Galeria

Olhares Cruzados

Sem esquecer que a imagem fotográfica é sempre construída, o que implica admitir que nelas já existe uma primeira montagem em si, as montagens com emaranhados de fotografias provenientes dos três acervos tornaram-se revelações de que as imagens também são carregadas de movimento, tempos, memórias e imaginação. A série de montagens resultou de uma operação de escolha e combinação visual de fotografias que se encontravam à disposição desta pesquisa por meio de prévias investigações realizadas no contexto de iniciações científicas e pós-doutorado. Cada uma das montagens produzidas, no formato de pranchas, naturalmente inclui cortes e intervalos feitos nos numerosos acervos de Claudia, Lux e Maureen. Assim sendo, as montagens que produzimos configuram-se como um dispositivo de múltiplas aberturas e disparos de significados, com os quais não temos a pretensão apenas de construir uma narrativa linear, mas de associar, correlacionar e fazer imaginar os vínculos por aproximação e distanciamento entre as imagens destes três acervos.