17° Edição (2020)

Categoria Individual

Júlio Lancellotti

Júlio Renato Lancellotti (São Paulo, 27 de dezembro de 1948) é padre católico, educador e um dos mais conhecidos defensores dos direitos humanos no Brasil. Ordenado em 1985 e pároco da Paróquia São Miguel Arcanjo, na Mooca, desde 1994 coordena a Pastoral do Povo da Rua da Arquidiocese de São Paulo. Sua atuação diária nas ruas envolve acolhimento, distribuição de alimentos e orientação para pessoas em situação de rua, dependentes químicos, população LGBTQIA+ e outros grupos vulneráveis, além de mobilização por políticas públicas de habitação, saúde e inclusão social.

Reconhecido nacionalmente por denunciar políticas higienistas e a violência contra os pobres, Lancellotti se tornou símbolo de resistência em 2021 ao quebrar blocos de concreto instalados para impedir que moradores de rua dormissem sob um viaduto. Ao longo da carreira recebeu prêmios e títulos de cidadania, como o Prêmio Santo Dias e o Prêmio Direitos Humanos da Presidência da República, sendo amplamente respeitado por sua postura profética e compromisso com a justiça social.

Categoria Institucional

Instituto Geledés

Instituto da Mulher Negra

Fundada em 30 de abril de 1988, é uma organização não governamental brasileira criada por um grupo de mulheres negras lideradas por Sueli Carneiro. Pioneiro no país, o Instituto atua na defesa dos direitos das mulheres negras e da população negra em geral, articulando questões de gênero, raça e direitos humanos. Suas ações incluem programas de educação antirracista, promoção da saúde, enfrentamento à violência, inserção no mercado de trabalho, além de incidência política para influenciar leis e políticas públicas de igualdade racial e de gênero.

Reconhecido nacional e internacionalmente, o Geledés desenvolve projetos de empoderamento comunitário, oferece atendimento jurídico e psicológico a vítimas de discriminação e violência, e promove pesquisas e campanhas de conscientização. Ao longo de mais de três décadas, tornou-se referência no combate ao racismo estrutural e ao sexismo, fortalecendo o protagonismo das mulheres negras e contribuindo para a construção de uma sociedade mais justa e democrática.