Você se sente sozinho?

Pesquisa do IPUSP estuda sobre a solidão no início da fase adulta

Assim como todos os sentimentos, a solidão é algo muito difícil de ser entendida. Ligada  à fraqueza e vulnerabilidade de alguém e evitada a qualquer custo pela sociedade. Entretanto essa emoção é inevitável,  já que somos seres sociais por natureza. Logo, definir a sensação de estar só não é uma tarefa simples, pois ela é encarada de diferentes maneiras.

As pesquisas realizadas sobre esse tema normalmente são voltadas mais para a população idosa, deixando de lado os jovens. Porém, em seu estudo, a pesquisadora Vivian Loietes do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (USP), voltou sua atenção para analisar jovens entre 18 e 28 anos, que estão no início da da vida adulta.

Para a pesquisadora, um dos fatores desencadeadores da solidão é o processo de reafirmação da identidade. Esse estado é uma ameaça à saúde mental e física e está associada negativamente à qualidade de vida. A deficiência e a falta de intimidade nos relacionamentos afetam o apoio social percebido pelo indivíduo e é aceito como um fator importante na sua  redução.

Durante a fase da juventude é evidente que ocorram muitas mudanças, devido ao aumento das responsabilidades por si mesmo. Então, ao se deparar com momentos estressantes como a solidão, o aparelho psicofisiológico  responde a esse estado com mecanismos de coping, ou seja, esforços mentais e físicos para lidar com essas situações. 

A tecnologia não preenche o vazio

O avanço da tecnologia trouxe muitas vantagens para os seres humanos, entre elas, facilitar a aproximação das pessoas, tornando-se uma forma de proteção contra a solidão. Entretanto, o alto consumo da internet pode ocasionar o inverso, já que os meios de comunicação não substituem as relações do mundo real. Vivian explica que, neste caso, a qualidade das relações diminui, e implica em isolamento e comportamentos de fuga.

 

Todavia, é possível perceber que existem pessoas que têm a necessidade de estar sozinhas, o que nos leva à solitude, a face positiva da solidão — conectar-se  consigo mesmo.

Nesta perspectiva, a pesquisadora cita em seu trabalho que “…a solidão pode ser explorada como uma potência positiva e benéfica, como um método facilitador da criatividade…”. Ou seja, a imagem negativa  que a solidão emocional tem, é inteiramente desconstruída.

 

 

 

 

 

Estratégias usadas contra a solidão:

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Gabrielle Yukari Okamura Rocha