u00f3rico do Departamento de Puericultura e Pediatria<\/p>\n<p>Jos\u00e9 Romano Santoro<\/p>\n<p>Docente Aposentado FMRP-USP<\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<p>No in\u00edcio de 1956, aceitando o convite do Prof. Zeferino Vaz, diretor da ent\u00e3o rec\u00e9m-criada Faculdade de Medicina de Ribeir\u00e3o Preto, o Prof. Jacob Renato Woiski organizou o Departamento de Puericultura e Pediatria. Com esp\u00edrito inovador, prop\u00f4s altera\u00e7\u00f5es em posi\u00e7\u00f5es tradicionais da estrutura curricular, vigente na \u00e9poca, no ensino m\u00e9dico, com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 Pediatria, estabeleceu 4 pontos b\u00e1sicos e organizou o ensino da Pediatria na nova faculdade:<\/p>\n<p>A Pediatria deveria estar integrada ao ensino das \u2028outras mat\u00e9rias do curr\u00edculo, merecendo maior destaque do que at\u00e9 aqui vinha tendo, mas sem o objetivo imediato da forma\u00e7\u00e3o de especialistas. Deveria contribuir para a forma\u00e7\u00e3o m\u00e9dica, revelando ao estudante os aspectos desta fase da evolu\u00e7\u00e3o humana e dos reflexos na vida adulta. O programa de Pediatria, ent\u00e3o elaborado, atendia a esta proposta.<br \/>\nA Pediatria deveria contribuir, principalmente, para o desenvolvimento da mentalidade da medicina preventiva, sem, contudo, descurar do ensino da medicina curativa.<br \/>\nA Pediatria deveria incutir no esp\u00edrito do estudante a ideia da medicina integral, interpretando os casos concretos \u00e0 luz de todos os fatores que pudessem ter influenciado sua determina\u00e7\u00e3o e sua evolu\u00e7\u00e3o.<br \/>\nA Pediatria deveria merecer o tratamento de mat\u00e9ria b\u00e1sica do ciclo cl\u00ednico.<br \/>\nEm relat\u00f3rio apresentado ao V Congresso Pan-americano de Pediatria, em Lima, Peru, em 1957, escreveu o Prof. Woiski: \u201c&#8230;A Pediatria n\u00e3o pode ser considerada como uma \u00fanica especialidade. Ela \u00e9 um conjunto de especialidades que abrange toda a medicina na inf\u00e2ncia. Ainda mais, a Pediatria, nos seus aspectos mais comuns e mais gerais, deve ser bagagem cultural de todos aqueles que se formam em medicina\u201d.<\/p>\n<p>Esses 4 pontos b\u00e1sicos definiam a posi\u00e7\u00e3o inovadora para a Pediatria na Faculdade de Medicina.<\/p>\n<p>No in\u00edcio da vida do Departamento de Pediatria, solenidade marcante foi a aula inaugural do curso, em mar\u00e7o de 1956, dada pelo Prof. Pedro de Alc\u00e2ntara, ent\u00e3o catedr\u00e1tico de Pediatria da Faculdade de Medicina da Universidade de S\u00e3o Paulo, em S\u00e3o Paulo, com quem o Prof. Woiski havia trabalhado e, depois, substitu\u00eddo no Departamento de Pediatria da Escola Paulista de Medicina. A sess\u00e3o solene foi presidida pelo Diretor da Faculdade, Prof. Zeferino Vaz e se realizou no ent\u00e3o antigo \u201cteatro\u201d, localizado nos fundos do pr\u00e9dio central da Faculdade de Medicina, local que, anos mais tarde, foi reformado e ocupado por se\u00e7\u00f5es administrativas da faculdade e por laborat\u00f3rios.<\/p>\n<p>O IN\u00cdCIO DA VIDA DO DEPARTAMENTO: ADAPTA\u00c7\u00d5ES E IMPROVISA\u00c7\u00d5ES<br \/>\nEm seu memorial apresentado, em 1966, ao concurso para a c\u00e1tedra de Pediatria, em Ribeir\u00e3o Preto, o Prof. Woiski relata o in\u00edcio da vida do departamento. As disponibilidades de espa\u00e7o eram pequenas, exigindo adapta\u00e7\u00f5es e, tamb\u00e9m, improvisa\u00e7\u00f5es. \u201cNo in\u00edcio do curso, diz o Prof. Woiski, cont\u00e1vamos s\u00f3 com o ambulat\u00f3rio localizado no primeiro pr\u00e9dio onde funcionou a Faculdade, na rua Visconde de Inha\u00fama, ao lado da Catedral (Figura 1), hoje demolido. T\u00ednhamos, a minha secretaria, 2 salas para consultas com 2 mesas cada e 1 sala de aula na parte da frente com capacidade para mais ou menos 20 alunos. Ali atend\u00edamos \u00e0s tardes, nas segundas, quartas e sextas-feiras, de 12 \u00e0s 16 horas. Pela exiguidade de espa\u00e7o, 2 ou 3 alunos ficavam em cada mesa, orientados pelos assistentes. Na sala de aula, ficava eu com um grupo de 10 ou 12 alunos discutindo um caso. Das 16 \u00e0s 17 horas reuniam-se todos na sala de aula para discutir os problemas observados no dia\u201d. Como a Faculdade ainda n\u00e3o tinha hospital pr\u00f3prio, \u201cconseguimos permiss\u00e3o para, pela manh\u00e3, examinarmos e discutirmos os casos internados na Enfermaria de Pediatria da Santa Casa de Ribeir\u00e3o Preto. Em instala\u00e7\u00f5es muito prec\u00e1rias, havia s\u00f3 crian\u00e7as acima de 1 ano com processos, em geral prolongados de diarreia e desnutri\u00e7\u00e3o. S\u00f3 pod\u00edamos examin\u00e1-las e discutir os achados, sem acesso ao tratamento e conduta a tomar. De qualquer forma, isto vinha dar boa pr\u00e1tica aos alunos\u201d.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/sites.usp.br\/rpp\/wp-content\/uploads\/sites\/415\/2018\/09\/image09.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-962\" src=\"http:\/\/sites.usp.br\/rpp\/wp-content\/uploads\/sites\/415\/2018\/09\/image09-300x205.png\" alt=\"\" width=\"488\" height=\"333\" data-id=\"962\" srcset=\"https:\/\/sites.usp.br\/rpp\/wp-content\/uploads\/sites\/415\/2018\/09\/image09-300x205.png 300w, https:\/\/sites.usp.br\/rpp\/wp-content\/uploads\/sites\/415\/2018\/09\/image09-768x524.png 768w, https:\/\/sites.usp.br\/rpp\/wp-content\/uploads\/sites\/415\/2018\/09\/image09-1024x699.png 1024w, https:\/\/sites.usp.br\/rpp\/wp-content\/uploads\/sites\/415\/2018\/09\/image09-400x273.png 400w, https:\/\/sites.usp.br\/rpp\/wp-content\/uploads\/sites\/415\/2018\/09\/image09.png 1210w\" sizes=\"auto, (max-width: 488px) 100vw, 488px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Figura 1. Primeiro pr\u00e9dio onde funcionou a FMRP-USP, na Rua Visconde de Inha\u00fama, ao lado da Catedral.<\/p>\n<p>O HOSPITAL DAS CL\u00cdNICAS<\/p>\n<p>Continua o Prof. Woiski em seu depoimento hist\u00f3rico: \u201cS\u00f3 no segundo semestre de 1956, pelos esfor\u00e7os do Dr. Paulo Gomes Romeu na instala\u00e7\u00e3o do Hospital Maternidade Sinh\u00e1 Junqueira, (transformado no Hospital das Cl\u00ednicas da Faculdade) gra\u00e7as \u00e0 colabora\u00e7\u00e3o do Dr. Waldemar Pessoa, conselheiro da Funda\u00e7\u00e3o \u201cCel. Quito Junqueira\u201d que era a respons\u00e1vel pela constru\u00e7\u00e3o do Hospital Maternidade \u201cSinh\u00e1 Junqueira\u201d, passamos a ter 3 enfermarias com total de 12 leitos, no 1o. andar do novo Hospital. Ao mesmo tempo obtivemos, tamb\u00e9m, 12 a 16 ber\u00e7os para o ber\u00e7\u00e1rio\u201d. Realmente, in\u00edcio dif\u00edcil. Por esta raz\u00e3o, as doa\u00e7\u00f5es eram importantes. Em seu depoimento, o Prof. Woiski afirma que: \u201c&#8230;.em seu in\u00edcio o Departamento recebeu dota\u00e7\u00e3o da Funda\u00e7\u00e3o Rockefeller, dos Estados Unidos, tornando poss\u00edvel a aquisi\u00e7\u00e3o dos primeiros equipamentos (projetor de slides, craveiras para enfermaria e ambulat\u00f3rio). Depois, a Funda\u00e7\u00e3o de Pesquisas M\u00e9dicas de Ribeir\u00e3o Preto (FUPEME), criada naquela ocasi\u00e3o e tendo \u00e0 frente o Dr. Oswaldo Scatena, concedeu dota\u00e7\u00f5es \u00e0 Faculdade o que permitiu novas aquisi\u00e7\u00f5es e in\u00edcio das primeiras pesquisas. No decorrer dos anos seguintes, a Companhia Nestl\u00e9, em v\u00e1rias oportunidades, fez tamb\u00e9m doa\u00e7\u00f5es importantes de equipamentos de laborat\u00f3rio ao Departamento\u201d.<\/p>\n<p>J\u00e1 nos primeiros anos de funcionamento do HC, come\u00e7aram as reformas para melhor atender \u00e0s necessidades n\u00e3o s\u00f3 administrativas, mas, tamb\u00e9m, de assist\u00eancia e de ensino. Basta dizer que a primeira sala destinada \u00e0s reuni\u00f5es cl\u00ednicas e clinico-patol\u00f3gicas, reunindo professores e alunos de v\u00e1rias s\u00e9ries, ficava logo \u00e0 entrada do Hospital das Cl\u00ednicas e tinha mais ou menos 60 metros quadrados. E era a \u00fanica. Assim, por essa e outras raz\u00f5es, nova constru\u00e7\u00e3o se inicia no terreno de fundo do Hospital das Cl\u00ednicas, na rua Quintino Bocai\u00fava, com 6 andares. Na parte t\u00e9rrea do novo pr\u00e9dio, foi constru\u00eddo, tamb\u00e9m, anfiteatro com mais de 200 lugares e, ainda, espa\u00e7o para todos os ambulat\u00f3rios. O Departamento de Pediatria passou a ocupar o 3o. andar, compreendendo sala para a chefia, sala para os assistentes, sala para reuni\u00f5es, enfermarias com, mais ou menos, 30 leitos e o ber\u00e7\u00e1rio. Mas, ainda pela exiguidade de espa\u00e7o, os ambulat\u00f3rios de Pediatria funcionavam somente \u00e0s ter\u00e7as e quintas-feiras \u00e0s tardes, das 14 \u00e0s 17 h. Outros departamentos tamb\u00e9m necessitavam de mais espa\u00e7o. Por isso, as reformas continuaram. Novos ambulat\u00f3rios s\u00e3o, ent\u00e3o, constru\u00eddos no terreno do antigo semin\u00e1rio, localizado no quarteir\u00e3o delimitado pelas ruas Bernardino de Campos, Rui Barbosa, Sete de Setembro e Garibaldi, ao lado do Hospital das Cl\u00ednicas, adquirido pelo Governo do Estado. Ali foi levantada constru\u00e7\u00e3o emergencial, para abrigar os ambulat\u00f3rios do HC. Eram os chamados ambulat\u00f3rios das Mangueiras, em virtude das v\u00e1rias \u00e1rvores dessa esp\u00e9cie ali existentes. Nessa ocasi\u00e3o, os ambulat\u00f3rios de Pediatria passaram a funcionar diariamente, nos 2 per\u00edodos do dia. O pr\u00e9dio do antigo semin\u00e1rio foi, pelo menos parcialmente, ocupado por alguns departamentos e pela administra\u00e7\u00e3o do HC. Mas, em 1991, pela inseguran\u00e7a que apresentava, foi decidida a demoli\u00e7\u00e3o do velho pr\u00e9dio. Muitos anos depois, na primeira metade da d\u00e9cada de 80, foi decidida a ocupa\u00e7\u00e3o do referido quarteir\u00e3o com um projeto avan\u00e7ado, que resultou em um moderno Centro de Conven\u00e7\u00f5es a servi\u00e7o da comunidade.<\/p>\n<p>A constru\u00e7\u00e3o do anexo ao Hospital das Cl\u00ednicas, na rua Quintino Bocai\u00fava, anteriormente referido, al\u00e9m de dar instala\u00e7\u00f5es mais amplas para o Departamento de Pediatria e tamb\u00e9m para outros, deu, ainda espa\u00e7o, relativamente amplo, para que a Pediatria tivesse, em todo o 6o andar, seu pr\u00f3prio laborat\u00f3rio de microt\u00e9cnicas que, antes, funcionava em pequeno espa\u00e7o do Laborat\u00f3rio Central do Hospital, no 2o andar.<\/p>\n<p>No final da d\u00e9cada de 60, decidiu-se construir, na Fazenda Monte Alegre, nas imedia\u00e7\u00f5es do pr\u00e9dio Central da Faculdade de Medicina, um novo Hospital das Cl\u00ednicas. A constru\u00e7\u00e3o foi iniciada, por\u00e9m paralisada por v\u00e1rios anos e, depois, retomada, sendo inauguradas as novas instala\u00e7\u00f5es em 1978. O Departamento de Pediatria se instalou em todo o 7o andar dos 2 blocos que formam o conjunto do pr\u00e9dio. As enfermarias est\u00e3o no bloco maior e a administra\u00e7\u00e3o, a biblioteca, as salas de docentes, salas para aula e de reuni\u00f5es com alunos da gradua\u00e7\u00e3o e da p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o ficam no bloco menor. Somente o ber\u00e7\u00e1rio n\u00e3o ficou no 7o andar, mas foi instalado ao lado do Centro Obst\u00e9trico, localizado na parte t\u00e9rrea, e no 8o andar, onde foi instalado o alojamento conjunto, 2 enfermarias para rec\u00e9m-nascidos a termo e 1 para pr\u00e9-termos.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/sites.usp.br\/rpp\/wp-content\/uploads\/sites\/415\/2018\/09\/image06.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-963\" src=\"http:\/\/sites.usp.br\/rpp\/wp-content\/uploads\/sites\/415\/2018\/09\/image06-300x166.png\" alt=\"\" width=\"454\" height=\"251\" data-id=\"963\" srcset=\"https:\/\/sites.usp.br\/rpp\/wp-content\/uploads\/sites\/415\/2018\/09\/image06-300x166.png 300w, https:\/\/sites.usp.br\/rpp\/wp-content\/uploads\/sites\/415\/2018\/09\/image06-768x424.png 768w, https:\/\/sites.usp.br\/rpp\/wp-content\/uploads\/sites\/415\/2018\/09\/image06-1024x566.png 1024w, https:\/\/sites.usp.br\/rpp\/wp-content\/uploads\/sites\/415\/2018\/09\/image06-400x221.png 400w, https:\/\/sites.usp.br\/rpp\/wp-content\/uploads\/sites\/415\/2018\/09\/image06.png 1345w\" sizes=\"auto, (max-width: 454px) 100vw, 454px\" \/><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Figura 2. Hospital das Cl\u00ednicas da Faculdade de Medicina de Ribeir\u00e3o Preto da USP &#8211; Campus 2001. Docentes do DPP e Equipe Multiprofissional.<\/p>\n<p>O INDIGENTE<br \/>\nA Pediatria e todos os departamentos cl\u00ednicos e cir\u00fargicos do Hospital das Cl\u00ednicas, durante v\u00e1rios anos, receberam e trataram indigentes, isto \u00e9, pessoas muito carentes e sem assist\u00eancia m\u00e9dica previdenci\u00e1ria. Esse atendimento era feito, anteriormente, pelas Santas Casas de Miseric\u00f3rdia. Aqui em Ribeir\u00e3o Preto, com a cria\u00e7\u00e3o da Faculdade de Medicina e constru\u00e7\u00e3o do Hospital das Cl\u00ednicas, os indigentes passaram a ser atendidos tamb\u00e9m pelo Hospital das Cl\u00ednicas, embora a Santa Casa de Miseric\u00f3rdia local continuasse o seu atendimento. O atendimento ao indigente permitia o trabalho docente assistencial e de pesquisa da Faculdade de Medicina nos 3 n\u00edveis de atendimento, prim\u00e1rio, secund\u00e1rio e terci\u00e1rio e beneficiava a classe social menos favorecida.<\/p>\n<p>No Hospital das Cl\u00ednicas, o rigor do atendimento somente ao indigente, era aceito com restri\u00e7\u00f5es pelos docentes. Criou-se, ent\u00e3o, uma justificativa para ser poss\u00edvel o atendimento a outras pessoas, n\u00e3o indigentes, sem ferir as normas do hospital: era o atendimento por interesse cient\u00edfico. O docente podia solicitar o registro, alegando esse motivo: interesse cient\u00edfico. O paciente, por sua vez, devia concordar com a rotina dos procedimentos do hospital-escola. Esses procedimentos s\u00e3o mantidos at\u00e9 hoje. Cada paciente conta seus problemas na primeira consulta e, depois, \u00e9 solicitado pelos novos estagi\u00e1rios (m\u00e9dicos residentes, internos e alunos) a repetir suas hist\u00f3rias relatadas \u00e0 interna\u00e7\u00e3o. Por outro lado, as discuss\u00f5es, quando se faziam em torno do leito, eram ouvidas pelos pacientes, que acabavam memorizando diagn\u00f3sticos, condutas e at\u00e9 previs\u00e3o de alta. A Pediatria estava dentro de tal contexto. Muitas crian\u00e7as, as maiores, sabiam, ent\u00e3o, dizer aos novos estudantes ou aos residentes que chegavam o problema que tinham. De tanto ouvir, era natural que soubessem dizer muito bem seus problemas. Uma crian\u00e7a, por exemplo, que permanecia internada por quest\u00e3o social s\u00e9ria, sabia explicar que apresentava \u201cuma estenose c\u00e1ustica do es\u00f4fago por ingest\u00e3o acidental de soda c\u00e1ustica\u201d. Numa visita di\u00e1ria que os estagi\u00e1rios da Pediatria faziam aos internados nas enfermarias, um garoto dos seus 8 ou 9 anos, internado por problemas nutricional e gastrointestinal, ouviu a discuss\u00e3o. Terminada esta, quando todos se retiravam, chamou o respons\u00e1vel pela enfermaria e perguntou: \u201cOh tio (querendo exprimir tristeza), agora que eu estou comendo carne, o senhor vai me dar alta?\u201d Muitas hist\u00f3rias, tristes hist\u00f3rias&#8230;<\/p>\n<p>Nas d\u00e9cadas de 50 e 60, o atendimento \u00e0 popula\u00e7\u00e3o trabalhadora era feito pelo INPS. Alguns sindicatos tinham seus pr\u00f3prios postos de atendimento m\u00e9dico, como os banc\u00e1rios, os comerci\u00e1rios, os industri\u00e1rios e outros. Depois veio INAMPS, que assumiu todo esse atendimento e os sindicatos fecharam seus postos. No Hospital das Cl\u00ednicas, o rigor do atendimento somente ao indigente era aceito com restri\u00e7\u00f5es pelos docentes.<\/p>\n<p>O respeito e o agradecimento ao indigente, nesse per\u00edodo, nunca foram esquecidos. Ao contr\u00e1rio, eram sempre lembrados, todos os anos, nos convites de formatura, onde os doutorandos davam especial destaque \u00e0 homenagem de agradecimento ao indigente. E \u00e9 este, tamb\u00e9m, o objetivo desta refer\u00eancia hist\u00f3rica, aqui feita: uma homenagem ao indigente das primeiras d\u00e9cadas de funcionamento do Hospital das Cl\u00ednicas. Com a implanta\u00e7\u00e3o do Sistema \u00danico de Sa\u00fade, no final da d\u00e9cada de 80, a sa\u00fade passou a ser direito de todos, indistintamente, estendendo-se, assim, a todos o atendimento ambulatorial, hospitalar e medicamentoso.<\/p>\n<p>TEMPO INTEGRAL COM DEDICA\u00c7\u00c3O EXCLUSIVA &#8211; O PRIMEIRO CORPO DOCENTE DO DEPARTAMENTO DE PEDIATRIA<br \/>\nNa organiza\u00e7\u00e3o da nova Faculdade de Medicina, o Prof. Zeferino Vaz inovou, exigindo que todo o pessoal docente fosse contratado em tempo integral, com dedica\u00e7\u00e3o exclusiva. Foi a primeira Escola de Medicina da Am\u00e9rica do Sul que adotou essa medida.<\/p>\n<p>Em 1956, foram contratados os primeiros assistentes, convidados pelo Prof. Woiski. Assim, passaram a trabalhar com ele, vindos da Escola Paulista de Medicina, Ol\u00edvio Paulus Junior, Gilberto Arantes, Abr\u00e3o Berezim e Luiz Scatena. Tamb\u00e9m veio de S\u00e3o Paulo para ser o primeiro residente do novo departamento, Norberto de Oliveira, rec\u00e9m-formado pela Escola Paulista de Medicina. Ap\u00f3s um ano de resid\u00eancia, tamb\u00e9m foi contratado assistente. Com a formatura da 1a. turma de m\u00e9dicos, em 1957, Jo\u00e3o Romera, ent\u00e3o rec\u00e9m-formado, tornava-se um dos residente e depois assistente. No ano seguinte, em 1958, Carlos El\u00edseo de Castro Corr\u00eaa formava-se, e se tornava residente e depois assistente. Estava, assim, formada a primeira equipe de assistentes do Departamento de Pediatria. Entretanto, durante o ano de 1961, com exce\u00e7\u00e3o de Carlos El\u00edseo Castro Corr\u00eaa, todos os demais assistentes foram, um a um, solicitando demiss\u00e3o. Assim, j\u00e1 no final de 1961, o Prof. Woiski teve que organizar novo corpo docente. Convida, ent\u00e3o, para serem seus novos assistentes, os residentes do ano. Todos aceitaram e foram contratados no in\u00edcio de 1962. Foram eles: Edgard Rolando, Luiz Gonzaga Faggioni, Luiz Carlos Raya e Sylvia Evelyn Hering. Tamb\u00e9m foi convidado e contratado, na mesma ocasi\u00e3o, Jos\u00e9 Romano Santoro que era assistente do Departamento de Medicina Legal e do Trabalho, mas que estava fazendo est\u00e1gio, em 1961, na Pediatria. Formou-se, ent\u00e3o, o 2o. corpo docente do departamento. Outros ex-alunos e ex-residentes foram contratados a partir de 1964. Destacamos aqui, apenas Edgard Ach\u00ea, Pl\u00ednio Aidar Paiva e Maria do Ros\u00e1rio Leme Brasil. Os 2 primeiros solicitaram demiss\u00e3o alguns anos depois. A Dra. Maria do Ros\u00e1rio, chamada afetivamente de Dra. Daia, qualificou-se em mestrado e doutorado, desenvolveu, com o Dr. Collares, a Gastroenterologia e a Nutri\u00e7\u00e3o, mantendo, no ambulat\u00f3rio, atendimento aos pacientes recuperados da desnutri\u00e7\u00e3o. V\u00edtima de insidiosa doen\u00e7a, faleceu em 1981.<\/p>\n<p>ENSINO M\u00c9DICO EM COMUNIDADES<br \/>\n5.1. Ambulat\u00f3rio Rural na Fazenda Iracema e Ambulat\u00f3rio na Cidade de C\u00e1ssia dos Coqueiros<\/p>\n<p>Em 1955, quando a 1a. turma de estudantes da Faculdade de Medicina iniciou os chamados cursos de aplica\u00e7\u00e3o, ganhou for\u00e7a a proposta que os professores desses cursos vinham discutindo sobre o ensino pr\u00e1tico, tamb\u00e9m fora do Hospital das Cl\u00ednicas, em comunidades. Todos aderiram \u00e0 ideia, pioneira no ensino m\u00e9dico, no Brasil. A bem da verdade, o Prof. Zeferino Vaz, ao planejar, de modo geral, o ensino na nova faculdade, desejava levar os alunos para fora dos muros acad\u00eamicos, na comunidade, atrav\u00e9s de um Centro de Sa\u00fade, que seria criado. Essa ideia n\u00e3o chegou a se concretizar. Mas, com a aprova\u00e7\u00e3o do ensino em comunidades, 2 \u00e1reas foram, ent\u00e3o, escolhidas e os servi\u00e7os instalados. Uma, na Fazenda Iracema, do Dr. Thomaz Alberto Wathelly, onde funcionou o ambulat\u00f3rio rural para adultos e crian\u00e7as. A outra \u00e1rea foi instalada na cidade de C\u00e1ssia dos Coqueiros, onde j\u00e1 havia atendimento a pacientes portadores da mol\u00e9stia de Chagas, pertencentes ao programa de pesquisa, desenvolvido pelo Prof. Jos\u00e9 Lima Pedreira de Freitas, desde a d\u00e9cada de 40 quando era assistente do Departamento de Parasitologia da Faculdade de Medicina de S\u00e3o Paulo. O Prof. Pedreira de Freitas, em meados da d\u00e9cada de 50, tinha aceito o convite para trabalhar no Departamento de Parasitologia da Faculdade de Ribeir\u00e3o Preto e j\u00e1 estava aqui trabalhando, quando foi convidado pelo Prof. Zeferino Vaz para organizar o Departamento de Medicina Preventiva da nova faculdade O Prof. Pedreira de Freitas aderiu ao ensino extramural, em comunidade, e ofereceu as instala\u00e7\u00f5es existentes em C\u00e1ssia dos Coqueiros. O novo servi\u00e7o ambulatorial multidisciplinar foi instalado. A Pediatria participou das 2 novas \u00e1reas de assist\u00eancia\/ensino.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/sites.usp.br\/rpp\/wp-content\/uploads\/sites\/415\/2018\/09\/image10.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-964\" src=\"http:\/\/sites.usp.br\/rpp\/wp-content\/uploads\/sites\/415\/2018\/09\/image10-300x220.png\" alt=\"\" width=\"449\" height=\"329\" data-id=\"964\" srcset=\"https:\/\/sites.usp.br\/rpp\/wp-content\/uploads\/sites\/415\/2018\/09\/image10-300x220.png 300w, https:\/\/sites.usp.br\/rpp\/wp-content\/uploads\/sites\/415\/2018\/09\/image10-768x563.png 768w, https:\/\/sites.usp.br\/rpp\/wp-content\/uploads\/sites\/415\/2018\/09\/image10-1024x751.png 1024w, https:\/\/sites.usp.br\/rpp\/wp-content\/uploads\/sites\/415\/2018\/09\/image10-80x60.png 80w, https:\/\/sites.usp.br\/rpp\/wp-content\/uploads\/sites\/415\/2018\/09\/image10-400x293.png 400w, https:\/\/sites.usp.br\/rpp\/wp-content\/uploads\/sites\/415\/2018\/09\/image10.png 1167w\" sizes=\"auto, (max-width: 449px) 100vw, 449px\" \/><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Figura 3. P\u00e1tio do Hospital das Cl\u00ednicas &#8211; cidade &#8211; em 1963. Da esquerda para a direita Professores Edgard Rolando, Luiz Gonzaga Faggioni, Jos\u00e9 Romano Santoro, Jacob Renato Woiski, Carlos El\u00edseo Castro Correa, Sylvia Evelyn Hering e Luiz Carlos Raya.<\/p>\n<p>5.2. Ambulat\u00f3rio na Usina S\u00e3o Martinho<\/p>\n<p>O ensino m\u00e9dico em comunidades havia entusiasmado o Prof. Woiski. No final da d\u00e9cada de 60, mais precisamente em 1968, o Prof. Woiski, depois de entendimentos com o Dr. Orlando Ometto, diretor-presidente da Usina S\u00e3o Martinho, de A\u00e7\u00facar e \u00c1lcool, S\/A, do munic\u00edpio de Prad\u00f3polis, instalou ambulat\u00f3rio de Pediatria na usina, dando \u00eanfase \u00e0 Puericultura. O ambulat\u00f3rio funcionava \u00e0s ter\u00e7as e quintas-feiras, \u00e0s tardes, com alunos do 5o ano e 1 docente. Os alunos demonstravam grande interesse e aproveitamento. Quando surgiu a primeira vacina contra sarampo, o Laborat\u00f3rio Wellcome, da Inglaterra, doou lote de vacinas ao departamento e cerca de 400 crian\u00e7as foram vacinadas na usina. Diariamente, as crian\u00e7as eram observadas, durante 15 dias, para serem registradas as rea\u00e7\u00f5es que pudessem surgir com a vacina. V\u00e1rias crian\u00e7as apresentaram febre baixa e, destas, algumas tiveram exantema.<\/p>\n<p>5.3. Centro M\u00e9dico Social Comunit\u00e1rio de Vila Lobato<\/p>\n<p>Em 1969, ap\u00f3s entendimentos com o ent\u00e3o Secret\u00e1rio de Sa\u00fade da Prefeitura Municipal de Ribeir\u00e3o Preto, Dr. Ant\u00f4nio Duarte Nogueira, ex-aluno de nossa faculdade, o Prof. Woiski obteve o importante apoio do Prefeito Municipal de Ribeir\u00e3o Preto, Dr. Welson Gasparini, na constru\u00e7\u00e3o de um centro m\u00e9dico em bairro carente da cidade. O bairro escolhido foi o de Vila Lobato, na ocasi\u00e3o, perif\u00e9rico, com in\u00fameros casebres e, praticamente, sem saneamento b\u00e1sico. Assim, foi constru\u00eddo e equipado pela prefeitura o Centro M\u00e9dico Social Comunit\u00e1rio de Vila Lobato, com a aprova\u00e7\u00e3o da Faculdade de Medicina e do Hospital das Cl\u00ednicas, que se tornaram refer\u00eancia para o novo centro. A Escola de Enfermagem de Ribeir\u00e3o Preto, com a diretora Profa. Glete de Alc\u00e2ntara, aderiu e participou do projeto. O atendimento era multidisciplinar: Cl\u00ednica M\u00e9dica, Pediatria, Ginecologia e Obstetr\u00edcia, Medicina Social e Psiquiatria. Participavam do atendimento os docentes de cada \u00e1rea, os residentes dos departamentos e alunos em est\u00e1gio na \u00e1rea. A Escola de Enfermagem fazia todo o atendimento de enfermagem, com docentes e alunas em est\u00e1gio no referido centro m\u00e9dico.<\/p>\n<p>\u00c1 inaugura\u00e7\u00e3o, tomou posse, como diretor, o Prof. J\u00falio Cesar Daneluzzi, da Pediatria, que vem permanecendo no cargo, sem interrup\u00e7\u00e3o, at\u00e9 hoje.<\/p>\n<p>Com o passar do tempo e as naturais mudan\u00e7as nos objetivos de ensino, assist\u00eancia e pesquisa, alguns departamentos deixaram Vila Lobato. Hoje, permanecem apenas os Departamentos de Pediatria e de Ginecologia e Obstetr\u00edcia. Ambos v\u00eam cumprindo o compromisso inicial, assumido, de assist\u00eancia \u00e0 m\u00e3e e \u00e0 crian\u00e7a, dentro da filosofia da Medicina Social. Particularmente, o ensino tem sido beneficiado, porque a assist\u00eancia tem sido feita dentro e fora dali e n\u00e3o se limita aos instantes da consulta. Vai muito al\u00e9m, nas visitas domiciliares, nas reuni\u00f5es de educa\u00e7\u00e3o para a sa\u00fade, nas reuni\u00f5es com as gestantes, para que conhe\u00e7am peculiaridades da gesta\u00e7\u00e3o e do parto, nas aulas de corte e costura, onde preparam os enxovais dos seus beb\u00eas, nas aulas de pintura em tecido, nas reuni\u00f5es com adolescentes, etc., uma verdadeira cl\u00ednica de fam\u00edlia.<\/p>\n<p>H\u00e1, na hist\u00f3ria de Vila Lobato, um fato que precisa ser lembrado. Est\u00e1vamos na \u00e9poca da anistia pol\u00edtica, que o governo militar brasileiro vinha concedendo aos perseguidos pol\u00edticos cassados. O Prof. H\u00e9lio Louren\u00e7o de Oliveira, chefe do Departamento de Cl\u00ednica M\u00e9dica que, na \u00e9poca da revolu\u00e7\u00e3o, era reitor da Universidade de S\u00e3o Paulo e foi injustamente cassado e afastado dela, estava sendo anistiado e retornava ao seu cargo de professor universit\u00e1rio. Queria voltar a trabalhar. Era professor no Departamento de Cl\u00ednica M\u00e9dica, que ele organizara, mas desejava mudar o rumo de suas atividades de professor e pesquisador. Muito provavelmente, pelas antigas liga\u00e7\u00f5es, at\u00e9 hist\u00f3ricas, mantidas com o Prof. Woiski e o Departamento de Pediatria, o Prof. H\u00e9lio procurou o Prof. Santoro, ent\u00e3o, respons\u00e1vel pelo Setor de Pediatria, manifestando seu desejo de desenvolver trabalho m\u00e9dico comunit\u00e1rio. Na \u00e9poca, na Faculdade de Medicina havia 2 \u00e1reas em que a atividade docente assistencial em comunidade funcionava em Ribeir\u00e3o Preto: O Centro M\u00e9dico de Vila Lobato e o Centro de Sa\u00fade-Escola, do Departamento de Medicina Social. O Prof. Santoro, ent\u00e3o, marcou reuni\u00e3o, no Centro de Vila Lobato, com o Prof. J\u00falio e convidou os Profs. Nagib e Juan, ambos da Medicina Social, para participarem. Na reuni\u00e3o, os 2 servi\u00e7os foram colocados \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o do Prof. H\u00e9lio. Depois de, cuidadosamente, justificar, escolheu Vila Lobato. E exp\u00f4s seu plano: desejava ver os pais das crian\u00e7as que iniciavam o atendimento na Puericultura, independentemente de problemas de sa\u00fade. Assim, todos seriam convidados a comparecer, seriam entrevistados e examinados. O trabalho era inovador e come\u00e7ou logo em seguida. Os alunos do 4o. ano, em est\u00e1gio na Puericultura em Vila Lobato, deviam preparar os prontu\u00e1rios, fazer os atendimentos aos pais das crian\u00e7as e discutir, depois, com o Prof. H\u00e9lio toda a observa\u00e7\u00e3o cl\u00ednica. Os detalhes eram muito importantes, porque os examinados se consideravam pessoas saud\u00e1veis. Os alunos, logo que come\u00e7aram a fazer os atendimentos, se entusiasmaram com o novo trabalho, tal a riqueza de conhecimentos que recebiam com a pr\u00e1tica cl\u00ednica e com as discuss\u00f5es feitas com o Prof. H\u00e9lio. Apesar de \u201csaud\u00e1veis\u201d, muitos problemas foram detectados e resolvidos. No ano seguinte, o Prof. H\u00e9lio, j\u00e1 doente, assumia o cargo de Diretor da Faculdade de Medicina, para o qual tinha sido eleito por aclama\u00e7\u00e3o da Congrega\u00e7\u00e3o e foi obrigado a se afastar do atendimento em Vila Lobato. Infelizmente, n\u00e3o teve substituto. Os alunos lamentaram. Esse novo tipo de atendimento dava in\u00edcio a importante mudan\u00e7a na atitude do m\u00e9dico e do servi\u00e7o em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 comunidade, apesar de o atendimento em Vila Lobato ter o car\u00e1ter social-comunit\u00e1rio. Estava mostrando a import\u00e2ncia da reaproxima\u00e7\u00e3o do m\u00e9dico \u00e0 fam\u00edlia do paciente.<\/p>\n<p>O Centro M\u00e9dico Social Comunit\u00e1rio de Vila Lobato tem sido muito \u00fatil ao ensino, \u00e0 pesquisa e \u00e0 assist\u00eancia. \u00c9 importante dizer que muitas disserta\u00e7\u00f5es de mestrado e teses de doutorado t\u00eam sido feitas com a utiliza\u00e7\u00e3o dos prontu\u00e1rios ali existentes.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/sites.usp.br\/rpp\/wp-content\/uploads\/sites\/415\/2018\/09\/image07.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-966\" src=\"http:\/\/sites.usp.br\/rpp\/wp-content\/uploads\/sites\/415\/2018\/09\/image07-300x175.png\" alt=\"\" width=\"477\" height=\"278\" data-id=\"966\" srcset=\"https:\/\/sites.usp.br\/rpp\/wp-content\/uploads\/sites\/415\/2018\/09\/image07-300x175.png 300w, https:\/\/sites.usp.br\/rpp\/wp-content\/uploads\/sites\/415\/2018\/09\/image07-768x447.png 768w, https:\/\/sites.usp.br\/rpp\/wp-content\/uploads\/sites\/415\/2018\/09\/image07-1024x596.png 1024w, https:\/\/sites.usp.br\/rpp\/wp-content\/uploads\/sites\/415\/2018\/09\/image07-400x233.png 400w, https:\/\/sites.usp.br\/rpp\/wp-content\/uploads\/sites\/415\/2018\/09\/image07.png 1310w\" sizes=\"auto, (max-width: 477px) 100vw, 477px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Figura 4. Centro M\u00e9dico Social Comunit\u00e1rio de Vila Lobato &#8211; 2001. Docentes do Departamento de Puericultura e Pediatria &#8211; DPP e Equipe Multiprofissional.<\/p>\n<p>5.4. Pediatria Social &#8211; Josiah Macy Jr. Foundation<\/p>\n<p>No decorrer de 1969, outro entendimento importante para o ensino, pesquisa e assist\u00eancia em Pediatria foi o realizado pelo Prof. Woiski com a Josiah Macy Jr. Foundation, de Nova York, para desenvolver programa de Pediatria Social. Com esse programa, o departamento passou a oferecer est\u00e1gio a m\u00e9dicos rec\u00e9m-formados em escolas do Norte e Nordeste do pa\u00eds, mas, logo depois, estendeu-se, tamb\u00e9m, a m\u00e9dicos formados em escolas do Sul. O entendimento com a funda\u00e7\u00e3o americana foi importante, por causa da dota\u00e7\u00e3o concedida, mas, o mais importante foi o desenvolvimento do atendimento m\u00e9dico dentro de novo conceito, o do social, humanizando o atendimento atrav\u00e9s de rela\u00e7\u00e3o m\u00e9dico-paciente, m\u00e9dico-familiares ou m\u00e9dico-m\u00e3e do paciente, dentro do esp\u00edrito de reciprocidade, facilitando o entendimento da doen\u00e7a, o diagn\u00f3stico e o tratamento. A Pediatria Social e a Medicina Social vieram sugerir ao m\u00e9dico essa nova atitude no atendimento. Por isso \u00e9 que se diz que Pediatria Social \u00e9 atitude. Al\u00e9m disso, a Pediatria Social prop\u00f4s um novo conceito, que considera a crian\u00e7a, em seu todo org\u00e2nico, ps\u00edquico e social, dentro do meio em que vive, dando, assim, valor \u00e0 rela\u00e7\u00e3o paciente e seus circunstantes e \u00e0s condi\u00e7\u00f5es de vida desse grupo.<\/p>\n<p>O Departamento recebeu a dota\u00e7\u00e3o total anual da Macy at\u00e9 1972, passando, depois, a receber apenas parte dela, dividindo o todo com o Departamento de Pediatria da Faculdade de Medicina da Santa Casa de S\u00e3o Paulo, para onde o Prof. Woiski fora trabalhar, assumindo a chefia do Departamento de Pediatria daquela Faculdade, depois de aqui se aposentar, em 1971.<\/p>\n<p>5.5. Novas \u00c1reas de Trabalho<\/p>\n<p>As dificuldades iniciais para o Departamento de Pediatria desenvolver suas atividades de assist\u00eancia, ensino e pesquisa tiveram que ser, aos poucos, vencidas. A maior parte foi superada com a instala\u00e7\u00e3o do primeiro Hospital das Cl\u00ednicas e dos centros comunit\u00e1rios. Para crescer, entretanto, dando maiores oportunidades de treinamento aos estudantes, residentes e docentes, o Prof. Woiski, depois de entendimentos com a Prefeitura Municipal de Ribeir\u00e3o Preto, instalou, no pr\u00e9dio do Pronto-Socorro Municipal, o Pronto-Socorro Infantil com atendimentos ambulatoriais e de interna\u00e7\u00e3o. Em poucos meses, com a aceita\u00e7\u00e3o pela comunidade e crescimento do novo servi\u00e7o, todo o pr\u00e9dio passou a ser ocupado pelo Pronto-Socorro Infantil. Funcionava 24 h, em sistema de plant\u00e3o permanente.<\/p>\n<p>Outra nova \u00e1rea, aberta em 1968, foi a do Hospital Santa Lydia. Era um hospital mantido pela Funda\u00e7\u00e3o Ribeiro Pinto e se destinava ao atendimento de crian\u00e7as com problemas ortop\u00e9dicos. O departamento assumiu o atendimento, transformando-o em hospital geral, infantil. Em certa \u00e9poca, desenvolveu-se l\u00e1 a importante \u00e1rea de tratamento das mol\u00e9stias infecciosas.<\/p>\n<p>Tanto o Pronto-Socorro Infantil como o Hospital Santa Lydia foram assumidos pelo departamento at\u00e9 1978, retirando-se em seguida, em virtude da inaugura\u00e7\u00e3o do novo Hospital das Clinicas, no Campus Universit\u00e1rio e da transforma\u00e7\u00e3o do antigo Hospital das Cl\u00ednicas da cidade em Unidade de Emerg\u00eancia.<\/p>\n<p>5.6. Centro de Sa\u00fade-Escola<\/p>\n<p>Outra \u00e1rea importante para o Departamento de Pediatria foi a do Centro de Sa\u00fade-Escola, localizado no bairro do Ipiranga e coordenado pelo Departamento de Medicina Social. Poucos sabem, mas o Centro de Sa\u00fade-Escola faz parte da hist\u00f3ria do Departamento de Pediatria. Em 1977, um grupo de docentes do departamento, ligados ao atendimento em comunidade, entre eles os Drs. Santoro, Barbieri, Ricco, J\u00falio e Barros, decidiram apresentar \u00e0 Secretaria de Sa\u00fade do Estado um programa de sa\u00fade materna e infantil para a cidade de Ribeir\u00e3o Preto. Era um plano ambicioso, porque visava utilizar todos os postos de sa\u00fade da cidade, pertencentes \u00e0 rede p\u00fablica estadual e ainda instalar outros em \u00e1reas populosas, n\u00e3o assistidas, com o objetivo de dar cobertura ampla ao atendimento materno e infantil, aumentando, assim, as possibilidades de atendimento e evitando concentra\u00e7\u00e3o em alguns postos, como era frequente. O programa proposto era de atendimento \u00e0s gestantes com pr\u00e9-natal e assist\u00eancia ao parto e, depois, atendimento \u00e0 m\u00e3e e \u00e0 crian\u00e7a, logo ap\u00f3s o nascimento e durante seu crescimento, pela Puericultura. Durante todo esse per\u00edodo, a m\u00e3e recebia educa\u00e7\u00e3o para a sa\u00fade. O programa foi posto no papel e levado em m\u00e3os ao Prof. Walter Leser, na \u00e9poca, Secret\u00e1rio Estadual da Sa\u00fade, que ouviu atentamente e manifestou-se favor\u00e1vel a um trabalho dessa natureza, de assist\u00eancia m\u00e9dica e educacional \u00e0s m\u00e3es e a seus filhos, nas pr\u00f3prias comunidades. Prometeu estudar a proposta com seus assessores. Algumas semanas depois, o Prof. Santoro recebeu convite para reuni\u00e3o que seria realizada na Diretoria Regional de Sa\u00fade com a presen\u00e7a de um assessor do Secret\u00e1rio da Sa\u00fade e do Prof. Nagib Haddad, chefe do Departamento de Medicina Social da nossa faculdade. Nessa reuni\u00e3o, o assessor do Secret\u00e1rio da Sa\u00fade apresentou contraproposta: a cria\u00e7\u00e3o de um Centro de Sa\u00fade-Escola, nos moldes do que a Secretaria da Sa\u00fade havia criado e estava j\u00e1 funcionando em Botucatu, com a Faculdade de Medicina, num conv\u00eanio entre a Secretaria e o Departamento de Medicina Social daquela faculdade. Assim, foi criado o Centro de Sa\u00fade-Escola, em Ribeir\u00e3o Preto. O Departamento de Pediatria foi, ent\u00e3o, convidado a participar e vem participando dos programas de atendimento com alunos, residentes e docentes. Considera importante essa participa\u00e7\u00e3o docente-assistencial e de pesquisa.<\/p>\n<p>5.7. Centro M\u00e9dico Social Comunit\u00e1rio de Prad\u00f3polis<\/p>\n<p>Nos \u00faltimos meses de 1971, dentro das propostas da Pediatria Social, o Departamento de Pediatria da Faculdade de Medicina de Ribeir\u00e3o Preto aceitou o convite do Dr. Orlando Ometto, ent\u00e3o Prefeito de Prad\u00f3polis e diretor da Usina S\u00e3o Martinho, de A\u00e7\u00facar e \u00c1lcool S\/A, do mesmo munic\u00edpio, para a Pediatria fazer, tamb\u00e9m, atendimentos m\u00e9dicos, pois a cidade estava sem m\u00e9dico fazia 2 anos. A oferta foi aceita como extens\u00e3o do atendimento que era, j\u00e1, feito na usina. Os atendimentos come\u00e7aram e o interesse da popula\u00e7\u00e3o foi crescente a ponto de o prefeito propor a constru\u00e7\u00e3o de pequeno hospital. \u00c0 primeira vista, a proposta era tentadora, mas, conhecendo j\u00e1 a popula\u00e7\u00e3o e suas necessidades de sa\u00fade, o Departamento de Pediatria convenceu o prefeito de que o mais indicado para a comunidade seria ter um ambulat\u00f3rio, funcionando diariamente para crian\u00e7as, adultos e gestantes, al\u00e9m de um programa continuado de educa\u00e7\u00e3o para a sa\u00fade. As interna\u00e7\u00f5es deviam continuar a ser feitas nos hospitais das cidades vizinhas. A proposta foi aceita e o pr\u00e9dio para o ambulat\u00f3rio foi constru\u00eddo e equipado. At\u00e9 o t\u00e9rmino da constru\u00e7\u00e3o, uma casa foi alugada e adaptada para o atendimento e moradia dos residentes que ali permaneciam durante 1 m\u00eas. Assim, surgiu o Centro M\u00e9dico Social Comunit\u00e1rio de Prad\u00f3polis. O conv\u00eanio com a Universidade de S\u00e3o Paulo foi celebrado em 1974. Nessa \u00e9poca, a cidade, com 5 mil habitantes, j\u00e1 possu\u00eda excelente servi\u00e7o de saneamento b\u00e1sico, pois todas as casas estavam ligadas \u00e0s redes de \u00e1gua e esgoto. Mas, fato importante era que todo o esgoto, antes de ser drenado para o rio, era tratado em lagoas de oxida\u00e7\u00e3o, n\u00e3o poluindo o solo e os rios. Naquela \u00e9poca, eram pouqu\u00edssimos os munic\u00edpios do Estado de S\u00e3o Paulo que possu\u00edam servi\u00e7o de saneamento b\u00e1sico daquele porte.<\/p>\n<p>O conv\u00eanio com a Prefeitura de Prad\u00f3polis vigorou at\u00e9 1991, quando foi suspenso, em virtude da natural e necess\u00e1ria ades\u00e3o da Prefeitura Municipal ao programa do Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS), do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade. Uma das exig\u00eancias do SUS era que a prefeitura n\u00e3o poderia ter conv\u00eanios com outras entidades de sa\u00fade. Mas uma quest\u00e3o mais importante ainda era que, na programa\u00e7\u00e3o do SUS n\u00e3o havia lugar para a Puericultura e isso, para o Departamento de Pediatria, foi inaceit\u00e1vel. Por tal raz\u00e3o, o conv\u00eanio foi denunciado.<\/p>\n<p>CURSO CONTINUADO DE PEDIATRIA<br \/>\nOutra inova\u00e7\u00e3o, tamb\u00e9m pioneira no ensino m\u00e9dico aqui no Brasil, foi a organiza\u00e7\u00e3o, em 1963, de um curso de atualiza\u00e7\u00e3o em Pediatria, aberto a todos os pediatras. Entusiasmado com o ensino da Pediatria, o Prof. Woiski considerava como fundamental a atualiza\u00e7\u00e3o continuada dos pediatras. N\u00e3o a atualiza\u00e7\u00e3o peri\u00f3dica, de congressos, confer\u00eancias, simp\u00f3sios, mas a frequente, sistem\u00e1tica, continuada. Da ideia \u00e0 pr\u00e1tica, a dist\u00e2ncia foi curta. Ap\u00f3s alguns entendimentos r\u00e1pidos, ao final de uma reuni\u00e3o para discuss\u00e3o de problemas cl\u00ednicos de Pediatria e onde estavam presentes pediatras da regi\u00e3o, foi criado o Curso Continuado de Pediatria, programado para ter reuni\u00f5es mensais, aos s\u00e1bados, ocupando os 2 per\u00edodos do dia. E assim foi feito. Vinham pediatras de cidades distantes como S\u00e3o Jos\u00e9 do Rio Preto, Barretos, Ara\u00e7atuba, Votuporanga, Catanduva, Mirassol, Ibir\u00e1, S\u00e3o Carlos, Araraquara, Franca, al\u00e9m de Batatais, Jaboticabal, S\u00e3o Sim\u00e3o, Pirassununga, Cravinhos e de outras mais pr\u00f3ximas de Ribeir\u00e3o Preto.<\/p>\n<p>O Curso Continuado de Pediatria foi oficializado pela Universidade de S\u00e3o Paulo, em 1o de outubro de 1964, como Curso de Extens\u00e3o Universit\u00e1ria e Divulga\u00e7\u00e3o Cultural. Durante os 37 anos de exist\u00eancia, o curso sofreu uma ou duas pequenas interrup\u00e7\u00f5es, foi reprogramado e continua com o mesmo vigor do in\u00edcio at\u00e9 hoje.<\/p>\n<p>O saudosismo me imp\u00f5e a cita\u00e7\u00e3o de alguns pediatras que se tornaram familiares, pois estavam presentes na reuni\u00e3o de cria\u00e7\u00e3o do curso e sempre estavam presentes nas reuni\u00f5es e participavam, demonstrando muito interesse. O Prof. Woiski gostava muito deles. Eram pediatras de muitos anos, admira- dores do Prof. Woiski e vinham, quase todos, de muito longe: Lineu de Alc\u00e2ntara Gil, Francisco Iglesias, Alcyr Costacurta, N\u00e9lvio Pala, Joaquim Alves Ferreira. Mas havia outros, tamb\u00e9m, familiares do departamento, ex-docentes, como Jo\u00e3o Romera, Carlos El\u00edseo Castro Corr\u00eaa e ainda outros, como Degani, sempre muito s\u00e9rio, Normanha, festivo, e Pratinha, seu amigo e colega de consult\u00f3rio. A cita\u00e7\u00e3o de todos, agora, \u00e9 imposs\u00edvel, infelizmente.<\/p>\n<p>CURSO DE PREPARA\u00c7\u00c3O DOCENTE<br \/>\nNeste resumo hist\u00f3rico da vida do Departamento de Pediatria, estamos dando destaque aos muitos fatos considerados memor\u00e1veis e que foram, muitos deles, indiscutivelmente, marcados pelo pioneirismo. Foi o que aconteceu com mais este fato. Na organiza\u00e7\u00e3o dos departamentos, o Prof. Zeferino Vaz, Diretor da Faculdade, convidou professores, principalmente de S\u00e3o Paulo. Esses professores, naturalmente, trouxeram seus primeiros assistentes. Mas os alunos das primeiras turmas da FMRP-USP, que se destacavam e que demonstravam interesse pela carreira docente, eram convidados e contratados pelos v\u00e1rios departamentos. Assim ocorreu na Pediatria. O Prof. Woiski estava preocupado com a qualifica\u00e7\u00e3o mais r\u00e1pida dos seus docentes, todos ex-alunos da citada faculdade, introduzidos na carreira docente logo ao t\u00e9rmino da resid\u00eancia. Essa mesma preocupa\u00e7\u00e3o era alimentada pelo Prof. H\u00e9lio Louren\u00e7o de Oliveira, chefe do Departamento de Cl\u00ednica M\u00e9dica que, embora tivesse v\u00e1rios docentes j\u00e1 qualificados, com doutoramento e livre-doc\u00eancia, vindos com ele de S\u00e3o Paulo, da mesma maneira, tinha j\u00e1 ex-alunos da nossa faculdade como assistentes. Assim, os Profs., Woiski e H\u00e9lio decidiram organizar um curso inovador de prepara\u00e7\u00e3o docente. Em 1965, por iniciativa dos 2 professores, a Congrega\u00e7\u00e3o da Faculdade aprovou o funcionamento de um novo curso, que n\u00e3o conferia t\u00edtulo, mas dava ao aluno, em 1 ano, inicia\u00e7\u00e3o cient\u00edfica para o necess\u00e1rio desenvolvimento de sua qualifica\u00e7\u00e3o. O curso era estruturado com uma disciplina compuls\u00f3ria denominada: Nutri\u00e7\u00e3o e Metabolismo: Metodologia Aplicada \u00e0 Investiga\u00e7\u00e3o de Problemas Cl\u00ednicos. Al\u00e9m desta, havia 2 disciplinas complementares: Estat\u00edstica e Laborat\u00f3rio. \u00c9 bom dizer, fazendo justi\u00e7a \u00e0 hist\u00f3ria que, antes desse curso, havia funcionado, no ano anterior, outro somente de Estat\u00edstica para docentes novos, ministrado pelo Prof. Dr. Geraldo Garcia Duarte, do Departamento de Medicina Preventiva.<\/p>\n<p>Como relato hist\u00f3rico e pela relev\u00e2ncia do fato, \u00e9 importante apresentar aqui o programa da disciplina compuls\u00f3ria.<\/p>\n<p>I &#8211; Temas<\/p>\n<p>A \u2013 Crescimento<\/p>\n<p>1 \u2013 An\u00e1lise e cr\u00edtica de curvas de crescimento resultantes de estudos \u201ctransversais\u201d e \u201clongitudinais\u201d.<\/p>\n<p>2 \u2013 Crescimento global, crescimento segmentar e crescimento de \u00f3rg\u00e3os; suas rela\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>B \u2013 Composi\u00e7\u00e3o do organismo<\/p>\n<p>1 \u2013 Resultado de an\u00e1lise direta.<\/p>\n<p>2 \u2013 Balan\u00e7o metab\u00f3lico: o m\u00e9todo geral e seus resultados. An\u00e1lise cr\u00edtica.<\/p>\n<p>3 \u2013 Interpreta\u00e7\u00e3o de dados de balan\u00e7o: Correla\u00e7\u00e3o de dados de balan\u00e7os combinados.<\/p>\n<p>C \u2013 Resultado do crescimento e da manuten\u00e7\u00e3o do desenvolvimento adulto: fatores gen\u00e9ticos, end\u00f3crino, nutricionais e metab\u00f3licos. Caracteriza\u00e7\u00e3o de suas anormalidades pelas curvas de crescimento e pelos dados de balan\u00e7os metab\u00f3licos.<\/p>\n<p>D \u2013 Equil\u00edbrio dos l\u00edquidos em distintos compartimentos do organismo.<\/p>\n<p>1 &#8211; Avalia\u00e7\u00e3o da \u00e1gua total e dos compartimentos extracelulares. M\u00e9todos.<\/p>\n<p>2 \u2013 Anormalidades de equil\u00edbrio dos l\u00edquidos do organismo: caracteriza\u00e7\u00e3o pelo balan\u00e7o de \u00e1gua e de eletr\u00f3litos.<\/p>\n<p>3 \u2013 Anormalidades da composi\u00e7\u00e3o do l\u00edquido extracelular.<\/p>\n<p>II \u2013 Desenvolvimento<\/p>\n<p>Os temas foram desenvolvidos atrav\u00e9s de:<\/p>\n<p>A \u2013 s\u00e9ries sistematizadas de observa\u00e7\u00f5es cl\u00ednicas;<\/p>\n<p>B \u2013 m\u00e9todos de laborat\u00f3rio aplicados \u00e0 pesquisa cl\u00ednica;<\/p>\n<p>C \u2013 experimentos em animais;<\/p>\n<p>D \u2013 semin\u00e1rios;<\/p>\n<p>E \u2013 aulas te\u00f3ricas ou confer\u00eancias.<\/p>\n<p>Os semin\u00e1rios destinavam-se \u00e0 discuss\u00e3o ampla, tanto dos aspectos te\u00f3ricos, apresentados em aulas ou em confer\u00eancias, como dos resultados colhidos nos trabalhos pr\u00e1ticos. Para esse fim, os semin\u00e1rios exigiam pesquisa bibliogr\u00e1fica, como atividade regular durante todo o curso.<\/p>\n<p>O processo que tratou da inscri\u00e7\u00e3o dos candidatos ao curso teve o n\u00famero 65.1.1006.17.3, de 1965. Inscreveram-se 28 candidatos. Foram selecionados 14 os quais, logo em seguida, se matricularam. Eram todos instrutores (primeiro degrau da carreira docente) de v\u00e1rios departamentos da Faculdade. As aulas foram iniciadas em agosto de 1965 e foram at\u00e9 junho de 1966. Mas \u00e9 justo e interessante lembrar que, antes desse curso, funcionou outro para docentes de Pediatria, com as mesmas preocupa\u00e7\u00f5es de prepara\u00e7\u00e3o docente, mas com \u00eanfase em Estat\u00edstica e foi ministrado pelo Prof. Geraldo Garcia Duarte, que pertencia ao ent\u00e3o Departamento de Medicina Preventiva e se dedicava \u00e0 estat\u00edstica. Foram os seguintes os matriculados:<\/p>\n<p>1 &#8211; Willy Sarti \u2013 Departamento de Cl\u00ednica M\u00e9dica;<\/p>\n<p>2 &#8211; Luiz Gonzaga Faggioni \u2013 Departamento de Pediatria;<\/p>\n<p>3 &#8211; Carlos El\u00edseo Castro Corr\u00eaa \u2013 Departamento de Pediatria;<\/p>\n<p>4 &#8211; Jos\u00e9 Romano Santoro \u2013 Departamento de Pediatria;<\/p>\n<p>5 &#8211; Kanji Kamata \u2013 Departamento de Cl\u00ednica M\u00e9dica;<\/p>\n<p>6 &#8211; Arnaldo Zanardi \u2013 Departamento de Ginecologia e Obstetr\u00edcia;<\/p>\n<p>7 &#8211; Ulysses Garzela Meneghelli \u2013 Departamento de Cl\u00ednica M\u00e9dica;<\/p>\n<p>8 &#8211; Luiz Carlos Raya \u2013 Departamento de Pediatria;<\/p>\n<p>9 &#8211; Paulo M\u00facio Guimar\u00e3es Pagnano \u2013 Departamento de Dermatologia;<\/p>\n<p>10 &#8211; Akio Tanaka \u2013 Departamento de Cirurgia;<\/p>\n<p>11 &#8211; Ana Maria Uthida Tanaka \u2013 Departamento de Dermatologia;<\/p>\n<p>12 &#8211; Cl\u00e1udio T\u00e1cito M. Escobar \u2013 Departamento de Cirurgia;<\/p>\n<p>13 &#8211; M\u00e1rcio S. Costa Pereira \u2013 Departamento de Cirurgia;<\/p>\n<p>14 &#8211; Carlos J\u00falio Laure \u2013 Departamento de Bioqu\u00edmica.<\/p>\n<p>Raz\u00f5es de ordem universit\u00e1ria, envolvendo o Prof. Woiski e o Prof. H\u00e9lio, orientadores do curso, em atividades universit\u00e1rias administrativas, n\u00e3o permitiram que o curso fosse, novamente, oferecido. Mas havia candidatos interessados.<\/p>\n<p>\u00c9 justo que se diga que o referido curso de qualifica\u00e7\u00e3o docente foi precursor dos Cursos de P\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o, instalados no Brasil pelo Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o, em 1971.<\/p>\n<p>CURSO DE P\u00d3S-GRADUA\u00c7\u00c3O<br \/>\nEm 1971, com a institui\u00e7\u00e3o da P\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o no Brasil, a Faculdade de Medicina de Ribeir\u00e3o Preto aderiu ao novo programa. A Comiss\u00e3o de P\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o, ent\u00e3o formada, iniciou processo de divulga\u00e7\u00e3o e organiza\u00e7\u00e3o dos cursos nos diversos departamentos. O Dr. Jos\u00e9 Romano Santoro, que pertencia \u00e0 referida comiss\u00e3o, foi encarregado de organizar o curso na \u00e1rea de Pediatria, em n\u00edvel de mestrado e de doutorado e foi o primeiro coordenador do curso no Departamento de Pediatria. Atendendo \u00e0s exig\u00eancias legais, o processo do novo curso, depois de aprovado na Universidade, foi levado a Bras\u00edlia, sendo o 1o curso de P\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em Pediatria, n\u00edvel de mestrado e doutorado aprovado pelo Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o. O 1o grau de Mestre foi atribu\u00eddo ao ent\u00e3o p\u00f3s-graduando Salim Moys\u00e9s Jorge, em 1973, hoje Prof. Titular do Departamento de Pediatria.<\/p>\n<p>Na estrutura do novo curso havia 1 disciplina compuls\u00f3ria \u2013 Crescimento e Desenvolvimento \u2013 e 4 disciplinas opcionais, al\u00e9m de pr\u00e9-requisitos para o curso. Com o decorrer do tempo, foram surgindo mudan\u00e7as naturais e necess\u00e1rias.<\/p>\n<p>At\u00e9 o presente, o Curso de P\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em Pediatria j\u00e1 graduou 158 mestres e 82 doutores.<\/p>\n<p>No ano de 2002, estavam matriculados, em mestrado, 25 alunos e, em doutorado, 17 alunos.<\/p>\n<p>\u00c9 coordenadora do Curso de P\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o a Profa. Dra. Marisa M\u00e1rcia Mussi Pinhata e vice-coordenadora a Profa. Dra. Virg\u00ednia Paes Leme Ferriani.<\/p>\n<p>DEPARTAMENTO DE GINECOLOGIA, OBSTETR\u00cdCIA E PEDIATRIA<br \/>\nCom a aposentadoria do Prof. Woiski, em 1971, e com a reforma universit\u00e1ria, na mesma ocasi\u00e3o, o Departamento de Pediatria foi anexado ao Departamento de Ginecologia e Obstetr\u00edcia, formando o Departamento de Ginecologia, Obstetr\u00edcia e Pediatria. Nessa \u00e9poca, os docentes mais graduados da Pediatria eram doutores e n\u00e3o havia a estrutura necess\u00e1ria para que o Departamento de Pediatria continuasse existindo, com a sa\u00edda do Prof. Woiski. A fus\u00e3o, como outras, que tamb\u00e9m ocorreram em virtude da reforma, foram artificiais. E continuam sendo. Esta quest\u00e3o precisaria ser, cuidadosamente, examinada. Na Pediatria, mas tamb\u00e9m na Ginecologia e Obstetr\u00edcia, sempre houve desejo de separa\u00e7\u00e3o das \u00e1reas e esta s\u00f3 p\u00f4de ocorrer, a julgar pelo m\u00e9rito, em 1984, quando o Prof. Santoro, a partir de 1981, tornou-se professor titular. Ent\u00e3o, o processo de subdivis\u00e3o do Departamento de Ginecologia, Obstetr\u00edcia e Pediatria foi aprovado pelo departamento e, no m\u00e9rito, pela Congrega\u00e7\u00e3o da Faculdade e encaminhado ao Conselho Universit\u00e1rio onde, tamb\u00e9m, foi aprovado no m\u00e9rito sendo, ent\u00e3o, efetivada a separa\u00e7\u00e3o por despacho do Reitor, em 1984. Estava, assim, iniciada nova fase na vida do Departamento de Pediatria. Em reuni\u00e3o realizada em 1984, com a presen\u00e7a de todos os docentes, foram eleitos para chefe e suplente de chefe, pelo per\u00edodo 4 anos, respectivamente, Jos\u00e9 Romano Santoro e Arthur Lopes Gon\u00e7alves. Tamb\u00e9m foi organizado o primeiro Conselho do Departamento, com docentes das categorias existentes. Mas uma decis\u00e3o in\u00e9dita foi tomada naquele momento, por aclama\u00e7\u00e3o de todos os presentes: o novo conselho, em suas reuni\u00f5es ordin\u00e1rias e extraordin\u00e1rias, permitiria a presen\u00e7a de todos os docentes do Departamento de Pediatria. Assim tem sido at\u00e9 hoje.<\/p>\n<p>Em 13 de maio de 1987, o Prof. Santoro solicitou aposentadoria, sendo substitu\u00eddo pelo suplente, Prof. Arthur que, logo, convocou elei\u00e7\u00f5es. As chefias que se seguiram a partir de maio de 1987, foram as seguintes:<\/p>\n<p>De maio de 1987 a maio de 1991 &#8211; Chefe: Prof. Arthur Lopes Gon\u00e7alves; Suplente: Prof. Salim Moys\u00e9s Jorge.<br \/>\nDe maio de 1991 a maio de 1993 \u2013 Chefe: Prof. Marco Ant\u00f4nio Barbieri; Suplente: Prof. Arthur Lopes Gon\u00e7alves.<br \/>\nDe maio de 1993 a maio de 1995 \u2013 Chefe: Prof. Salim Moys\u00e9s Jorge; Suplente Prof. Arthur Lopes Gon\u00e7alves.<br \/>\nDe junho de 1995 a junho de 1997 \u2013 Chefe: Prof. Francisco Eul\u00f3gio Martinez; Suplente Prof. Rubens Garcia Ricco.<br \/>\nDe junho de 1997 a junho de 1999 \u2013 Chefe: Rubens Garcia Ricco e Suplentes Profs. Francisco Eul\u00f3gio Martinez e Luiz Gonzaga Tone.<br \/>\nDe junho de 1999 a junho de 2001 \u2013 Chefe: Prof. Salim Moys\u00e9s Jorge; Suplentes Profs. Luiz Gonzaga Tone e Marco Ant\u00f4nio Barbieri.<br \/>\nO corpo docente tem os seguintes professores e suas categorias:<\/p>\n<p>Professores Titulares: Arthur Lopes Gon\u00e7alves, Marco Ant\u00f4nio Barbieri e Salim Moys\u00e9s Jorge.<br \/>\nProfessores Associados: Francisco Eul\u00f3gio Martinez, Maria Inez Machado Fernandes e Rubens Garcia Ricco.<br \/>\nProfessores Doutores: Fernando Carlos Soares, Heloisa Bettiol, Jo\u00e3o Ant\u00f4nio Granzotti, J\u00falio Cesar Daneluzzi, L\u00edvia Carvalho Galv\u00e3o, Luiz Gonzaga Tone, Maria C\u00e9lia Cervi, Maria L\u00facia Ferlin, Maria M\u00e1rcia Mussi Pinhata, Naul Motta de Souza, Palmira Cupo, Paulo Benedito Franco e Virg\u00ednia Paes Leme Ferriani<br \/>\nH\u00e1, ainda, docentes contratados pela FAEPA (Funda\u00e7\u00e3o de Amparo ao Ensino, Pesquisa e Assist\u00eancia). S\u00e3o os seguintes, os professores doutores: Carlos Eduardo Martinelli Junior, Luiz Ant\u00f4nio Del Ciampo e Luiza Karla de Paula Arruda e a mestra Ana Paula Carvalho Panzeri Carlotti.<\/p>\n<p>CENTRO DE ESTUDO E PESQUISA PEDI\u00c1TRICA (CEPP)<br \/>\nO CEPP n\u00e3o faz parte da estrutura do Departamento de Pediatria. \u00c9 totalmente independente. Tem vida pr\u00f3pria. Mas nasceu na Pediatria e, por isso e com raz\u00e3o, faz parte de sua hist\u00f3ria. Um grupo de docentes se reuniu na Pediatria, atendendo ao convite do Prof. Santoro, ent\u00e3o respons\u00e1vel pelo setor de Pediatria, com a finalidade de discutir a proposta de criar um centro destinado a promover o estudo e a pesquisa em Pediatria. O estudo seria desenvolvido atrav\u00e9s de reuni\u00f5es cient\u00edficas programadas e a pesquisa, dependendo de recursos dispon\u00edveis, poderia ser financiada pelo CEPP pois este, como entidade jur\u00eddica, receberia doa\u00e7\u00f5es e as aplicaria em pesquisa e em atividades de estudo. Foi, ent\u00e3o, marcada a primeira reuni\u00e3o oficial para o dia 04 de fevereiro de 1972. Pelo seu valor hist\u00f3rico, a ata dessa reuni\u00e3o ser\u00e1 transcrita a seguir:<\/p>\n<p>\u201cC\u00f3pia da ata da primeira reuni\u00e3o do Centro de Estudo e Pesquisa Pedi\u00e1trica \u2013 (CEPP). Aos 4 dias do m\u00eas de fevereiro de 1972, com a presen\u00e7a dos doutores Carlos Elysio Castro Corr\u00eaa, Arthur Lopes Gon\u00e7alves, Luiz Gonzaga Faggioni, Edgar Ach\u00ea, J\u00falio Cesar Daneluzzi, Sylvia Evelyn Hering, Edgard Ferro Collares, Salim Moys\u00e9s Jorge, Naul Motta de Souza, Edgard Rolando e Jos\u00e9 Romano Santoro, realizou-se em uma das salas do Departamento de Pediatria da Faculdade de Medicina de Ribeir\u00e3o Preto, reuni\u00e3o para a funda\u00e7\u00e3o de uma sociedade cient\u00edfica que foi denominada de Centro de Estudo e Pesquisa Pedi\u00e1trica (CEPP). O Dr. Jos\u00e9 Romano Santoro que apresentou a proposta aos presentes, frisou que a sociedade ora em organiza\u00e7\u00e3o n\u00e3o teria v\u00ednculo algum com qualquer sociedade ou Institui\u00e7\u00e3o, o que foi aceito. A seguir, foram escolhidos entre os presentes os doutores J\u00falio C\u00e9sar Daneluzzi, Jos\u00e9 Romano Santoro, Edgard Rolando, Edgard Ferro Collares, Salim Moys\u00e9s Jorge e Arthur Lopes Gon\u00e7alves para formar comiss\u00e3o encarregada de elaborar o Regulamento do Centro e convocar nova reuni\u00e3o para organiza\u00e7\u00e3o do Conselho Administrativo e Diretoria e apresentar o Regulamento no prazo de 10 dias. N\u00e3o havendo mais nada para ser discutido encerrou-se a presente sess\u00e3o sendo lavrada a presente ata por mim, Jos\u00e9 Romano Santoro, escrita e assinada por todos os presentes: (a \u2013 a) Jos\u00e9 Romano Santoro, Edgard Ferro Collares, Carlos Elysio Castro Corr\u00eaa, Edgard Rolando, Luiz Gonzaga Faggioni, Edgard Ach\u00ea, J\u00falio C\u00e9sar Daneluzzi, Arthur Lopes Gon\u00e7alves, Sylvia Evelyn Hering, Naul Motta de Souza, Salim Moys\u00e9s Jorge. Datilografada por Ana Ribeiro em 19\/5\/73 Confere com o original. Ribeir\u00e3o Preto, 20 de maio de 1973. Ass.: Dr. Arthur Lopes Gon\u00e7alves, Segundo Secret\u00e1rio em exerc\u00edcio do CEPP\u201d.<\/p>\n<p>No dia 11 de fevereiro, foi realizada a segunda reuni\u00e3o, para a apresenta\u00e7\u00e3o da proposta do regulamento da sociedade. A referida reuni\u00e3o foi realizada, o regulamento foi aprovado e, no final da reuni\u00e3o, foi marcada nova reuni\u00e3o para o dia 21 de fevereiro de 1972, para as primeiras delibera\u00e7\u00f5es e a forma\u00e7\u00e3o da primeira diretoria, cuja constitui\u00e7\u00e3o foi a seguinte: Presidente: Dr. Jos\u00e9 Romano Santoro; 1o secret\u00e1rio: Dr. Edgard Rolando; 2o secret\u00e1rio: Dr. Arthur Lopes Gon\u00e7alves; 1o tesoureiro: Dra. Sylvia Evelyn Hering; 2o tesoureiro: Edgard Ferro Collares.<\/p>\n<p>O CEPP j\u00e1 completou 29 anos de vida, cumprindo seus objetivos de promover reuni\u00f5es de estudo e divulga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica ligadas \u00e0 Pediatria al\u00e9m de dar apoio financeiro a trabalhos de pesquisa e viagens de seus associados para participarem de congressos e de outras reuni\u00f5es cient\u00edficas, com receitas provindas de doa\u00e7\u00f5es. O Curso Continuado de Pediatria, por exemplo, vem sendo promovido pelo CEPP.<\/p>\n<p>A atual diretoria da sociedade est\u00e1 assim constitu\u00edda: Presidente: Dra. Marisa M\u00e1rcia Mussi Pinhata; 1o Tesoureira: Dra. Virg\u00ednia Paes Lema Ferriani; 2o Tesoureiro: Dr. Luiz Gonzaga Tone; 1o Secret\u00e1ria: Dra. L\u00edvia Carvalho Galv\u00e3o; 2o Secret\u00e1ria: Dra. Heloisa Bettiol<\/p>\n<p>AS ESPECIALIZA\u00c7\u00d5ES NO DEPARTAMENTO \u2013 BOLSAS DE ESTUDO<br \/>\nO Prof. Woiski sempre se dedicou \u00e0 Pediatria Geral e \u00e0 Puericultura. Seu interesse indisfar\u00e7\u00e1vel pela cl\u00ednica pode ser destacado por quadro muito comum dentro do hospital: o de sempre estar nas enfermarias e nos ambulat\u00f3rios com seu estetosc\u00f3pio na m\u00e3o, pronto para auscultar uma crian\u00e7a. E frequentemente estava auscultando. Assim, na Pediatria, seu interesse era pela cl\u00ednica e, dentro desta, dedicava-se, especialmente, ao estado nutritivo das crian\u00e7as e, nas discuss\u00f5es que fazia nos ambulat\u00f3rios, nas enfermarias e nas discuss\u00f5es cl\u00ednicas e clinico-patol\u00f3gicas, examinava com detalhes a nutri\u00e7\u00e3o e os aspectos metab\u00f3licos, relacionados com o caso. Nessas quest\u00f5es, quando discutia, dava \u00eanfase ao aspecto pr\u00e1tico. Em suas viagens de estudo, no in\u00edcio da carreira, nas d\u00e9cadas de 40 e 50, teve oportunidade de trabalhar com professores importantes como Joseph Stokes, da Universidade da Pennsylvania, com Paul Gyorgy e com Benjamin Krammer, nos Estados Unidos e com o Stanley Graham da Universidade de Glasgow. Aqui no Brasil, a alta frequ\u00eancia de desnutri\u00e7\u00e3o aguda e cr\u00f4nica das nossas crian\u00e7as, na d\u00e9cada de 60, tanto nos ambulat\u00f3rios como nas enfermarias, o levaram, definitivamente, para a \u00e1rea da nutri\u00e7\u00e3o e do metabolismo. A tese que apresentou ao concurso para a c\u00e1tedra de Pediatria da FMRP-USP foi sobre nutri\u00e7\u00e3o e metabolismo. Deixava, por\u00e9m, seus assistentes inteiramente livres para definirem suas \u00e1reas de estudo e pesquisa. Em 1985, publica a 1a. edi\u00e7\u00e3o do livro de sua autoria, Nutri\u00e7\u00e3o e Diet\u00e9tica em Pediatria. Escreveu v\u00e1rios cap\u00edtulos para o livro, mas convidou, tamb\u00e9m, os docentes do departamento para escreverem sobre as quest\u00f5es de nutri\u00e7\u00e3o que estudavam. O livro est\u00e1, agora, em sua 5a edi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Evidentemente, h\u00e1 rela\u00e7\u00e3o entre as bolsas de estudo e os interesses cient\u00edficos dos docentes. Assim, a maioria das especializa\u00e7\u00f5es se desenvolveram, no pr\u00f3prio Departamento de Pediatria ou em outros departamentos da Faculdade de Medicina e muitas foram aprimoradas no exterior, com bolsas de estudo, em centros avan\u00e7ados, das especialidades de interesse. Por tal raz\u00e3o, as bolsas de estudo s\u00e3o muito importantes ao desenvolvimento cient\u00edfico dos docentes e tamb\u00e9m \u00e0 p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O primeiro docente do Departamento de Pediatria a viajar para o exterior com bolsa de estudo foi Ol\u00edvio Paulus Junior, em 1959, durante 1 ano, em servi\u00e7o de Nefrologia, nos Estados Unidos. Mas o Dr. Ol\u00edvio desligou-se do Departamento no in\u00edcio da d\u00e9cada de 60.<\/p>\n<p>Em 1961, Carlos Elyseo Castro Corr\u00eaa, nomeado em 1960, estagiou em Paris, no Hospital Netter, Servi\u00e7o de Doen\u00e7as do Metabolismo na Inf\u00e2ncia, sob a dire\u00e7\u00e3o do Prof. Pierre Royer. O Dr. Carlos, entretanto, permaneceu pouco tempo, depois que voltou da viagem. Solicitou demiss\u00e3o e foi para Catanduva, ligando-se \u00e0 Faculdade de Medicina de l\u00e1 onde est\u00e1 at\u00e9 hoje.<br \/>\nEm 1962, Sylvia Evelyn Hering, nomeada em 1962, \u2028viaja para a Su\u00ed\u00e7a para estagiar durante 2 anos, realizando trabalho de investiga\u00e7\u00e3o de laborat\u00f3rio em Enzimologia e Metabolismo de \u00c1cidos Graxos, com o Prof. Ettore Rossi.<br \/>\nEm 1967, Luiz Gonzaga Faggioni, nomeado em 1962, vai para a Inglaterra, por 1 ano.<br \/>\nNo final de 1973, Jos\u00e9 Romano Santoro, nomeado em 1962, vai para San Diego, Calif\u00f3rnia, USA, trabalhar em Pediatria Social na Universidade da Calif\u00f3rnia sob a dire\u00e7\u00e3o do Prof. William Nyhan.<br \/>\nEm 1971, Marco Ant\u00f4nio Barbieri, nomeado em 1970, faz, durante 3 meses, o Cours de Pediatrie Sociale, em Paris, com a Dra. Nathalie Masse; em 1978 faz, durante 9 meses, o Cours in Mother and Child Health, na Universidade de Londres e, em 1978, durante 1 ano e 5 meses, na mesma universidade, pesquisa sobre Estudo Epidemiol\u00f3gico-Social da Sa\u00fade Materno-Infantil com os Profs. Tanner e Ebrahim.<br \/>\nEm 1973, Rubens Garcia Ricco, nomeado em 1975, faz curso de Pediatria Social promovido pelo Centre Internationale de L\u2019Enfance, na Fran\u00e7a e Hungria, durante 3 meses e, depois, em 1980, obt\u00e9m est\u00e1gio de p\u00f3s-doutorado, na Inglaterra, com o Prof. John C. Waterlow, no Department of Human Nutrition of London School of Hygiene and Tropical Medicine.<br \/>\nEm 1978, Salim Moys\u00e9s Jorge, nomeado em 1970, durante 1 ano, faz pesquisa no Department of Royal Hospital for Sick Children, em Glasgow, na Esc\u00f3cia com o Prof. Forrester Cockburn. A pesquisa que desenvolveu foi sobre Insulin and Parenteral Nutrition in Preterm Babies. O interesse estava ligado \u00e0 Neonatologia. O Prof. Salim e o Prof. Arthur, colegas de turma, continuaram, no departamento o estudo, a investiga\u00e7\u00e3o em Nutri\u00e7\u00e3o em Neonatologia e deram a necess\u00e1ria continuidade no desenvolvimento da especialidade. Tiveram oportunidade de formar v\u00e1rios especialistas, muitos dos quais est\u00e3o hoje no departamento ou em outras faculdades de Medicina, como docentes.<br \/>\nEm 1979, Arthur Lopes Gon\u00e7alves, nomeado em 1970, faz curso na Bristol Maternity Hospital, da Universidade de Bristol, Inglaterra, com o Prof. Peter Dunn e Peter Fleming. Desenvolve trabalho de pesquisa sobre Estudo do controle da respira\u00e7\u00e3o em neonatos a termo e pr\u00e9-termo.<br \/>\nEm 1979, Paulo Benedito Franco, nomeado em 1972, faz na Faculdade de Medicina Ren\u00e9 Descartes, curso de Nefrologia Pedi\u00e1trica, no Hospital Necker Enfants-Malades, Universidade de Paris. Desenvolve, no departamento a especialidade de Nefrologia.<br \/>\nEm 1982, Jo\u00e3o Ant\u00f4nio Granzotti, nomeado em 1972, faz est\u00e1gio de 1 ano na Division of Cardiology, da Universidade de Ilinois, de Chicago, nos Estados Unidos com o Prof. Hastreiter, tornando-se respons\u00e1vel pelo setor de Cardiologia Infantil.<br \/>\nEm 1985, Francisco Eul\u00f3gio Martinez, nomeado em 1981, faz est\u00e1gio de 1 ano na Divis\u00e3o de Nutri\u00e7\u00e3o, do Department of Nutrition and Family Economics, University of Britsh Columbia, Vancouver, Canad\u00e1, com o Prof. Indragid D. Desai. Desenvolveu pesquisa sobre Effects of ultrasonic homogenization on human milk. Volta ao mesmo servi\u00e7o em 1989, por mais 3 meses. Em 1998, faz est\u00e1gio no Departamento de Pediatria da Universidade de Calgary. Faz Neonatologia.<br \/>\nEm 1990, Marisa M\u00e1rcia Mussi Pinhata, nomeada em 1986, faz est\u00e1gio de 1 ano na Division of Pediatric Immunology and Infeccious Diseases, Department of Pediatrics, University of Miami School of Medicine, Miami, USA, com o Dr. Gwendolyn Scott. Desenvolve o estudo de doen\u00e7as infecciosas que comprometem o feto e o rec\u00e9m-nascido.<br \/>\nEm 1991, Virg\u00ednia Paes Leme Ferriani, nomeada em 1987, faz est\u00e1gio de 1 ano e 8 meses na Molecular Immunopathology Unit, Molecular Research Centre, Cambridge University, Cambridge. Foi seu projeto de pesquisa: Determination of an active site on the CD59 molecule responsible for binding to the complex C5b-9 com o Prof. J. Lachmann. \u00c9 respons\u00e1vel pelo setor de Imunologia, Alergia e Reumatologia e Doen\u00e7as Imunes.<br \/>\nEm 1988, Luiz Gonzaga Tone, nomeado em 1977, fez est\u00e1gio de 2 meses na Kyoto Prefectural University of Medicine, Department of Pediatrics, Jap\u00e3o, tendo como orientador o Prof. Shinsaku Imashuku. Volta mais duas vezes ao Jap\u00e3o para est\u00e1gios. O primeiro no Saitama Cancer Center, em 1990, por 3 meses, para treinamento em Cytogenetics in hematological malignancy and solid tumors, com o Prof. Massaharu Sakurai. O segundo, em 1993, 1 m\u00eas, na Kyoto Prefectural University of Medicine, para Training Course of Researcher of Japanese Descendants in Biological and Cytogenetic Studies on Childhood Tumor com o Prof. Shinsaku Imashuku, Jap\u00e3o. O Prof. Tone, ao ser nomeado, iniciou o desenvolvimento da Hematologia, mas, logo, demonstrou interesse acentuado pela Oncologia, justificando as viagens que fez.<br \/>\nEm 1990, Maria C\u00e9lia Cervi, nomeada em 1986, faz est\u00e1gio de 1 ano no Pediatric Research Center, Schneider Children\u2019s Hospital, University of New York, USA. Desenvolveu pesquisa sobre Bactericidal Activity of Sera against a BPF com o Dr. Lorry Rubin. \u00c9 respons\u00e1vel pelo Setor de Mol\u00e9stias Infecciosas do Departamento.<br \/>\nEm 1997, Heloisa Bettiol, nomeada em 1988, faz est\u00e1gio de 1 ano no Department of Public Health Sciences, The Guy\u2019s King\u2019s College and St. Thomas Hospitals Medical and Dental School, University of London, Londres, Inglaterra, com o Prof. Roberto Roma. Desenvolveu pesquisa sobre Estudo epidemiol\u00f3gico-social da sa\u00fade perinatal e de escolares e adolescentes em Ribeir\u00e3o Preto, SP, Brasil.<br \/>\nEm 1997, L\u00edvia Carvalho Galv\u00e3o, nomeada em 1990, durante 1 m\u00eas, faz est\u00e1gio no Servi\u00e7o de Gastroenterologia Pedi\u00e1trica da Universidade Degli Studi Di Napo Federico II, em Napoli, It\u00e1lia, com o Prof. Ricardo Troncone. Antes, em 1987, durante 9 meses, estagiou, com bolsa de p\u00f3s-doutorado, na Unidade de Gastroenterologia y Nutrici\u00f3n da Cl\u00ednica Infantil de La Paz, da Universidade Autonoma de Madri, Espanha, com o Prof. Carlos Vasquez.<br \/>\nA Dra. L\u00edvia, formada em 1968 pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, em Natal, foi bolsista da Macy, em 1969 e 1970, em nosso departamento e, depois, deu continuidade, fazendo p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o nos n\u00edveis de mestrado e doutorado, tendo como orientador o Prof. Edgard Ferro Collares, formado em nossa Faculdade em 1964, tornou-se docente ap\u00f3s a resid\u00eancia em Pediatria. Foi o iniciador da Gastroenterologia no Departamento. Estagiou durante 1 ano na Espanha, com o Prof. Balabriga. Manteve, por v\u00e1rios anos, sua disciplina em nosso Curso de P\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o, formando v\u00e1rios p\u00f3s-graduandos em n\u00edvel de mestrado e doutorado. J\u00e1 h\u00e1 alguns anos, o Prof. Collares transferiu-se para Campinas, sendo Titular de Pediatria na UNICAMP.<br \/>\nOutros docentes desenvolveram especialidades em nosso departamento dentro do Programa de P\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em N\u00edvel de Mestrado e Doutorado: O Dr. J\u00falio Cesar Daneluzzi, nomeado em 1970, orientado pelo Prof. Woiski, faz Pediatria Social. \u00c9 diretor do Centro M\u00e9dico Social Comunit\u00e1rio de Vila Lobato desde sua cria\u00e7\u00e3o, em 1969. Est\u00e1 ligado ao programa de Medicina da Fam\u00edlia, recentemente criado; a Dra. Maria L\u00facia Silveira Ferlin, nomeada em 1978, orientada pelo Prof. Arthur Lopes Gon\u00e7alves em n\u00edvel de mestrado e pelo Prof. Salim Moys\u00e9s Jorge em n\u00edvel de doutorado, faz Neonatologia; a Dra. Palmira Cupo, nomeada em 1978, orientada pela Profa. Sylvia Evelyn Hering em n\u00edvel de mestrado e doutorado, trabalha na Unidade de Emerg\u00eancia, em emerg\u00eancias pedi\u00e1tricas e na \u00e1rea de Toxicologia.<br \/>\nDos docentes da Pediatria, apenas dois passaram do regime de tempo integral para o de tempo parcial e desenvolvem cl\u00ednica privada al\u00e9m do trabalho docente-assistencial na Pediatria. S\u00e3o eles: O Prof. Naul Mota de Souza, nomeado em 1973, fez p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em n\u00edvel de mestrado e doutorado com a Profa. Sylvia Evelyn Hering e se dedica \u00e0 Pediatria Geral e \u00e0 Nutri\u00e7\u00e3o e o Prof. Fernando Carlos Soares, nomeado, tamb\u00e9m, em 1973, fez p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em n\u00edvel de mestrado e doutorado com o Prof. Collares, e, logo em seguida, se dedicou \u00e0 Pediatria Psicossom\u00e1tica.<br \/>\nMantendo-se dentro dos princ\u00edpios b\u00e1sicos de sua cria\u00e7\u00e3o, a diferencia\u00e7\u00e3o dos seus docentes, influenciada pelos p\u00f3s-doutorados no exterior, principalmente, levou ao desenvolvimento de servi\u00e7os em subespecialidades dentro da Pediatria, com os respectivos ambulat\u00f3rios e leitos nas enfermarias do Hospital das Cl\u00ednicas \u2013 Campus.<\/p>\n<p>O ambulat\u00f3rio de Puericultura foi mantido, agregando-se a ele o acompanhamento de crian\u00e7as com problemas de crescimento e de crian\u00e7as e adolescentes com obesidade. A a\u00e7\u00e3o interdisciplinar e multiprofissional de apoio \u00e0 aten\u00e7\u00e3o integral \u00e0 crian\u00e7a e \u00e0 sua fam\u00edlia.<\/p>\n<p>Outros ambulat\u00f3rios de subespecialidades foram sendo criados ou tiveram sequ\u00eancia.<\/p>\n<p>AMBULAT\u00d3RIOS DO HOSPITAL DAS CL\u00cdNICAS \u2013 CAMPUS<br \/>\nS\u00e3o os seguintes:<\/p>\n<p>Pronto Atendimento;<br \/>\nPuericultura;<br \/>\nCrescimento e Obesidade;<br \/>\nGastroenterologia Pedi\u00e1trica e Nutri\u00e7\u00e3o;<br \/>\nHematologia e Oncologia;<br \/>\nNefrologia;<br \/>\nCardiologia;<br \/>\nMol\u00e9stias Infecciosas;<br \/>\nEndocrinologia;<br \/>\nNeonatologia: muito baixo peso, displasia pulmonar \u2028e geral;<br \/>\nPsicossom\u00e1tica;<br \/>\nAlergia, Reumatologia e Imunodefici\u00eancias &#8211; Pneumologia<br \/>\nComo suporte \u00e0s atividades ambulatoriais, to\u2028das as subespecialidades contam com leitos nas enfermarias do Departamento de Pediatria \u2013 Hospital das Cl\u00ednicas, Campus.<\/p>\n<p>CIRURGIA PEDI\u00c1TRICA<br \/>\nUm docente do Departamento de Cirurgia, depois de cumprir dois anos como residente de Pediatria, dedicou-se \u00e0 cirurgia pedi\u00e1trica e vem, assim, prestando valioso apoio \u00e0 Pediatria, aos pacientes cir\u00fargicos. O servi\u00e7o j\u00e1 conta com outros cirurgi\u00f5es pedi\u00e1tricos.<\/p>\n<p>ENFERMARIAS DE PEDIATRIA DO HOSPITAL DAS CL\u00cdNICAS \u2013 CAMPUS.<br \/>\nEst\u00e3o localizadas no 7o andar, com 39 leitos, distribu\u00eddos entre as especialidades:<\/p>\n<p>Gastrenterologia;<br \/>\nAlergia, Imunologia e Reumatologia;<br \/>\nPneumologia;<br \/>\nEndocrinologia;<br \/>\nCardiologia;<br \/>\nNefrologia;<br \/>\nHematologia e Oncologia;<br \/>\nA UNIDADE DE TRATAMENTO INTENSIVO<br \/>\nCTI \u2013 Pedi\u00e1trico, com 6 leitos.<\/p>\n<p>A CTI Neonatal, com 16 leitos.<\/p>\n<p>Enfermarias do Ber\u00e7\u00e1rio, no 8o andar e as Enfermarias de rec\u00e9m-nascidos de m\u00e9dio e baixo risco, com 28 leitos.<\/p>\n<p>O Alojamento Conjunto de m\u00e3es e rec\u00e9m-nascidos, que foi implantado no in\u00edcio da d\u00e9cada de 70 e tem sido mantido, conta com 20 leitos, tamb\u00e9m no 8o andar.<\/p>\n<p>O total de leitos que, no in\u00edcio do Departamento de Pediatria no Hospital das Cl\u00ednicas, eram 28 hoje, atinge 100 leitos, sem contar os leitos das outras unidades.<\/p>\n<p>UNIDADE DE EMERG\u00caNCIA<br \/>\nFoi instalada no antigo pr\u00e9dio do Hospital das Cl\u00ednicas. A Pediatria conta com as seguintes \u00e1reas e servi\u00e7os:<\/p>\n<p>Ambulat\u00f3rio de Emerg\u00eancia;<br \/>\nEnfermaria de Pediatria, com 28 leitos;<br \/>\nEnfermaria de Mol\u00e9stias Infecciosas, com 9 leitos;<br \/>\nCTI Pedi\u00e1trica, com 6 leitos;<br \/>\nServi\u00e7o de Atendimento a pacientes intoxicados;<br \/>\nMATER \u2013 Maternidade do Complexo Aeroporto \u2013 Est\u00e1 situada no Bairro Quintino Facci II, de Ribeir\u00e3o Preto, com 40 leitos, no sistema de alojamento conjunto, atendendo a rec\u00e9m-nascidos a termo, de baixo risco.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/sites.usp.br\/rpp\/wp-content\/uploads\/sites\/415\/2018\/09\/image08.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-967\" src=\"http:\/\/sites.usp.br\/rpp\/wp-content\/uploads\/sites\/415\/2018\/09\/image08-300x179.png\" alt=\"\" width=\"479\" height=\"286\" data-id=\"967\" srcset=\"https:\/\/sites.usp.br\/rpp\/wp-content\/uploads\/sites\/415\/2018\/09\/image08-300x179.png 300w, https:\/\/sites.usp.br\/rpp\/wp-content\/uploads\/sites\/415\/2018\/09\/image08-768x458.png 768w, https:\/\/sites.usp.br\/rpp\/wp-content\/uploads\/sites\/415\/2018\/09\/image08-1024x610.png 1024w, https:\/\/sites.usp.br\/rpp\/wp-content\/uploads\/sites\/415\/2018\/09\/image08-400x238.png 400w, https:\/\/sites.usp.br\/rpp\/wp-content\/uploads\/sites\/415\/2018\/09\/image08.png 1295w\" sizes=\"auto, (max-width: 479px) 100vw, 479px\" \/><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Figura 5. Unidade de Emerg\u00eancia do Hospital das Cl\u00ednicas de Ribeir\u00e3o Preto da FMRP-USP &#8211; Cidade &#8211; 2001. Docentes do DPP e Equipe M\u00e9dica.<\/p>\n<p>Hoje, o Departamento de Pediatria \u00e9 respons\u00e1vel por Disciplinas do 3o ao 6o ano da Gradua\u00e7\u00e3o do Curso de Ci\u00eancias M\u00e9dicas, que incluem mais de 1300 h da carga hor\u00e1ria do curr\u00edculo m\u00e9dico. Os seus docentes participam ainda das disciplinas coordenadas pela Comiss\u00e3o de Gradua\u00e7\u00e3o da FMRP-USP, como a de Inicia\u00e7\u00e3o \u00e0 Sa\u00fade.<\/p>\n<p>Destaque especial deve ser dado ao programa de treinamento dos m\u00e9dicos rec\u00e9m-formados que desejam se dedicar \u00e0 Pediatria atrav\u00e9s da Resid\u00eancia M\u00e9dica. Todos os anos h\u00e1 24 residentes de 1o ano, 24 de 2o ano e 16 \u2013 24 de 3o ano, nas subespecialidades.<\/p>\n<p>\u00c9 justo dizer que o desenvolvimento cient\u00edfico e tecnol\u00f3gico dos docentes do Departamento de Pediatria tornaram o citado servi\u00e7o centro de refer\u00eancia regional e tamb\u00e9m nacional.<\/p>\n<p>O Departamento de Pediatria, tanto no Hospital das Cl\u00ednicas \u2013 Campus \u2013 como na Unidade de Emerg\u00eancia \u2013 cidade &#8211; atua em todos os n\u00edveis de atendimento, desde o prim\u00e1rio ao terci\u00e1rio. O Servi\u00e7o de Gastroenterologia Pedi\u00e1trica participa do Grupo de Transplante Hep\u00e1tico; o de Nefrologia Pedi\u00e1trica participa dos transplantes renais e o Servi\u00e7o de Hematologia e Oncologia participa dos transplantes de medula \u00f3ssea. \u00c9 o Departamento de Pediatria participando na fronteira do conhecimento da promo\u00e7\u00e3o da sa\u00fade \u00e0 recupera\u00e7\u00e3o dos comprometidos pelas doen\u00e7as que levam a incapacidades.<\/p>\n<p>Do in\u00edcio do Departamento, em 1956, at\u00e9 o presente, pode-se dizer que o desenvolvimento foi continuado e expressivo, como sempre desejou o Professor Woiski, isto \u00e9, estender a Pediatria e consolid\u00e1-la como disciplina b\u00e1sica do curso m\u00e9dico, sem descurar das especializa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>PROFESSOR JACOB RENATO WOISKI<br \/>\nNeste relato hist\u00f3rico, onde est\u00e3o destacados fatos memor\u00e1veis da vida do Departamento de Puericultura e Pediatria da FMRP-USP, \u00e9 justo incluir a descri\u00e7\u00e3o simples, sem retoques, da figura marcante que foi o professor Woiski em nossa faculdade. Como ele era visto? Como era sentida a sua presen\u00e7a? Como ele reagia ou se manifestava em reuni\u00f5es cient\u00edficas e sociais?<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/sites.usp.br\/rpp\/wp-content\/uploads\/sites\/415\/2018\/09\/image11.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-968\" src=\"http:\/\/sites.usp.br\/rpp\/wp-content\/uploads\/sites\/415\/2018\/09\/image11-220x300.png\" alt=\"\" width=\"220\" height=\"300\" data-id=\"968\" srcset=\"https:\/\/sites.usp.br\/rpp\/wp-content\/uploads\/sites\/415\/2018\/09\/image11-220x300.png 220w, https:\/\/sites.usp.br\/rpp\/wp-content\/uploads\/sites\/415\/2018\/09\/image11-768x1048.png 768w, https:\/\/sites.usp.br\/rpp\/wp-content\/uploads\/sites\/415\/2018\/09\/image11-750x1024.png 750w, https:\/\/sites.usp.br\/rpp\/wp-content\/uploads\/sites\/415\/2018\/09\/image11-400x546.png 400w, https:\/\/sites.usp.br\/rpp\/wp-content\/uploads\/sites\/415\/2018\/09\/image11.png 856w\" sizes=\"auto, (max-width: 220px) 100vw, 220px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Figura 6. Prof. Dr. Jacob Renato Woiski.<\/p>\n<p>Em 1983, ao ensejo dos 50 anos de sua formatura pela Faculdade de Medicina da Praia Vermelha, do Rio de Janeiro, o Prof. Woiski foi homenageado pelo Departamento de Pediatria da Faculdade de Medicina de Ribeir\u00e3o Preto. O Prof. Santoro, em sua sauda\u00e7\u00e3o, procurou descrever o Prof. Woiski e, de certo modo, dando as respostas \u00e0s indaga\u00e7\u00f5es h\u00e1 pouco feitas. Disse o Prof. Santoro: \u201cPoder\u00e1 parecer presun\u00e7\u00e3o, mas n\u00e3o considero dif\u00edcil fazer o perfil do Prof. Woiski devido a um tra\u00e7o caracter\u00edstico de sua personalidade: a espontaneidade de todas as suas atitudes. Sempre mostrou claramente como age, como pensa, como interpreta, sem deixar d\u00favida. N\u00e3o usa meias palavras nem o sentido figurado. Fala o que pensa, \u00e9 o que \u00e9\u201d. E continua: \u201cSempre considerou a assist\u00eancia \u00e0 crian\u00e7a em seu sentido mais amplo e mais puro. Nesta mesma linha, considerava o ensino da Pediatria. Por isso, sempre exigiu muita seriedade do estudante e dos que com ele trabalhavam. N\u00e3o admitia certas falhas. Nessas ocasi\u00f5es era en\u00e9rgico. Outra caracter\u00edstica importante \u00e9 que confiava nas pessoas, indistintamente. Por esta raz\u00e3o, teve decep\u00e7\u00f5es. N\u00e3o modificou, entretanto, sua conduta. Ainda hoje \u00e9 assim\u201d.<\/p>\n<p>\u201cOutra particularidade \u00e9 ser emotivo. Comove-se diante de uma crian\u00e7a muito doente; comove-se ao ouvir o agradecimento de um pai, de um ex-aluno que venceu, de um seu assistente que est\u00e1 subindo degraus na carreira universit\u00e1ria. Seus ex-alunos, ex-residentes, seus auxiliares o conhecem bem. Sabem que confia, que se emociona, mas que pode se exaltar diante de falhas\u201d.<\/p>\n<p>\u201cEste \u00e9 um momento de lembran\u00e7as\u201d, diz o Prof. Santoro. \u201cVale a pena continuar um pouco mais para relembrar fatos simples mas que fazem parte, tamb\u00e9m, deste perfil do Prof. Woiski e est\u00e3o inclu\u00eddos na hist\u00f3ria da nossa Pediatria, como por exemplo, as visitas rotineiras, de todas as manh\u00e3s, \u00e0s enfermarias. De estetosc\u00f3pio na m\u00e3o, queria ver crian\u00e7a por crian\u00e7a, hist\u00f3ria por hist\u00f3ria, evolu\u00e7\u00e3o por evolu\u00e7\u00e3o, conduta por conduta. Nada superficial. Com ampla experi\u00eancia cl\u00ednica, facilmente analisava os dados apresentados e dizia os porqu\u00eas. Mas antes queria saber a opini\u00e3o de todos a respeito. E a\u00ed \u00e9 que, muitas vezes, a reuni\u00e3o se tornava tensa ou muito tensa\u201d.<\/p>\n<p>\u201cParticipava de toda a vida do Departamento. Frequentava as enfermarias, atendia e discutia nos ambulat\u00f3rios e estava presente em todas as reuni\u00f5es. Discutia, comentava utilizando sua experi\u00eancia, sua observa\u00e7\u00e3o e pr\u00e1tica\u201d.<\/p>\n<p>O Prof. Woiski gostava muito de nossa faculdade onde chegou a ser suplente de diretor e, tamb\u00e9m, diretor do Hospital das Cl\u00ednicas. Mas, particularmente, gostava da Pediatria. Embora residindo em S\u00e3o Paulo, vinha com frequ\u00eancia a Ribeir\u00e3o Preto onde, por duas vezes, procurou residir novamente.<\/p>\n<p>Mas, em conversas aqui ou em S\u00e3o Paulo, depois de aposentado, falava como se aqui morasse e aqui trabalhasse. Referia-se ao nosso Departamento de Pediatria como se aqui estivesse ainda, em plena atividade. Nas visitas que aqui fazia ao servi\u00e7o, demonstrava querer ajudar e ajudava al\u00e9m de fazer sugest\u00f5es de mudan\u00e7as.<\/p>\n<p>Deixando Ribeir\u00e3o Preto ao se aposentar, foi para S\u00e3o Paulo e assumiu l\u00e1, em 1972, a chefia do Departamento de Pediatria da Faculdade de Medicina da Santa Casa de S\u00e3o Paulo, onde permaneceu durante 8 anos e chegou a ser, tamb\u00e9m, diretor da mesma faculdade. De S\u00e3o Paulo foi para Taubat\u00e9 para chefiar a Pediatria da Faculdade daquela cidade por pouco tempo.<\/p>\n<p>O Prof. Santoro termina sua sauda\u00e7\u00e3o em homenagem ao jubileu de formatura do Prof. Woiski dizendo o seguinte: \u201cPessoas como o Prof. Woiski que n\u00e3o param nunca, que sempre est\u00e3o inovando e procurando solu\u00e7\u00e3o para os problemas de sa\u00fade da crian\u00e7a e para o ensino s\u00e3o importantes para a nossa sociedade e para o mundo. S\u00e3o pessoas que lutam toda a vida e por isso s\u00e3o imprescind\u00edveis\u201d.<\/p>\n<p>VISITAS DE PROFESSORES E PESQUISADORES<br \/>\nProf. Lytt Gardner, da State University of New York, maio de 1967, proferindo palestra sobre Citogen\u00e9tica Humana e S\u00edndrome de Priva\u00e7\u00e3o Materna;<br \/>\nProf. Angel Ballabriga, de Barcelona, Espanha, em outubro de 1967, proferindo palestra sobre S\u00edndrome de Dificuldade Respirat\u00f3ria no Rec\u00e9m-nascido;<br \/>\nProf. J. C. Waterlow, do Tropical Metabolism Research, da University of West Indies, Jamaica, agosto de 1968;<br \/>\nProf. Bo Vahlquist, diretor do Departamento de Pediatria da Universidade de Upsala, Su\u00e9cia, junho de 1971, proferindo palestra sobre o ensino m\u00e9dico na Su\u00e9cia;<br \/>\nDr. John Z. Bowers, Presidente da Josiah Macy Jr Foundation, de New York, firmando conv\u00eanio para treinamento de residentes em Pediatria, novembro de 1971;<br \/>\nDra. Irene Cid Schenberg, Delegada Federal da Crian\u00e7a em S\u00e3o Paulo, em visita ao Centro M\u00e9dico Social Comunit\u00e1rio de Vila Lobato, em 1971, falando sobre a Campanha Educativa da Coordena\u00e7\u00e3o de Prote\u00e7\u00e3o Materno Infantil \u2013 Clube de M\u00e3es;<br \/>\nProf. V. Veenecklaus, Prof. de Pediatria da Faculdade de Medicina de Leiden, Holanda, dezembro de 1971, como membro da Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade para visitar os centros comunit\u00e1rios de atendimento;<br \/>\nDra. Nicole Marie, Chefe do Setor de Antropologia do Servi\u00e7o de Anatomopatologia Animal de Paris, Fran\u00e7a, agosto de 1972;<br \/>\nProf. G. G. Arneil, professor de Pediatria da Universidade de Glasgow, Esc\u00f3cia, setembro de 973;<br \/>\nDr. Carlos Serrano, da Organiza\u00e7\u00e3o Panamericana de Sa\u00fade, em visita aos Centros Comunit\u00e1rios, em abril de 1974;<br \/>\nDr. Angel Cordano do Laborat\u00f3rio Mead Johnson, Estados Unidos, fevereiro de 1975;<br \/>\nProf. J.M. Tanner, professor do Instituto of Child Health, da Universidade de Londres, junho de 1977, falando sobre Crescimento da Crian\u00e7a;<br \/>\nProf. Bernece Tanner, do Servi\u00e7o de Sa\u00fade da Inglaterra, junho de 1977, falando sobre Aten\u00e7\u00e3o M\u00e9dica na Inglaterra;<br \/>\nDra. Mia Pereira da Silva, do Museu Nacional de Hist\u00f3ria Natural, de Paris, Fran\u00e7a, falando sobre Antropometria, em 1977;<br \/>\nProf. Peter M. Dunn, perinatologista da Universidade de Bristol, Inglaterra, outubro de 1989;<br \/>\nAndrew W. Duncan, Radiologista Pedi\u00e1trico do Royal Hospital of Sick Children, Bristol, Inglaterra, outubro de 1990;<br \/>\nProf. Peter Jeremt Berry, Patologista Pedi\u00e1trico da Universidade de Bristol, Inglaterra, novembro de 1990.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Hist\u00f3rico do Departamento de Puericultura e Pediatria Jos\u00e9 Romano Santoro Docente Aposentado FMRP-USP No in\u00edcio de 1956, aceitando o convite do Prof. Zeferino Vaz, diretor da ent\u00e3o rec\u00e9m-criada Faculdade de Medicina de Ribeir\u00e3o Preto, o Prof. Jacob Renato Woiski organizou o Departamento de Puericultura e Pediatria. Com esp\u00edrito inovador, prop\u00f4s altera\u00e7\u00f5es em posi\u00e7\u00f5es tradicionais [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":740,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ocean_post_layout":"","ocean_both_sidebars_style":"","ocean_both_sidebars_content_width":0,"ocean_both_sidebars_sidebars_width":0,"ocean_sidebar":"","ocean_second_sidebar":"","ocean_disable_margins":"enable","ocean_add_body_class":"","ocean_shortcode_before_top_bar":"","ocean_shortcode_after_top_bar":"","ocean_shortcode_before_header":"","ocean_shortcode_after_header":"","ocean_has_shortcode":"","ocean_shortcode_after_title":"","ocean_shortcode_before_footer_widgets":"","ocean_shortcode_after_footer_widgets":"","ocean_shortcode_before_footer_bottom":"","ocean_shortcode_after_footer_bottom":"","ocean_display_top_bar":"default","ocean_display_header":"default","ocean_header_style":"","ocean_center_header_left_menu":"","ocean_custom_header_template":"","ocean_custom_logo":0,"ocean_custom_retina_logo":0,"ocean_custom_logo_max_width":0,"ocean_custom_logo_tablet_max_width":0,"ocean_custom_logo_mobile_max_width":0,"ocean_custom_logo_max_height":0,"ocean_custom_logo_tablet_max_height":0,"ocean_custom_logo_mobile_max_height":0,"ocean_header_custom_menu":"","ocean_menu_typo_font_family":"","ocean_menu_typo_font_subset":"","ocean_menu_typo_font_size":0,"ocean_menu_typo_font_size_tablet":0,"ocean_menu_typo_font_size_mobile":0,"ocean_menu_typo_font_size_unit":"px","ocean_menu_typo_font_weight":"","ocean_menu_typo_font_weight_tablet":"","ocean_menu_typo_font_weight_mobile":"","ocean_menu_typo_transform":"","ocean_menu_typo_transform_tablet":"","ocean_menu_typo_transform_mobile":"","ocean_menu_typo_line_height":0,"ocean_menu_typo_line_height_tablet":0,"ocean_menu_typo_line_height_mobile":0,"ocean_menu_typo_line_height_unit":"","ocean_menu_typo_spacing":0,"ocean_menu_typo_spacing_tablet":0,"ocean_menu_typo_spacing_mobile":0,"ocean_menu_typo_spacing_unit":"","ocean_menu_link_color":"","ocean_menu_link_color_hover":"","ocean_menu_link_color_active":"","ocean_menu_link_background":"","ocean_menu_link_hover_background":"","ocean_menu_link_active_background":"","ocean_menu_social_links_bg":"","ocean_menu_social_hover_links_bg":"","ocean_menu_social_links_color":"","ocean_menu_social_hover_links_color":"","ocean_disable_title":"default","ocean_disable_heading":"default","ocean_post_title":"","ocean_post_subheading":"","ocean_post_title_style":"","ocean_post_title_background_color":"","ocean_post_title_background":0,"ocean_post_title_bg_image_position":"","ocean_post_title_bg_image_attachment":"","ocean_post_title_bg_image_repeat":"","ocean_post_title_bg_image_size":"","ocean_post_title_height":0,"ocean_post_title_bg_overlay":0.5,"ocean_post_title_bg_overlay_color":"","ocean_disable_breadcrumbs":"default","ocean_breadcrumbs_color":"","ocean_breadcrumbs_separator_color":"","ocean_breadcrumbs_links_color":"","ocean_breadcrumbs_links_hover_color":"","ocean_display_footer_widgets":"default","ocean_display_footer_bottom":"default","ocean_custom_footer_template":"","ocean_post_oembed":"","ocean_post_self_hosted_media":"","ocean_post_video_embed":"","ocean_link_format":"","ocean_link_format_target":"self","ocean_quote_format":"","ocean_quote_format_link":"post","ocean_gallery_link_images":"on","ocean_gallery_id":[],"footnotes":"","_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[1,59],"tags":[],"class_list":["post-888","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-menu","category-sobre","entry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.usp.br\/rpp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/888","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.usp.br\/rpp\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.usp.br\/rpp\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/rpp\/wp-json\/wp\/v2\/users\/740"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/rpp\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=888"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/rpp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/888\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1124,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/rpp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/888\/revisions\/1124"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.usp.br\/rpp\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=888"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/rpp\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=888"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/rpp\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=888"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}