Quem Somos


A iniciativa do Projeto Cecília surgiu em 2019 no Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas entre um grupo de orientandos e uma professora apaixonada por ensino de Astronomia. Aos poucos fomos nos expandindo para as outras áreas da ciência e assim criamos esse projeto interdisciplinar, com ênfase nas áreas de Astrofísica, Geociências e Meteorologia. O projeto surgiu da necessidade de levar a ciência de fronteira até as escolas para assim atingir uma parcela dos alunos que talvez nunca tivessem oportunidade de ouvir sobre isso. Queremos mostrar que a ciência no Brasil é algo palpável e está mais perto do que as pessoas imaginam!

 

Profª Drª Elysandra Figueredo Cypriano | Doutorado em Astronomia

Meu nome é Elysandra Figueredo Cypriano, sou astrônoma, professora do departamento de astronomia do IAG-USP. Desde criança eu adorava brincar com a natureza e de certa forma sempre me senti parte dela. Durante toda minha vida estudei em escolas públicas e não tive nenhuma oportunidade e até mesmo recursos para desenvolver meu lado cientista. Por isso, a ciência e a possibilidade de estudar em uma universidade pública só passou a ser algo possível para mim muito mais adiante em minha vida. Quando descobri esse caminho não saí mais dele. Me formei em Física mas foi com a Astronomia, e toda sua pluralidade, que meu coração bateu mais forte. Durante minha trajetória tive a oportunidade trabalhar e estudar em várias instituições brasileiras e internacionais, mas é no Brasil que eu tenho minhas raízes e ao retornar para casa idealizei os projetos Cecília e Astrominas. Foi inspirado em mim quando ainda menina, estudante de escola pública em uma região de alta vulnerabilidade social, que ambos projetos foram idealizados. No entanto, esse sonho só se tornou realidade graças à colaboração de minhas colegas e nossos estudantes, que acreditaram na grandeza desse trabalho e na importância de apresentar a ciência como uma possibilidade de carreira para jovens que por alguma razão de exclusão nunca tiveram acesso à ela. Nossa missão é levar a ciência de fronteira para as escolas públicas, para que jovens estudantes tenham a oportunidade de conhecer e se apaixonarem por ela e mais do isso, que possam acreditar que essa é uma possibilidade de carreira através das universidades públicas e gratuitas do nosso país.


Profª Drª Andrea Teixeira Ustra | Doutorado em Geofísica

Meu trabalho como cientista está relacionado a problemas ambientais atuais, como a poluição dos solos e das águas subterrâneas. Escolhi essa área de atuação devido a uma vontade persistente de atuar diretamente na sustentabilidade do nosso planeta, mas teria sido tão feliz quanto sou em qualquer outra área da geofísica, como a sismologia, o paleomagnetismo e outras que me fascinam! Espero poder inspirar os participantes do Projeto Cecília essa área de conhecimento incrível que é a geofísica, apresentando nossos trabalhos na fronteira do conhecimento!


Prof. Dr. Marcelo Bianchi | Doutorado em Geofísica

Dentro do departamento de Geofísica, do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG), desenvolvo a minha pesquisa com foco na área de Sismologia, a qual comecei a atuar em 2001, quando ingressei como aluno de Iniciação Científica. No grupo, buscava e localizava terremotos na região da plataforma continental brasileira. Acompanhei desde o início o processo de modernização da sismologia do Brasil que hoje, conta com uma rede de quase uma centena de estações, detectando diariamente terremotos que ocorrem no Brasil e mesmo no Mundo. Obtive meu título no Doutorado Direto do IAG/USP em 2008. e em 2009 mudei para Noruega para trabalhar como pesquisador no desenvolvimento de procedimentos para processamento e interpretação de dados sísmicos. Em 2010 mudei novamente para a Alemanha, para trabalhar com Sismologia, no instituto GeoForschungsZentrum, dentro do grupo GEOFON. Lá além de participar do grupo de análise de sismogramas, localizando grandes sismos ocorridos no mundo, também desenvolvia o sistema SeisComp3, cuidava do armazenamento dos dados e garantia o compartilhamento de dados com pesquisadores do todo o mundo. Nesse período participei do desenvolvimento de novas tecnologias para o compartilhamento de dados sismológicos que hoje, fico satisfeito de saber que foram adotadas pela comunidade. Voltei para o Brasil 2013, para assumir o cargo de professor doutor no IAG/USP onde atuo hoje, em diversas áreas da sismologia, com o compartilhamento e gestão das estações e dados da Rede Sismográfica Brasileira, com o estudo da estrutura da Terra e mesmo com o estudo dos terremotos brasileiros que adoro. Na área de extensão, alguns projetos que recomendo para vocês conhecerem são o SismoCast, o podcast do Centro de Sismologia, a plataforma SentiuAí?, onde você pode nos enviar um relato se sentir um sismo ou abalo de terra no Brasil e lógico, o projeto Cecília que permite levar um pedacinho do que faço para vocês!


Profª Drª Marcia Akemi Yamasoe | Doutorado em Meteorologia

Sou professora associada do Departamento de Ciências Atmosféricas. Desde o ensino fundamental eu sempre estudei em escola pública. Sou bacharel em Física pela USP e ainda no primeiro ano da graduação, comecei a desenvolver um projeto de iniciação científica em poluição do ar, utilizando técnicas da física nuclear para analisar a sua composição química. No Mestrado, analisei a composição química da fumaça emitida pelas queimadas na Amazônia. No Doutorado, ainda estudando a fumaça das queimadas, a ênfase foi analisar suas propriedades ópticas para entender como a fumaça afeta a quantidade de radiação solar que chega até aqui na superfície. Fiz parte do meu doutorado na NASA Goddard Space Flight Center, onde voltei por mais seis meses de Pós-Doc. Desde então, dedico grande parte do meu trabalho para entender a transferência de radiação na atmosfera, como a poluição e as nuvens interagem com a radiação e seu papel no clima e no ciclo de carbono, com projetos em São Paulo e na Amazônia. A paixão pela área vem do fato que parte do espectro da radiação é visível e olhar para o céu, apreciar a paisagem, a natureza, os fenômenos ópticos é muito inspirador! Levar esses conhecimentos aos estudantes é muito gratificante! E por que participar do projeto Cecília? Porque estudar ciências pode ser muito divertido, e é legal descobrir que elas estão presentes no nosso dia a dia. Acredito que as crianças e adolescentes são curiosas por natureza e o Cecília vai abrir mais uma porta para elas saciarem essa curiosidade.


Daniele Honorato Pereira | Graduação em Astronomia

Sou aluna da graduação em Astronomia (IAG/USP), desenvolvo iniciação científica na área de ensino e divulgação desde 2019. Atuo como monitora e palestrante no projeto de divulgação científica " Visita Monitorada " do IAG, além disso sou voluntária do Astrominas e bolsista do Cecília. Desde o quinto ano amava assistir documentários, séries e ler revistas com assuntos relacionados à Astronomia, lembro que o primeiro livro que pedi para minha mãe comprar foi “O Guia dos Curiosos” pois era repleto de curiosidades sobre o Universo. Na época do fundamental eu nem imaginava que o curso de Astronomia existia, mas quando descobri que era possível entrar na faculdade para estudar as coisas que via nos documentários, isso passou a ser uma meta que pouco tempo depois alcancei. Meu papel no Cecília e nos demais projetos que participo é contribuir com o ensino de Astronomia, para que todos vejam que a beleza do universo vai muito além do brilho das estrelas.


Gabriela Catano Lopes | Graduação em Meteorologia

A maneira que eu conheci a área das Ciências Atmosféricas foi um pouco incomum, pois nem sabia que ela ao menos existia, antes de entrar no IAG. Acabei entrando nesse curso, que era a minha 3° opção, quando prestei o vestibular da Fuvest.

Mesmo querendo mudar de curso o mais rápido possível, decidi dar uma chance e abrir meus olhos para uma ciência totalmente nova e inexplorada por mim! Acabei me apaixonando pela matéria, pela ampla área de pesquisa e pelo poder de influência da Meteorologia com o meio ambiente, com a vida humana e com o Planeta Terra!

O Projeto Cecília sempre foi algo que almejava realizar durante minha vida acadêmica: divulgar e ensinar objetos de estudo que fazem parte das Ciências Atmosféricas, para que assim, mais pessoas possam conhecer essa área fantástica de conhecimento e para que a ciência seja cada vez mais apreciada e valorizada.


Guilherme Barros | Graduação em Licenciatura e Bacharelado em Física

Quando criança, eu colecionava revistinhas temáticas de ciências, meus temas favoritos eram Paleontologia (área da Biologia que estuda fósseis, e eu adorava isso, principalmente dinossauros!) e claro, a Astronomia!
Achava incrível cada figura, cada informação nas revistas. Sem dúvidas foi uma motivação para as matérias de ciências serem as que eu mais gostava na escola.
Alguns anos depois eu comecei a desenvolver um interesse muito grande por Física e Matemática, e cheguei a pensar em cursar alguma Engenharia. Porém eu nunca deixei de lado aquela curiosidade característica que a ciência nos traz, e a vontade de levar conhecimento para todo mundo de uma forma que pudesse conquistar as pessoas da mesma forma que fui conquistado. Foi aí então que eu decidi de uma vez por todas que eu faria carreira científica na Física, para produzir e divulgar esses conhecimentos que me fascinaram e ainda me fascinam, e com a promessa de querer fascinar e incentivar muita gente ainda com o meu trabalho.


Guilherme Fernandes | Graduação em Meteorologia

Sempre gostei muito de ciência e tecnologia e sabia desde cedo que queria trabalhar com isso. Quando prestei o vestibular da USP, queria fazer Astronomia, mas fui aprovado em Meteorologia, que era minha segunda opção, e acabei me apaixonando pela área. Meteorologia é muito mais do que previsão do tempo, ela está presente em muitas áreas comuns e importantes no dia a dia, como energia, agropecuária, transportes e até segurança pública. Quero no futuro seguir carreira no ensino de Meteorologia e o Projeto Cecília é uma ótima oportunidade de aprender a transmitir conhecimento e também de levar um pouco do meu conhecimento da faculdade para as escolas e fazer uma diferença positiva na formação dos alunos.


Ivanice A. Morgado | Graduação em Bacharelado em Física

Gostava muito de estudar e me interessava por diversas areas, só me encaminhei para as exatas pela leitura de livros como os do Carl Sagan, participação da OBAA e incentivo de professores. A partir disso, queria mostrar para outras pessoas que a física era interessante e não necessariamente difícil ou chata. Hoje estudo física no IFUSP, participo do projeto de difusão científica CECÍLIA e faço iniciação científica em pesquisa de ensino de astronomia para meninas, no projeto ASTROMINAS. Acho incrível participar dessas várias atividades, para enriquecer meu aprendizado e levar a ciência a outras pessoas, tendo uma visão crítica sobre a física e o ensino.


Izabela Bittencourt | Mestrado em Ensino de Astronomia

Bacharel em Ciências Biológicas pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro, atuo com divulgação científica em Museus e outros espaços de ensino não formal desde 2013 por acreditar nas diversas formas de educação e na importância da difusão do conhecimento científico. Interessada em valorizar os saberes culturais que se relacionam com o saber científico, ingressei no mestrado em Ensino de Astronomia (IAG/USP) para pesquisar as relações entre as culturas indígenas e as observações celestes, propondo uma educação transdisciplinar.


Júlia Mello de Oliveira | Graduação em Astronomia

Desde pequena sempre gostei muito de matemática e ciências e fui bastante incentivada pela minha professora de ciências que trazia olimpíadas científicas para a escola, aumentando meu amor pela área. No ensino médio eu acabei tendendo para outros cursos como medicina ou engenharia por opiniões externas mas percebi que o que importava de verdade era o que eu amava e me via fazendo pro resto da vida. Quando eu entrei para o curso de Astronomia foi paixão à primeira vista, lá tenho a chance de estudar as coisas que mais me fascinam e sempre me causaram curiosidade. Acredito muito na força do alfabetismo científico, e citando Aristóteles, “o começo de todas as ciências é o espanto de as coisas serem o que são”. O Projeto Cecília foi a oportunidade perfeita pra tentar impactar outras pessoas com o mesmo entusiasmo e amor que sinto pelas ciências da natureza.


Lais Borbolato Soares | Graduação em Astronomia

Sempre tive interesse pelas ciências espaciais e pela área de exatas. No colégio, física e matemática eram minhas matérias favoritas e tive a oportunidade de participar da Olimpíada Brasileira de Astronomia (OBA) e ter um contato muito mais próximo com essa área quando estava no Ensino Médio. Foi quando me apaixonei ainda mais pela Astronomia e tomei a decisão de que era esse curso que eu faria na faculdade.

Quando conheci o projeto, senti que era uma oportunidade incrível de levar conhecimento a outras pessoas e de inspirá-las da mesma forma que me inspiraram quando eu era mais nova. Isso terá um impacto na vida delas  e eu me sentiria muito feliz sabendo que pude fazer o pouco que estava ao meu alcance para ajudar.


Lucas Batista | Graduação em Licenciatura em Física

Não foi desde sempre que quis seguir carreira em Astronomia, na verdade, até a metade do meu segundo ano no Ensino Médio, eu tinha certeza que seria um médico geriatra. Mudei de ideia no momento em que percebi que não tinha nada a ver com a profissão, e não conseguia me imaginar fazendo aquilo. Sempre tive curiosidade sobre o mundo em que vivemos e era/sou fascinado pelas coisas que existem além dele. Hoje, pretendo seguir carreira em divulgação e ensino de Astronomia, para que possa transmitir essa ciência maravilhosa para outros, e quem sabe, cativar novas pessoas, assim como eu fui.


Melissa D. Andrade Nunes | Graduação em Astronomia

Apaixonada por animes, livros e quadrinhos desde antes de frequentar a escolinha, sempre me fascinava pela mágica e os fenômenos surpreendentes que via nas obras de fantasia, por esse motivo, a princípio, queria ser uma desenhista de quadrinhos. Ao longo da minha infância e adolescência fui conhecendo obras como A Viagem ao Centro da Terra, Lost, os quadrinhos da Marvel e tantas outras ficções científicas que foram me mostrando que as maravilhas da ciência ultrapassavam a fantasia, por serem reais no nosso Universo, no nosso planeta e até mesmo no nosso próprio organismo. Ainda com muita dúvida decidi fazer Astronomia, e então, nesse curso conheci as ciências envolvidas com o estudo de planetas e uma possibilidade de investigar através da Geofísica, o interior de planetas rochosos, assim como feito em A Viagem ao Centro da Terra. Cada dia me dedico a aprender mais sobre as diversas ciências que estudam os corpos do nosso Sistema Solar, pois isso me traz um delicioso sentimento em viver e desbravar o Universo. Agora, a partir do projeto CECÍLIA, quero compartilhar este entusiasmo com vocês!


Pâmela Reis Querido | Graduação em Astronomia

Desde criança sou apaixonada pelo céu noturno, e quando ainda estava no ensino fundamental descobri que era possível fazer dos astros uma carreira. A partir daí, meu sonho virou ser cientista e trabalhar com a Astronomia. Acabei fazendo um colégio técnico em Mecatrônica durante o ensino médio por meio da Unicamp, o que me fez questionar se as minhas decisões não deveriam ser mais voltadas à engenharia, entretanto, na hora das escolhas, a paixão pelo universo fez meu coração bater mais forte! Acredito que toda criança tem um cientistinha dentro de si, simplesmente por sua curiosidade instintiva e intuitiva! O que nos resta é exercitá-la (independente da área de trabalho) e fazê-la florescer em cada um de nós! A educação científica faz a diferença no mundo, e o Cecília me proporciona a oportunidade de fazer parte dessa diferença.


Me. Rodrigo de Souza | Mestrado em Ensino de Astronomia

Sou graduado em Sistemas, em Matemática e além do mestrado em Ensino de Astronomia, sou especialista em Biologia Celular e Molecular. Sou professor de Física, Matemática e Sistemas na Etec de Francisco Morato.

Minha motivação para integrar o projeto deu-se em função do imenso compromisso com a divulgação científica de alto nível e com a preocupação com a integração de gênero nas ciências exatas. Acredito que um país melhor só pode ser construído se iniciativas com esta chegarem a todas as crianças e adolescentes.


Ronison Aparecido Ricardo | Graduação em Geofísica

Meu interesse em Ciências veio desde criança, ainda quando o único acesso que tinha era através de canais de TV aberta com programação infantil. Pela primeira vez o espírito de cientista se despertou em mim. Mas infelizmente durante a adolescência, senti na pele as consequências do descaso com a educação de base no Brasil: sem biblioteca, computadores acessíveis e orientação adequada, só tomei conhecimento da existência de diversos eventos como OBA (Olimpíada Brasileira de Astronomia) assim como das próprias universidades, como a USP, após o término do Ensino Médio, onde consegui meu primeiro celular/computador, que possibilitou que a chama do conhecimento, em especial, da Astronomia, fosse reacesa em mim. Vi no Cecília a oportunidade de compartilhar desta chama com o máximo possível de jovens de realidades semelhantes.


Victoria Malta de Lima | Graduação em Geofísica

Sempre gostei de aprender e de compartilhar o que eu aprendia com outras pessoas, acabei me apaixonando pela pesquisa e pela ciência antes mesmo de saber para que área gostaria de seguir.

Participei de Olimpíadas de Física e Astronomia e me encantei com a física, mas também com o estudo da Terra. Descobri só quando me inscrevi no vestibular que poderia juntar as duas coisas na Geofísica, acabei me inscrevendo no curso como segunda opção e fui gostando cada vez mais. Quero que cada vez mais pessoas conheçam essa ciência e se apaixonem também.


Vitória Bellecerie da Fonseca | Graduação em Astronomia

Desde a infância me interessei por ciências e sempre gostei de matemática também. No colégio, tive um contato maior com as ciências espaciais quando participei da Olimpíada Brasileira de Astronomia (OBA) e da Mostra Brasileira de Foguetes (MOBFOG). No Ensino Médio comecei a pensar em possibilidades de curso, até mesmo Física, e, quando descobri que a USP tinha graduação em Astronomia, conversei com alguns veteranos e resolvi que iria tentar. Sempre pensei que iria seguir somente na área de pesquisa acadêmica, mas tive contato com o Projeto Cecília em seus passos iniciais e me apaixonei pela difusão da Astronomia nas escolas. Hoje vejo que, tão importante quanto fazer a ciência é promover seu acesso a todos. A pesquisa e a divulgação devem progredir juntas.