{"id":1690,"date":"2019-05-08T16:54:20","date_gmt":"2019-05-08T19:54:20","guid":{"rendered":"http:\/\/sites.usp.br\/uspcidades\/?page_id=1690"},"modified":"2019-08-15T15:41:42","modified_gmt":"2019-08-15T18:41:42","slug":"cidades-resilientes-3","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/sites.usp.br\/uspcidades\/cidades-resilientes-3\/","title":{"rendered":"Resili\u00eancia Urbana"},"content":{"rendered":"<p><strong>1 \u2013\u00a0<\/strong><strong>Contexto<\/strong><\/p>\n<p>As atuais m\u00e9tricas das taxas de urbaniza\u00e7\u00e3o internacional ressaltam a improv\u00e1vel possibilidade de haver um retrocesso na atual tend\u00eancia de crescimento. Estamos presenciando, ano a ano uma ligeira eleva\u00e7\u00e3o destes indicadores, inclusive no Brasil, e diante deste cen\u00e1rio absolutamente previs\u00edvel, \u00e9 poss\u00edvel antevermos as consequ\u00eancias desta urbaniza\u00e7\u00e3o e atuarmos enquanto governos e enquanto sociedade civil para minimizar os impactos decorrentes. N\u00e3o h\u00e1 como evitar situa\u00e7\u00f5es de stress urbano nas grandes cidades do mundo e as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, entre outros, s\u00e3o os agentes deste processo. Chuvas intensas, alagamentos, escassez de chuvas, secas prolongadas, falta de energia el\u00e9trica, queda de viadutos, vendavais, furac\u00f5es, greves de combust\u00edveis, interrup\u00e7\u00e3o no abastecimento, s\u00e3o algumas das situa\u00e7\u00f5es que assolam as regi\u00f5es urbanas do mundo. Estas ocorr\u00eancias n\u00e3o afetam somente os pa\u00edses em desenvolvimento como o Brasil, mas tamb\u00e9m os desenvolvidos como \u00e9 o caso dos Estados Unidos da Am\u00e9rica. Neste contexto, os estudos, os planos e as a\u00e7\u00f5es de resili\u00eancia urbana se apresentam como alternativas e estrat\u00e9gias mitigadoras de futuros impactos e necessitam ser cada vez mais estudadas. Estas quest\u00f5es n\u00e3o se resolvem com Planos de Sustentabilidade Urbana que tratam fundamentalmente da gest\u00e3o e otimiza\u00e7\u00e3o dos recursos naturais, mas tratam de devolver \u00e0 cidade a sua condi\u00e7\u00e3o original ap\u00f3s uma situa\u00e7\u00e3o de stress urbano.<\/p>\n<p>O fator escala assume neste processo uma import\u00e2ncia vital, por exemplo: cidades pequenas e cidades m\u00e9dias t\u00eam a possibilidade de gerenciar as consequ\u00eancias do crescimento urbano mais facilmente do que as grandes cidades. O problema \u00e9 que as megacidades est\u00e3o crescendo em si mesmas, e o seu n\u00famero no mundo tamb\u00e9m vem aumentando. Na d\u00e9cada de 1950 possu\u00edmos apenas duas megacidades com mais de 10 milh\u00f5es de habitantes, NYC\/Newark (EUA) com 12,4 milh\u00f5es e T\u00f3quio (Jap\u00e3o) com 11,3 milh\u00f5es<a href=\"https:\/\/sites.usp.br\/uspcidades\/cidades-resilientes\/#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a>. Em 2015 esse n\u00famero se elevou para vinte e duas cidades.<\/p>\n<p>Previs\u00f5es anteveem um cen\u00e1rio de cerca de 50 megacidades at\u00e9 o ano de 2040<a href=\"https:\/\/sites.usp.br\/uspcidades\/cidades-resilientes\/#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a>\u00a0e existe grande probabilidade de que isto de fato ocorra. Em apenas tr\u00eas gera\u00e7\u00f5es multiplicamos por onze vezes o n\u00famero de megacidades do mundo. \u00a0As 27 maiores megacidades consomem 9,3% da eletricidade mundial e produzem 12,6% dos res\u00edduos s\u00f3lidos totais, mas em contrapartida possuem apenas 6,7% da popula\u00e7\u00e3o mundial. Uma das muitas consequ\u00eancias dos fen\u00f4menos da urbaniza\u00e7\u00e3o e da densifica\u00e7\u00e3o \u00e9 a concentra\u00e7\u00e3o pontual em termos das \u00e1reas urbanas que as cidades representam no territ\u00f3rio. No Brasil, por exemplo, devido a concentra\u00e7\u00e3o das megacidades na por\u00e7\u00e3o leste do territ\u00f3rio, as megacidades atuam como sumidouros de mat\u00e9ria prima e de uma gama muito grande de recursos valiosos, tais como: \u00e1gua, energia el\u00e9trica, g\u00e1s, petr\u00f3leo, alimentos org\u00e2nicos, alimentos processados, mat\u00e9rias-primas e bens manufaturados. Isto \u00e9 particularmente verdade no caso da \u00e1gua e da energia el\u00e9trica cuja necessidade de abastecimento gerou a necessidade de implanta\u00e7\u00e3o de milhares de quil\u00f4metros de redes a\u00e9reas e subterr\u00e2neas para transportar dois bens vitais para a possibilidade de vida nas cidades. Por outro lado, a exist\u00eancia de uma rede organizada para o transporte destes bens vitais, n\u00e3o garantem a todo o tempo o seu fornecimento. Os grandes per\u00edodos de secas prolongadas, como j\u00e1 verificado em muitas cidades brasileiras, colocaram em risco o fornecimento de \u00e1gua e de energia el\u00e9trica em S\u00e3o Paulo na crise h\u00eddrica de 2014 a 2016.\u00a0 Isto demonstra a fragilidade existente na opera\u00e7\u00e3o das cidades, que por mais organizada que seja, est\u00e1 todo o tempo a merc\u00ea de fatores externos a si mesmas, como os fatores clim\u00e1ticos ou mesmo os fatores pol\u00edticos como foi o caso da greve dos caminhoneiros que paralisou as cidades brasileiras em 2018 com \u00eanfase nas megacidades brasileiras.\u00a0 \u00a0Os estudos de resili\u00eancia urbana surgiram como uma alternativa de enfrentamento destas quest\u00f5es. Mais de uma centena de cidades ao redor do mundo e em todos os continentes desenvolveram planos de resili\u00eancia urbana e criaram escrit\u00f3rios espec\u00edficos para lidar com estas quest\u00f5es. Esses escrit\u00f3rios t\u00eam sido chamados de \u201cEscrit\u00f3rio de Recupera\u00e7\u00e3o e Resili\u00eancia\u201d ou \u201cEscrit\u00f3rio de Resili\u00eancia\u201d e s\u00e3o respons\u00e1veis \u200b\u200bpor produzir planos de gest\u00e3o de riscos, bem como mecanismos para retornar \u00e0 condi\u00e7\u00e3o original, qualquer tipo de altera\u00e7\u00e3o ou traumas sofridos pelas cidades. Este \u00e9 o verdadeiro significado da resili\u00eancia. De fato, muitas cidades, incluindo Nova York, est\u00e3o se preparando para se tornar ainda mais resistentes ap\u00f3s a ocorr\u00eancia de cat\u00e1strofes como foi o caso do fura\u00e7\u00e3o Sandy ocorrido em 2012. Hoje, cerca de sete anos depois, a cidade, sobretudo nas \u00e1reas costeiras, ainda n\u00e3o se encontra preparada para a ocorr\u00eancia de um novo episodio naquelas propor\u00e7\u00f5es. O grande desafio que ainda permanece para os gestores daquela cidade, bem como para o escrit\u00f3rio de resili\u00eancia local, \u00e9 como preparar a cidade para uma nova ocorr\u00eancia que deve acontecer ainda neste s\u00e9culo.<\/p>\n<p><strong>2 \u2013\u00a0<\/strong><strong>Apoio T\u00e9cnico<\/strong><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>A equipe de especialistas do USP CIDADES poder\u00e1 apoiar cidades na elabora\u00e7\u00e3o de Planos de Resili\u00eancia Urbana considerando os principais aspectos que envolvem os condicionantes de riscos al\u00e9m de aspectos adicionais voltados \u00e0s especificidades urbanas locais e \u00e0 voca\u00e7\u00e3o da cidade. Como estrutura m\u00ednima do Plano de Resili\u00eancia Urbana, considerando-se os seguintes aspectos:<strong>\u00a0<\/strong><strong>\u00a0<\/strong><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/sites.usp.br\/uspcidades\/wp-content\/uploads\/sites\/302\/2019\/05\/Cidades_resilientes_maromero-1.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-1695\" src=\"https:\/\/sites.usp.br\/uspcidades\/wp-content\/uploads\/sites\/302\/2019\/05\/Cidades_resilientes_maromero-1.png\" alt=\"\" width=\"473\" height=\"662\" data-id=\"1695\" srcset=\"https:\/\/sites.usp.br\/uspcidades\/wp-content\/uploads\/sites\/302\/2019\/05\/Cidades_resilientes_maromero-1.png 473w, https:\/\/sites.usp.br\/uspcidades\/wp-content\/uploads\/sites\/302\/2019\/05\/Cidades_resilientes_maromero-1-214x300.png 214w, https:\/\/sites.usp.br\/uspcidades\/wp-content\/uploads\/sites\/302\/2019\/05\/Cidades_resilientes_maromero-1-400x560.png 400w\" sizes=\"auto, (max-width: 473px) 100vw, 473px\" \/><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>3 \u2013 Etapas do Plano de Resili\u00eancia<\/strong><strong>\u00a0<\/strong><strong>\u00a0<\/strong><strong>\u00a0<\/strong><strong>\u00a0<\/strong><strong>\u00a0<\/strong><strong>\u00a0<\/strong><strong>\u00a0<\/strong><strong>\u00a0<\/strong><strong>\u00a0<\/strong><strong>\u00a0<\/strong><strong>\u00a0<\/strong><strong>\u00a0<\/strong><strong>\u00a0<\/strong><strong>\u00a0<\/strong><strong>\u00a0<\/strong><strong>\u00a0<\/strong><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/sites.usp.br\/uspcidades\/wp-content\/uploads\/sites\/302\/2019\/05\/Cidades_resilientes_maromero_anexo2-2.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-1696\" src=\"https:\/\/sites.usp.br\/uspcidades\/wp-content\/uploads\/sites\/302\/2019\/05\/Cidades_resilientes_maromero_anexo2-2.png\" alt=\"\" width=\"621\" height=\"493\" data-id=\"1696\" srcset=\"https:\/\/sites.usp.br\/uspcidades\/wp-content\/uploads\/sites\/302\/2019\/05\/Cidades_resilientes_maromero_anexo2-2.png 621w, https:\/\/sites.usp.br\/uspcidades\/wp-content\/uploads\/sites\/302\/2019\/05\/Cidades_resilientes_maromero_anexo2-2-300x238.png 300w, https:\/\/sites.usp.br\/uspcidades\/wp-content\/uploads\/sites\/302\/2019\/05\/Cidades_resilientes_maromero_anexo2-2-400x318.png 400w\" sizes=\"auto, (max-width: 621px) 100vw, 621px\" \/><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O Plano de Resili\u00eancia cont\u00e9m as estrat\u00e9gias de a\u00e7\u00e3o para as tomadas de decis\u00e3o conjuntas incluindo os seguintes t\u00f3picos:<\/p>\n<ul>\n<li>A\u00e7\u00e3o requerida<\/li>\n<li>\u00d3rg\u00e3o respons\u00e1vel pela a\u00e7\u00e3o<\/li>\n<li>\u00d3rg\u00e3os envolvidos na a\u00e7\u00e3o<\/li>\n<li>Profissional respons\u00e1vel pela a\u00e7\u00e3o<\/li>\n<li>Cronograma da a\u00e7\u00e3o<\/li>\n<li>Or\u00e7amento para a a\u00e7\u00e3o<\/li>\n<li>Origem dos recursos<\/li>\n<li>Etapas j\u00e1 cumpridas<\/li>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O item \u201cEtapas j\u00e1 cumpridas\u201d foi inclu\u00eddo, tendo em vista que, em alguns casos, a municipalidade j\u00e1 iniciou alguma a\u00e7\u00e3o de mitiga\u00e7\u00e3o relevante.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>4 \u2013 Refer\u00eancias:<\/strong><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><sup>[1]<\/sup>\u00a0Hoornweg &amp; Pope\u2019s GCIF Working Paper No. 4: Population predictions of the 101 largest cities in the 21st century. In: http:\/\/sites.uoit.ca\/sustainabilitytoday\/urban-and-energy-systems\/Worlds-largest-cities<\/p>\n<p><sup>[1]<\/sup>\u00a0Demographia World Urban Areas, 13<sup>th<\/sup>\u00a0Annual Edition: 2017. Largest build-up urban areas in the world: 2016. Available on:\u00a0<a href=\"http:\/\/www.demographia.com\/db-worldua.pdf\">http:\/\/www.demographia.com\/db-worldua.pdf<\/a>\u00a0(access Sep, 17th, 2017).<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><a href=\"https:\/\/sites.usp.br\/uspcidades\/cidades-resilientes\/#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a>\u00a0Hoornweg &amp; Pope\u2019s GCIF Working Paper No. 4: Population predictions of the 101 largest cities in the 21st century. In: http:\/\/sites.uoit.ca\/sustainabilitytoday\/urban-and-energy-systems\/Worlds-largest-cities<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/sites.usp.br\/uspcidades\/cidades-resilientes\/#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a>\u00a0Demographia World Urban Areas, 13<sup>th<\/sup>\u00a0Annual Edition: 2017. Largest build-up urban areas in the world: 2016. Available on:\u00a0<a href=\"http:\/\/www.demographia.com\/db-worldua.pdf\">http:\/\/www.demographia.com\/db-worldua.pdf<\/a>\u00a0(access Sep, 17th, 2017).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>1 \u2013\u00a0Contexto As atuais m\u00e9tricas das taxas de urbaniza\u00e7\u00e3o internacional ressaltam a improv\u00e1vel possibilidade de haver um retrocesso na atual tend\u00eancia de crescimento. 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