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Simpósio 2026

CHAMADA DE TRABALHOS – CALL FOR PAPERS

Acesse o Formulário de Inscrição

I SIMPÓSIO INTERNACIONAL DE ICONOMIA

e

XVI SEMINÁRIO INTERNACIONAL NUTAU

Território, Guerra e Paz na Era da Iconomia

Proximidade, Valor e Soberania

21, 22 e 23 de setembro de 2026

Universidade de São Paulo • São Paulo, Brasil

MODALIDADES

Artigos científicos • Relatos de experiência • Concurso de Games • Game Jam

Organização e parcerias

Programa de Pós-Graduação Humanidades, Direitos e Outras Legitimidades – PPGHDL, Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, USP

Université Paris-Saclay (França)

Université Sciences Po, Lyon (França)

Agence Universitaire de la Francophonie (AUF)

Departamento de Cinema, Rádio e TV, Escola de Comunicações e Artes, USP

Núcleo de Pesquisa em Tecnologia da Arquitetura, do Urbanismo e do Design da USP – NUTAU

Faculdade de Arquitetura e Urbanismo e de Design, FAU-USP

Núcleo de Pesquisa em Gestão de Tecnologias e Inovação – PGT, Faculdade de Economia, Administração, Contabilidade e Atuária, FEA-USP

SciBiz – Science + Business + Culture

Grupo Polichain, Escola Politécnica, USP

Grupo JOGA, Instituto de Psiquiatria, USP

Instituto de Estudos Avançados, IEA-USP

Instituto de Iconomia (São Paulo e Paris)

Games for Change América Latina

Apresentação

O I Simpósio Internacional de Iconomia e o XVI Seminário Internacional NUTAU reúnem-se para mapear e debater agendas interdisciplinares em torno do tema  “Território, Guerra e Paz na Era da Iconomia: Proximidade, Valor e Soberania” de 21 a 23 de setembro de 2026. O evento integra a Semana Franco-Uspiana 2026.

Convidamos pesquisadores, estudantes, profissionais, gestores públicos, organizações da sociedade civil, artistas, desenvolvedores e comunidades interessadas nas relações entre desenvolvimento territorial, inovação tecnológica, economias criativas e transformação digital no horizonte das humanidades, da arquitetura, do urbanismo e do design. 

Pluralidade, proximidade, sustentabilidade, cooperação, justiça e paz constituem os valores orientadores do encontro que inclui oficinas de criação de jogos e games..

O título do Simpósio parte de uma questão urgente: como criar valor, confiança e soberania democrática quando guerras, deslocamentos, conflitos socioambientais, gentrificação, concentração econômica, plataformização e disputas por dados reorganizam territórios físicos e digitais? 

A proposta é examinar a proximidade não apenas como distância geográfica, mas também como construção organizacional, institucional, cognitiva, cultural, afetiva e digital.

A iconomia é apresentada como um campo interdisciplinar de investigação aplicada, dedicado às relações entre informação, imagens, cultura, criatividade, tecnologias digitais, valor e inovação institucional. Interessa-se por ícones, narrativas, plataformas, moedas complementares, modelos de desenvolvimento local, dados e dispositivos de participação que organizam percepções, reconhecimentos, incentivos e capacidades coletivas. 

Nessa perspectiva, aproximar pessoas, instituições e territórios significa também tornar visíveis recursos, memórias, direitos, conhecimentos e formas plurais de riqueza.

O convidado internacional André Torre, professor na Université Paris-Saclay e pesquisador do INRAE/AgroParisTech, é referência mundial na economia da proximidade, no desenvolvimento territorial e na análise de cooperações e conflitos locais. O diálogo com Jérôme Blanc, professor de Economia na Sciences Po Lyon e especialista em pluralidade monetária, moedas locais e complementares, permitirá articular proximidade, soberania, ecologia monetária e inovação social.

OBJETIVO CENTRAL: Promover intercâmbio científico e experimentação pública sobre infraestruturas territoriais de cooperação capazes de combinar desenvolvimento local, diversidade cultural, sustentabilidade ambiental, inclusão socioeconômica, soberania tecnológica e cultura de paz.

 

Proximidade, moedas e infraestruturas digitais

A inteligência artificial, a blockchain, a Web3, as plataformas digitais, a Internet das Coisas e os sistemas descentralizados de governança redefinem os modos de produzir e circular valor. O Simpósio discutirá criticamente tanto seus potenciais de cooperação quanto seus riscos: dependência tecnológica, vigilância, exclusão algorítmica, financeirização, captura de dados, fragmentação da esfera pública e novas assimetrias geopolíticas como neoextrativismo digital e mineral, desglobalização e desindustrialização.

As moedas sociais, complementares, criativas e digitais serão tratadas como instituições e tecnologias de mediação. O foco não se restringe à eficiência transacional: interessa analisar como desenho monetário, governança, reputação, contratos inteligentes e incentivos podem fortalecer circuitos econômicos locais, reconhecer trabalhos invisibilizados, apoiar economias do cuidado, solidárias e circulares e ampliar a autonomia dos territórios, redefinindo as fronteiras da soberania.

Gamificação da proximidade e mobilização social

Jogos, game design, gamificação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e ambientes imersivos serão examinados como linguagens de pesquisa, educação, deliberação e transformação social. O evento incluirá um concurso de games, sessões de pitch e uma game jam. Essas atividades dialogam com a agenda internacional da Games for Change América Latina, coorganizadora do encontro, e com a busca por modelos capazes de tornar problemas complexos exploráveis, compartilháveis e passíveis de ação coletiva, pedagógica e emancipatória.

Pesquisa aplicada: Peace Coin e UAIFAI

Uma sessão especial será dedicada à Peace Coin (Moeda da Paz) como infraestrutura digital para ecossistemas colaborativos e à rede-plataforma-habitat UAIFAI — Universos de Acesso à Imaginação, à Fantasia e às Artes da Iconomia. Desenvolvida a partir de experiências realizadas entre 2024 e 2026 no Instituto de Estudos Avançados da USP, a UAIFAI conecta blockchain, organizações descentralizadas, inteligência coletiva, pesquisa cidadã, arte e gamificação em redes territoriais.

O projeto articula experiências do IEA-USP, do Departamento de Cinema, Rádio e Televisão da ECA-USP, do grupo POLICHAIN da Escola Politécnica, do grupo JoGa da Faculdade de Medicina e do Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar Humanidades, Direitos e Outras Legitimidades da FFLCH-USP, além de parceiros sociais, culturais e internacionais.

Três dias, três movimentos

21 de setembro — Território e proximidade: conferências, mesas, sessões paralelas de artigos e relatos de experiência; abertura da game jam.

22 de setembro — Valor e soberania: pluralidade monetária, inovação financeira e tecnológica, políticas públicas, saúde, cultura, games, pitches e conclusão da game jam.

23 de setembro — Memória e futuro: celebração dos 25 anos de atividades da Cidade do Conhecimento na USP, com linha do tempo, iniciativas e parcerias estratégicas, eventos e projetos de pesquisa realizados, repercussão pública e agenda para o próximo ciclo.

Formação de novas gerações e diálogo entre saberes

Artigos científicos e relatos de experiência serão recebidos em três categorias: ensino médio e ETECs; graduação e FATECs; pós-graduação. A avaliação considerará os objetivos formativos e o grau de maturidade de cada categoria, sem abrir mão de originalidade, integridade, clareza metodológica, fundamentação e contribuição social. Trabalhos intergeracionais, interinstitucionais e produzidos com comunidades são especialmente bem-vindos.

Ao aproximar pesquisas internacionais sobre economia de proximidade das contribuições brasileiras sobre iconomia, moedas sociais, arquitetura, urbanismo e design, tecnologias digitais, humanidades e políticas públicas, o Simpósio consolida uma rede emergente de pesquisa, formação, experimentação e cooperação internacional. 

O objetivo é produzir conhecimento e propor políticas públicas que fortaleçam nos territórios a transformação de conflitos em capacidade institucional, mobilizando tecnologias em favor do bem comum e reafirmando formas de valor consistentes com a Paz e a Justiça.

 

1. Chamada de trabalhos

A Comissão Científica convida à submissão de trabalhos originais e inéditos relacionados ao tema “Território, Guerra e Paz na Era da Iconomia: Proximidade, Valor e Soberania”. Serão aceitos artigos científicos e relatos de experiência em português, inglês, francês ou espanhol. Todas as submissões serão avaliadas por revisão duplo-cega por pares.

ESCOPO: O caráter interdisciplinar da chamada abrange pesquisas teóricas, empíricas, metodológicas, históricas, críticas, projetuais e de pesquisa-ação, bem como experiências documentadas de ensino, gestão, inovação, criação artística, intervenção territorial e desenvolvimento tecnológico.

 

2. Modalidades e categorias

Modalidade Requisitos centrais Extensão
Artigo científico Problema explícito; diálogo com literatura; método; análise; resultados ou contribuição teórica. 8 a 20 páginas
Relato de experiência Contexto; objetivos; participantes; procedimentos; evidências; resultados; limites; aprendizagens transferíveis. 5 a 12 páginas
“Game — Pitch” Protótipo ou demo jogável acompanhado de vídeo, ficha técnica e documento de design e impacto (proposta digital ou analógica). Livre

 

Categorias

Aprendiz — Ensino médio e Escolas Técnicas Estaduais (ETECs).

Ensino Superior — Graduação e Faculdades de Tecnologia (FATECs).

Especialistas  — Pós-graduação lato sensu e stricto sensu, profissionais ativos ou seniores.

Trabalhos com autores de níveis distintos concorrerão na categoria correspondente ao nível mais avançado entre os autores. Docentes e orientadores podem integrar a autoria quando houver contribuição intelectual substantiva.

3. Eixos temáticos e sugestões de submissão

1. Economia da proximidade, território e desenvolvimento regional

Proximidades geográfica, organizacional, institucional, cognitiva, social, cultural e digital.

Cooperação, conflitos de uso do solo, relações urbano-rurais, clusters, redes e sistemas territoriais de inovação.

Indicadores e métodos para avaliar capacidades, desigualdades, coesão e resiliência territoriais.

2. Economia política da guerra, da paz e da soberania

Geopolítica, cadeias de valor, sanções, infraestrutura crítica, energia, alimentos, dados e segurança.

Economia política da paz, reconstrução, diplomacia científica e governança de bens comuns.

Soberania nacional, territorial, monetária, alimentar, cultural, informacional e tecnológica.

3. Economia solidária, circular e do cuidado

Cooperativas, redes comunitárias, bancos comunitários, trabalho associado e compras públicas.

Circularidade, reparo, reuso, reciclagem, bioeconomia, simbiose industrial e justiça ambiental.

Reconhecimento, remuneração e infraestruturas do cuidado; gênero, raça, geração e desigualdades.

4. Economia, sustentabilidade e Objetivos de Desenvolvimento Sustentável

Transições justas, descarbonização, adaptação climática, biodiversidade e governança socioambiental.

Financiamento sustentável, contabilidade de impacto, justiça climática e conflitos territoriais.

Gamificação, comunicação e monitoramento dos ODS em escolas, cidades, organizações e comunidades.

5. Desenvolvimento econômico e humano, econometria e novos indicadores

Métodos quantitativos, qualitativos e mistos para desenvolvimento territorial e avaliação de políticas públicas em arquitetura e urbanismo.

Indicadores de bem-estar, cuidado, cultura, confiança, cooperação e solidariedade, paz, saúde e capital social.

Bases de dados, cartografias, econometria espacial, ciência de redes e avaliação de impacto.

6. Moedas sociais, complementares, criativas e comunitárias

Desenho, governança, circulação, conversibilidade, lastro, confiança e sustentabilidade de moedas locais.

Bancos comunitários, sistemas de crédito mútuo, bancos de tempo, moedas culturais e ecológicas.

Moedas como mídia, reconhecimento e infraestrutura de proximidade; experiências brasileiras e internacionais.

7. Inovação financeira, fintechs e soberania monetária

Criptoativos, stablecoins, moedas digitais de bancos centrais (CBDCs), DREX e pagamentos instantâneos.

Inclusão financeira, proteção do usuário, regulação, interoperabilidade, privacidade e riscos sistêmicos.

Finanças descentralizadas, crowdfunding, investimento de impacto e novas infraestruturas de valor.

8. Inovação tecnológica, IA, blockchain, Web3 e DAO

Inteligência artificial responsável, soberania de dados, algoritmos, plataformas e bens digitais comuns.

Blockchain, contratos inteligentes, organizações autônomas descentralizadas e governança participativa.

Internet das Coisas, sensores, gêmeos digitais, cibersegurança e tecnologias para territórios resilientes.

9. Gestão pública, políticas públicas e inovação institucional

Governo digital, participação cidadã, orçamento público, transparência e avaliação de políticas, direitos humanos, marcos regulatórios e políticas públicas com foco local.

Políticas territoriais de ciência, tecnologia, cultura, saúde, educação, paz e desenvolvimento.

Compras públicas de inovação, laboratórios cívicos, regulação experimental e governança multissetorial.

10. Arquitetura, urbanismo, cidades e design

Planejamento urbano e regional, habitação, mobilidade, acessibilidade, paisagem e direito à cidade.

Design social, design de serviços, design participativo e inovação orientada por missões.

Cidades inteligentes, criativas, cuidadoras, circulares, educadoras, inclusivas e pacíficas.

11. Games, game design, gamificação e ambientes imersivos

Jogos para educação, cidadania, saúde, sustentabilidade, memória, prevenção de violência e cultura de paz.

Economias virtuais, moedas em jogos, sistemas de reputação, cooperação e desenho ético de incentivos.

Realidade virtual e aumentada, metaversos, narrativas interativas, game jams e avaliação de impacto.

12. Iconologia, iconografia, artes e audiovisual

Imagens, símbolos, arquivos, memória, patrimônio, propaganda, guerra visual e disputas de representação.

Cinema, rádio, televisão, fotografia, artes digitais, performance, música e produção transmídia.

Economia do audiovisual, economia da atenção, direitos culturais e soberania estética.

13. Ciências humanas, ciências sociais, história e geografia humana

Território, migrações, diásporas, fronteiras, colonialidade, racismo, fundamentalismos e resistências, aquilombagem e projetos de desenvolvimento local.

História econômica, social, cultural, ambiental e das tecnologias; cartografias críticas e participativas.

Trabalho, classes, identidades, movimentos sociais, comunidades tradicionais e epistemologias do Sul.

14. Saúde pública, saúde mental e economias do bem-estar

Determinantes sociais e territoriais da saúde, atenção primária, prevenção e vigilância em saúde.

Saúde mental, violência, trauma, vícios comportamentais, jogos e apostas, solidão e vínculos comunitários.

Tecnologias do cuidado, jogos terapêuticos, longevidade, qualidade de vida e redes de proteção.

15. Filosofia política, epistemologia e humanidades digitais

Paz, justiça, soberania, democracia, reconhecimento, valor, liberdade, técnica e bens comuns.

Epistemologia, história da filosofia, filosofia da tecnologia, ética digital e crítica da razão algorítmica.

Humanidades digitais, leitura de código, arquivos computacionais, métodos digitais e produção pública de conhecimento.

 

4. Preparação do manuscrito

  1. Idiomas: português, inglês, francês ou espanhol.
  2. Arquivo para avaliação: PDF anônimo, sem nomes, filiações, agradecimentos, identificadores ou metadados que revelem autoria.
  3. Arquivo de identificação separado: título, modalidade, categoria, eixo, nomes completos, afiliações, ORCID, e-mail do autor correspondente e declaração de contribuições.
  4. Extensão máxima: 20 páginas, incluindo resumo, notas, figuras, tabelas, referências e anexos.
  5. Formato: papel A4; margens de 2,5 cm; fonte Arial 11; espaçamento 1,5; texto justificado; páginas numeradas.
  6. Título: até 20 palavras. Resumo: 150 a 250 palavras. Palavras-chave: três a cinco.
  7. Trabalhos em português, francês ou espanhol devem incluir título, resumo e palavras-chave também em inglês. Trabalhos em inglês devem incluir uma segunda versão em português, francês ou espanhol.
  8. Citações e referências: ABNT NBR 10520:2023 e ABNT NBR 6023:2018. O modelo oficial de submissão deverá ser seguido integralmente.
  9. Figuras e tabelas: numeradas, legíveis, com título, fonte, autoria e autorização de uso quando necessária.
  10. Autocitações: redigidas em terceira pessoa e sem formulações que permitam identificar os autores durante a revisão.

Estrutura recomendada

Artigo científico Relato de experiência
Introdução e problema de pesquisa Contexto e problema enfrentado
Referencial teórico e estado da questão Objetivos, público e território
Metodologia, materiais e ética Procedimentos, recursos e parcerias
Resultados e análise Evidências, resultados e aprendizagens
Discussão, limites e implicações Limites, transferibilidade e recomendações
Conclusão e referências Conclusão e referências

 

5. Originalidade, ética e integridade científica

O trabalho deve ser original, inédito e não estar simultaneamente em avaliação por outro evento ou periódico.

Plágio, autoplágio, fabricação, falsificação, manipulação indevida de imagens e autoria honorária constituem motivos de rejeição.

Pesquisas com seres humanos ou dados sensíveis devem informar aprovação ou dispensa pelo sistema ético competente e descrever consentimento, proteção de dados e gestão de riscos.

Financiamento, conflitos de interesse e vínculos institucionais relevantes devem ser declarados no arquivo de identificação.

O uso de inteligência artificial generativa deve ser declarado, com indicação de finalidade e extensão. Sistemas de IA não podem ser listados como autores; os autores respondem integralmente por precisão, originalidade, referências e direitos.

Quando aplicável, recomenda-se declaração de disponibilidade de dados, códigos, instrumentos e materiais, respeitando sigilo, direitos autorais, conhecimentos tradicionais e proteção de participantes.

Pesquisas realizadas com comunidades devem explicitar participação, reciprocidade, reconhecimento de saberes e formas de devolutiva.

6. Submissão e anonimização

Selecionar modalidade, categoria de formação e eixo temático principal.

Preparar o manuscrito conforme o modelo oficial e remover toda identificação do arquivo e das propriedades do documento.

Gerar o PDF anônimo e conferir links, imagens, tabelas, referências e limite de páginas.

Preencher os metadados de todos os autores e anexar as declarações de originalidade, ética, conflitos e uso de IA.

Enviar o PDF anônimo e os documentos complementares pelo portal oficial de submissões, que será divulgado na página do evento.

Guardar o comprovante eletrônico e acompanhar eventuais solicitações de revisão pelo autor correspondente.

 

7. Processo de avaliação duplo-cega

Cada trabalho será encaminhado a, no mínimo, dois pareceristas com competência no tema e sem conflito de interesse. Em caso de divergência substantiva, será solicitado terceiro parecer. A Comissão Científica poderá rejeitar preliminarmente submissões fora do escopo, incompletas, identificadas, acima do limite de páginas ou em desacordo com integridade e ética.

Critério Peso
Aderência ao tema geral e ao eixo específico 10%
Originalidade e relevância da contribuição 20%
Fundamentação e rigor metodológico 20%
Qualidade interdisciplinar e articulação entre campos 15%
Evidências, resultados, análise e impacto potencial 15%
Clareza, estrutura e qualidade da redação 10%
Ética, transparência e ciência responsável 10%

 

Decisões possíveis: aceito; aceito mediante revisões; ou não aceito. Os pareceres serão comunicados por e-mail. A aceitação para apresentação não implica publicação automática. Textos selecionados poderão ser convidados para anais ou publicação temática, mediante revisão editorial adicional e autorização dos autores. A submissão é gratuita, trabalhos aprovados terão acesso a taxa de inscrição específica.

8. Calendário editorial

Data Etapa
3 de agosto de 2026 Lançamento da chamada
31 de agosto de 2026, 23h59 (BRT) Prazo final de submissão de trabalhos acadêmicos, relatos e games
8 de setembro de 2026 Comunicação das decisões
14 de setembro de 2026 Envio da versão revisada e confirmação de pagamento
21 e 22 de setembro de 2026 Apresentações científicas, relatos, games e game jam
23 de setembro de 2026 Celebração dos 25 anos da Cidade do Conhecimento na USP

 

9. Apresentação dos trabalhos

Artigos e relatos aceitos serão apresentados em sessões organizadas por eixo e categoria.

Tempo de referência: 12 minutos de exposição e 3 minutos de debate; a coordenação poderá ajustar a dinâmica conforme o número de trabalhos selecionados.

Ao menos um autor deverá confirmar participação e realizar a apresentação. Trabalhos com mais de um autor farão apenas um pagamento pela inscrição.

Apresentações podem utilizar português, inglês, francês ou espanhol; recomenda-se disponibilizar slides em inglês quando possível.

Os autores devem assegurar acessibilidade mínima dos slides: contraste adequado, tipografia legível, descrição de imagens e legendas em materiais audiovisuais.

10. Concurso de games

A categoria especial de games receberá protótipos ou demos jogáveis ligados ao tema do Simpósio. Serão aceitos jogos digitais, analógicos e híbridos, individuais ou em equipe, inscritos nas mesmas categorias de formação da chamada assim como nos eixos temáticos do Simpósio.

Build, link jogável ou versão demonstrável, acompanhado de instruções de instalação e uso.

Vídeo de apresentação de até 3 minutos, com demonstração de mecânicas e experiência de jogo.

Documento de game design e impacto de até 5 páginas: problema, público, objetivos, mecânicas, narrativa, arte, tecnologia, acessibilidade, ética e resultados de testes.

Ficha técnica completa, contribuições de cada integrante, ferramentas, licenças e origem de ativos.

Declaração sobre coleta de dados, monetização, publicidade, compras internas, loot boxes, IA generativa e proteção de crianças e adolescentes, quando aplicável.

Critério do concurso Peso
Aderência ao tema e qualidade da pesquisa 20%
Game design, mecânicas e experiência do jogador 20%
Potencial de impacto territorial, educacional,
cultural ou socioambiental
20%
Originalidade e inovação 15%
Qualidade técnica, narrativa, visual e sonora 15%
Acessibilidade, ética e proteção do usuário 10%

 

11. Game jam

A game jam “Territórios” será online, iniciada em 14 de setembro e concluída em 23 de setembro, com formação de equipes multidisciplinares, acesso a mentorias e apresentação final dos protótipos facultativa para a Comissão Julgadora. Os projetos deverão responder ao tema geral do Simpósio e incorporar pelo menos uma dimensão de proximidade, valor, soberania, cooperação, sustentabilidade ou cultura de paz.Desafios específicos (“modifiers”) serão revelados na abertura.

Participação aberta às três categorias de formação, em equipes.

Uso permitido de ferramentas previamente existentes, desde que declarado e licenciado.

Todo conteúdo produzido durante a jam deve respeitar direitos, diversidade, acessibilidade e segurança.

 

12. Programação Científica preliminar — 21 e 22 de setembro

A ordem, os títulos finais das conferências e a composição das mesas serão ajustados pela Comissão Organizadora. Os dois primeiros dias estão integralmente reservados às apresentações científicas, relatos de experiência, games e atividades dos convidados.

Período Atividade Participações previstas
21 set. • manhã Abertura e conferência internacional: território, conflitos e economia da proximidade André Torre; Gilson Schwartz; Ranny Loureiro Xavier Nascimento Michalski; Maurício Cardoso
21 set. • tarde Mesa: proximidade, valor, moedas e soberania; sessões paralelas de artigos e relatos Jérôme Blanc;; Julio Lucchesi; Vinícius Guilherme Rodrigues Vieira
21 set. • fim do dia Mesa: infraestruturas tecnológicas, segurança, interação e abertura da game jam Marcos Simplício Jr.; Ricardo Nakamura; Gilson Schwartz
22 set. • manhã Conferência e mesa: pluralidade monetária, inovação financeira e políticas territoriais Jérôme Blanc; André Torre; Vinícius Guilherme Vieira
22 set. • tarde Mesas: tecnologia e soberania; cuidado, saúde mental, cultura e paz; sessões paralelas Marcos Simplício Jr.; Ricardo Nakamura; Hermano Tavares
22 set. • encerramento Pitch do concurso de games, demonstração da game jam, parecer do júri e premiação Convidados, mentores, equipes e Comissão Científica

 

13. Dia 23 de setembro — 25 anos da Cidade do Conhecimento na USP

O terceiro dia será dedicado à memória crítica e ao futuro da Cidade do Conhecimento. O projeto foi concebido em 1999 após seleção no Instituto de Estudos Avançados da USP e iniciou formalmente suas atividades em 2001. A celebração reunirá arquivos, testemunhos, demonstrações, debates e uma agenda de pesquisa para o próximo ciclo com a emergência da rede “Universos de Acesso à Imaginação, à Fantasia e às Artes da Iconomia” (UAIFAI)..

Período Iniciativas, pesquisas e marcos
1999–2001 Concepção no IEA-USP e início formal da Cidade do Conhecimento; redes de projetos, inclusão e emancipação digital, inteligência coletiva e gestão do conhecimento.
2001–2004 Educar na Sociedade da Informação; Gestão de Mídias Digitais; Oficinas de Design Social; Dicionário do Trabalho Vivo; Ética na Prática; Meninas Cientistas; SebraeCidade; SPiN; Teia do Saber; eventos no IEA e CONIP.
2003–2008 Rede Pipa Sabe, pesquisa-ação territorial no Rio Grande do Norte; telecentro comunitário, produção cultural, turismo sustentável e experimentação da moeda Garatuí; diálogo posterior com Bernard Lietaer e a moeda Saber.
2005–2011 Integração ao CTR-ECA-USP; reconhecimento Top 30 da Development Gateway Foundation (2006); consolidação da iconomia; criação do grupo Iconomia (2008); articulação da Games for Change América Latina (desde 2010) e primeiro festival regional na USP (2011).
2012–2017 Moedas Criativas e Fundo de Moedas Imaginárias; pesquisa sobre cidade–moeda–ícone; Portal da Juventude de São Paulo (2015); Strategic Workshops; Global MIL Week e campanha MIL CLICKS com UNESCO (2016); pesquisa sabática no IEA (2017).
2018–2023 Festivais, Pitch for Change, game jams, disciplinas de Produção de Games e Introdução à Iconomia; economias virtuais, Web3, blockchain, ODS e lançamento do ecossistema UAIFAI.
2024–2026 Maratona Identidade e IA; Quilombo Inteligente com apoio da AUF; UAIFAI e UAIFAI Quilombola; Peace Coin; Risk Trails; Game Jam for Change e Roblox Jam; cooperações com territórios, museus, escolas, universidades e redes internacionais.

 

14. Direitos autorais, uso de imagem e publicação

Os autores mantêm os direitos autorais de seus trabalhos e respondem pela obtenção de permissões relativas a imagens, dados, áudios, vídeos, códigos, marcas e ativos de terceiros.

A apresentação no evento poderá ser fotografada, gravada ou transmitida, mediante informação e consentimento conforme os procedimentos oficiais.

Qualquer publicação posterior dependerá de aceite editorial, revisão, autorização expressa e licença não exclusiva definida no respectivo termo.

Games e jogos analógicos permanecerão sob titularidade de seus criadores; demonstração, avaliação e premiação não transferem propriedade intelectual à organização.

15. Comissão Organizadora

Gilson Schwartz (CTR-ECA, PPGHDL-FFLCH, Instituto de Iconomia)

Ranny Loureiro Xavier Nascimento Michalski (FAUD, NUTAU)

Vinicius Rodrigues Vieira (FAAP, FGV-SP)

André Torre (Université de Paris-Saclay)

Ricardo Nakamura (FAUD, Escola Politécnica)

Marcos Simplício Júnior (Escola Politécnica)

 

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Universidade de São Paulo • São Paulo, Brasil