Laboratório inter-unidades fundado em 1998 pela iniciativa dos professores Maria Cristina Machado Kupfer, do Instituto de Psicologia da USP, e Leandro de Lajonquière, da Faculdade de Educação da USP, com a finalidade de congregar e desenvolver iniciativas nos domínios universitários do ensino, da pesquisa e da extensão, em torno de temáticas relativas à educação familiar e escolar, bem como à educação terapêutica na infância, formação de professores, graças a uma reflexão interdisciplinar que tem a Psicanálise como eixo.

De um lado a psicanálise, uma disciplina – pouco disciplinada – do saber, com uma origem clínica, mas marcada desde o seu fundador por uma reflexão que se estende para o campo mais amplo da cultura, sua estrutura, sua dinâmica, suas instituições. Abordar a cultura não lhe é um suplemento; a psicanálise não poderia evitar este movimento em direção à cultura sem deixar de ser psicanálise. De outro, a educação, questão estrutural da civilização – qual cultura poderia escolher não educar? – e um campo vasto que reúne vários saberes oriundos, em geral, da filosofia e das ciências humanas. O que esperar deste campo de pesquisa?

Com várias atividades como grupos de estudos, eventos de formação continuada, debates públicos, curso de especialização, colóquios internacionais, gestão de revista científica – Revista Estilos da Clínica: a infância com problemas –, o trabalho do laboratório foi ganhando repercussão e notoriedade no mundo acadêmico, nacional e internacional, assim como na comunidade que presencia a divulgação de sua pesquisa. Desde 2003 passou a contar, também, com a inserção do Professor Rinaldo Voltolini da Faculdade de Educação da USP que veio somar às iniciativas do laboratório.

No ano de 2010 foi fundado o seminário de pesquisa do LEPSI, atividade regular que reúne pesquisadores experimentados – docentes e pós-docs – e jovens pesquisadores – de iniciação científica, mestrado e doutorado – em torno da discussão dos projetos de pesquisa em curso, com o objetivo de aprimorar a formalização da pesquisa do campo psicanálise e educação. Além do fomento direto às pesquisas debatidas, vários artigos e livros foram publicados sob a influência deste trabalho.

O grupo não parou de crescer e contou com a chegada dos professores Daniel Revah (2006), do Departamento de Educação da Escola de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Faculdade de Educação da UNIFESP, e do Professor Douglas Emiliano Batista (2015), da Faculdade de Educação da USP. Hoje o grupo reúne mais de 50 membros efetivos, com presença assídua no seminário, nos grupos de estudo, na gestão da revista, na organização dos colóquios internacionais, nas coordenações de atividades de formação continuada. Número que se amplia significativamente com a rede de colaboradores externos, de outros laboratórios e de instituições parceiras, que mantém com o LEPSI um diálogo frequente.

No ano de 2013, já colhendo alguns frutos de sua inserção no cenário nacional, foi instituído o LEPSI-MINAS por iniciativa do Professor Marcelo Ricardo Pereira, da UFMG, da Professora Margareth Diniz, da UFOP, e da Professora Mônica Rahme, da UFMG. Tal seção mineira do LEPSI congrega atividades acadêmicas da FAE-UFMG, PSI-UFMG, FALE-UFMG e ICHS-UFOP.

O laboratório conta, também, com sua inserção em dois grupos de pesquisa no diretório nacional de grupos de pesquisa do CNPq. Entendemos que a missão de um laboratório é a de promover a pesquisa séria, efetiva, consequente e atenta às demandas sociais.